Eusébio trasladado para o Panteão Nacional
sexta-feira, 3 de julho de 2015
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Antiga glória do Benfica e de Portugal, Eusébio foi esta sexta-feira alvo de mais uma homenagem com a trasladação dos seus restos mortais para o Panteão Nacional, em Lisboa.
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Eusébio da Silva Ferreira, glória do SL Benfica e de Portugal, foi esta sexta-feira alvo de mais uma homenagem, com a trasladação do seu corpo para o Panteão Nacional, em Lisboa.
Esta iniciativa surgiu no seguimento de uma decisão da Assembleia da República, que a 20 de Fevereiro deste ano aprovou, de forma unânime, a mudança para um local destinado a figuras que se distinguiram por serviços prestados ao país em diversas áreas, como política e cultura.
Numa cerimónia que teve início às 15h15 e que durou quase cinco horas, o cortejo passou, e teve breves paragens, por Estádio do Sport Lisboa e Benfica, Federação Portuguesa de Futebol e Assembleia da República. Tudo começou com uma missa privada, celebrada no Seminário da Luz, de onde o cortejo partiu rumo ao estádio do Benfica, clube que o celebrizou e que ele ajudou a tornar famoso no Mundo. Rui Costa, antigo jogador e actual dirigente dos "encarnados", disse: "Do Panteão fazem parte os nomes mais importante deste País e Eusébio é sem dúvida um deles, tendo levado o nome de Portugal aos quatro cantos do Mundo".
Um dos pontos altos do cortejo foi junto à sede do organismo que gere o futebol nacional, onde foi colocada uma tarja, a toda a altura do edifício, onde se podia ler "Os génios vivem para sempre". O presidente Fernando Gomes disse: "Durante os anos em que representou a Seleção Nacional e o Benfica, foi um embaixador do nome de Portugal pelo Mundo. É inteiramente merecido que vá para o Panteão, onde estão os heróis nacionais".
A presença de bastante público foi uma constante ao longo de todo o percurso, cuja paragem seguinte foi a Assembleia da República, antes de terminar com a chegada do cortejo ao Panteão Nacional, às 19h00. À sua espera estavam Cavaco Silva (Presidente da República), Assunção Esteves (Presidente da Assembleia da República) e Pedro Passos Coelho (Primeiro-Ministro), bem como 500 convidados.
Entre eles encontrava-se António Simões, antigo colega de Eusébio no Benfica e na selecção das "quinas". No elogio fúnebre por si proferido, que classificou como o "desafio mais emocionante da sua vida", disse: "Eusébio não morreu, só se ausentou fisicamente. O melhor desportista português de todos os tempos era arte, cultura e deslumbramento". Também Cavaco Silva usou da palavra para afirmar que "Eusébio é verdadeiramente uma figura nacional, um traço de união entre os portugueses, e cujo exemplo perdurará na nossa memória".
A terminar, os três representantes máximos do estado português assinaram o Termo de Sepultura e escutou-se o Hino Nacional, antes de a urna com o corpo de Eusébio entrar no edifício, onde vai ficar na Sala II, juntamente com Aquilino Ribeiro, Sophia de Mello Breyner e Humberto Delgado.