Luto na Suécia por antigo internacional Klas Ingesson
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
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"Ele nunca desistia, era um lutador", afirmou Patrik Andersson sobre Klas Ingesson, seu colega na selecção da Suécia, que faleceu esta quarta-feira, aos 46 anos.
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Medalha de bronze pela Suécia no Campeonato do Mundo de 1994, o médio Klas Ingesson, falecido na passada quarta-feira, aos 46 anos de idade, vítima de doença prolongada, é recordado com enorme carinho pelos antigos colegas.
Tommy Svensson, que treinou Ingesson na selecção sueca, afirmou: "Era um ser humano e um amigo fantástico. Ele simbolizava o espírito da equipa de '94. Uma pessoa extraordinária, sempre pronta para dar o seu melhor por si e pelos outros." Patrik Andersson, seu colega na selecção, acrescentou: "Ele lutou durante anos contra esta doença. O Klas era assim também em campo, nunca desistia e era o primeiro a dar tudo em campo. É uma tristeza enorme."
O Presidente da Federação Sueca de Futebol (SvFF), Karl-Erik Nilsson, afirmou: "É um dia triste para o futebol sueco, pois vê partir uma das suas grandes personalidades e um dos seus heróis do Mundial. Ele era um lutador, dentro e fora dos relvados, mas esta última luta revelou-se demasiado difícil até para alguém como o 'Klabbe'. Os nossos pêsames para todos aqueles que o amavam."
"Os nossos pensamentos estão, acima de tudo, com a sua mulher e filhos, que eram tudo para ele", pode ler-se num comunicado emitido pelo IF Elfsborg, equipa que treinou entre 2013 e 2014, com mensagens semelhantes a surgirem igualmente nos "sites" oficiais de outros clubes que Ingesson representou ao longo da sua carreira de 15 anos como futebolista.
O médio começou por representar o IFK Göteborg, rumando depois ao estrangeiro para vestir as camisolas de KV Mechelen, PSV Eindhoven, Sheffield Wednesday FC, AS Bari, Bologna FC, Olympique de Marseille e US Lecce. Apontou 13 golos em 57 jogos pela Suécia, por quem alinhou na fase final do Campeonato da Europa da UEFA de 1992, bem como nas fases finais dos Campeonatos do Mundo de 1990 e 1994.
"Durante os meus dias de jogador comprei uma propriedade na floresta", confidenciou certa vez ao UEFA.com. "Era o meu sonho: juntar através do futebol dinheiro suficiente para ter a minha própria floresta e trabalhar aí." Foi o que fez durante vários anos, antes de entrar para a equipa técnica do Elfsborg, em 2011, apesar de ter visto ser-lhe diagnosticado, em 2009, um mieloma, um cancro que ataca as células do plasma do sangue.
Anders Svensson, médio do Elfsborg, falou com imensa admiração do seu antigo treinador. "Ele tinha uma energia incrível – uma vontade e um espírito de luta com que outros não conseguem sequer sonhar. Era uma pessoa maravilhosa. Foi um privilégio trabalhar com ele durante um ano. Gostava que tivesse sido por mais tempo, mas jamais esquecerei tudo o que ele me ensinou como pessoa. É algo que levarei comigo o resto da vida."
Michele Paramatti, antigo colega no Bologna FC
Perdemos um amigo, uma das pessoas mais leais que alguma vez conheci. Ele foi um grande exemplo para o mundo do futebol, uma figura icónica capaz de transmitir a sua enorme força e preserveança a toda a equipa.