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Mais do que fiscais de linha...

Arbitragem

Os árbitros assistentes terminaram o curso de Inverno da UEFA em Chipre, onde receberam conselhos importantes para o futuro e ficaram com a certeza que têm um papel cada vez mais importante no futebol moderno.

O árbitro assistente inglês Stuart Burt durante um exercício de treino
O árbitro assistente inglês Stuart Burt durante um exercício de treino ©Sportsfile

Os principais árbitros assistentes da Europa foram incentivados a manter o elevado nível que mostraram no curso de Inverno da UEFA em Chipre no regresso às competições da UEFA, este mês, e muitos deles anteciparam o desafio motivante de participarem, este Verão, no UEFA EURO 2016 em França.

Mais de 50 árbitros assistentes receberam formação específica ao longo de três dias na ilha mediterrânica nas várias facetas do seu importante trabalho. "Queremos que tenham uma abordagem consistente na aplicação das Leis do Jogo e estejam ao nível elevado que a UEFA espera de vocês nas nossas principais competições", explicou o delegado de arbitragem da UEFA, Hugh Dallas.

O fora-de-jogo, um elemento central no trabalho de um árbitro assistente, o trabalho em equipa e a comunicação eficaz com os colegas, entendimento do jogo, a resistência mental, a manutenção de uma excelente condição física e a concentração foram os principais temas abordados nas sessões práticas e teóricas. Leif Lindberg e Philip Sharp, que foram árbitros assistentes em Campeonatos do Mundo, contaram com a colaboração de colegas experientes como Giovanni Stevanato e Maciej Wierzbowski e transmitiram conselhos importantes como especialistas no trabalho de árbitros assistentes. "É um privilégio ter-vos aqui em Chipre", explicou Dallas, "mas é também um privilégio para você poderem receber este tipo de análise e conselhos especializados de antigos colegas."

Para além de Dallas, a experiente equipa de especialistas presentes no curso de Inverno foi composta por Marc Batta, também delegado de arbitragem da UEFA, e pelos preparadores físicos Werner Helsen e Koen Put, para além de Pierluigi Collina, responsável pela arbitragem da UEFA.

Dallas pediu aos árbitros assistentes para pensarem como árbitros: "Vocês já não são fiscais de linha, esse tempo acabou. Agora ajudam os árbitros a tomar decisões rigorosas, nomeadamente em relação aos incidentes que ocorrem nas vossas áreas de jurisdição. Estejam preparados para apoiar a restante equipa de arbitragem, e estejam tranquilos, confiantes e compostos ao fazê-lo."

Foi pedido aos árbitros assistentes para agilizarem a comunicação com os colegas árbitros de forma a que as tomadas de decisões sejam rigorosas. "Pensem bem e sejam claros", pediu Dallas. "Não é uma conversa. A comunicação deve ser curta, clara e precisa, com as discussões a serem mínimas de acordo com as directrizes claras da UEFA."

A consciência das situações de jogo é encarada como um elemento fundamental dos recursos de um árbitro assistente. "Estejam atentos às mudanças no jogo", alertou Dallas, "quando é realizada uma substituição, quando é marcado um golo. O ritmo de um jogo pode aumentar, as tácticas podem mudar tudo de repente, todas estas alterações podem afectar os árbitros, por isso têm de estar sempre muito concentrados."

As equipas de arbitragem completas para o UEFA EURO 2016 serão escolhidas no final de Fevereiro, com dois árbitros assistentes a serem atribuídos a cada um dos 18 árbitros, juntamente com dois árbitros assistentes adicionais, cuja tarefa será ajudar o árbitro em incidentes no interior e em redor da grande área. Dallas afirmou que as qualidades mostradas em Chipre são um bom augúrio para futuras missões. "Nunca vi um grupo de árbitros assistentes em tão boa forma e com tanta ambição, quero felicitá-los por isso", concluiu. "Foi algo que ficou bem evidente durante as actividades físicas nos treinos."

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