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Johan Cruyff recebe Prémio Presidente da UEFA 2013

Presidente

A lenda holandesa Johan Cruyff, Futebolista Europeu do Ano por três vezes, vai receber o Prémio Presidente da UEFA 2013 das mãos de Michel Platini, em Amesterdão, no domingo.

Johan Cruyff no auge na década de 1970
Johan Cruyff no auge na década de 1970 ©Getty Images

O Presidente da UEFA, Michel Platini, viaja este fim-de-semana até Amesterdão para proceder à entrega do prestigiado Prémio Presidente da UEFA 2013 a Johan Cruyff, em sinal do seu inestimável contributo para o futebol europeu.

A cerimónia realiza-se no domingo, 16 de Fevereiro, na Amsterdam ArenA, paralelamente ao jogo da Liga holandesa entre o AFC Ajax e o sc Heerenveen.

O Prémio Presidente da UEFA foi criado em 1998 como reconhecimento dos feitos de uma elite de personalidades do futebol europeu. O objectivo deste prémio é focar-se nos verdadeiros protagonistas – os jogadores, e na sua valiosa contribuição prestada ao longo das respectivas carreiras para o desenvolvimento do futebol na Europa e além dela.

Desde a altura em que Platini ofereceu o primeiro Prémio Presidente da UEFA – a honra foi concedida a jogadores que também ganharam o prestigiado prémio de Futebolista Europeu do Ano – Alfredo Di Stéfano, Bobby Charlton, Eusébio, Raymond Kopa, Gianni Rivera e Franz Beckenbauer. Johan Cruyff, Futebolista Europeu do Ano em 1971, 1973 e 1974, é agora acrescentado à ilustre lista.

Nascido em Amesterdão, a 25 de Abril de 1947, Cruyff ingressou ainda jovem no AFC Ajax, clube da cidade. Na primeira passagem pelo clube alcançou enorme êxito ao conquistar três edições da Taça dos Clubes Campeões Europeus em 1971, 1972 e 1973 e vários troféus nacionais. Rumou ao FC Barcelona em 1973 e marcou 48 golos em 143 partidas, ajudando o clube a conquistar o primeiro título de campeão espanhol em 14 anos na temporada de estreia. Após dois anos a jogar nos Estados Unidos, Cruyff encerrou a carreira na Holanda. Jogou primeiro no Ajax e depois mudou-se para o Feyenoord, antes de pendurar as chuteiras em 1984. No total, fez 704 jogos ao serviço dos clubes e apontou 392 golos – 266 dos quais pelo Ajax.

Cruyff estreou-se selecção da Holanda em 1966 e cumpriu 48 partidas, nas quais apontou 33 golos. Tanto pelo Ajax como pela selecção, na década de 1970, o seu nome tornou-se sinónimo de um estilo de jogar ao ataque brilhante e que ficou conhecido por "Futebol Total", além de que foi o capitão da Holanda na final do Campeonato do Mundo de 1974, perdida frente à República Federal da Alemanha.

Para ajudar a marcar o Jubileu da UEFA, em 2004, foi pedido a cada uma das federações nacionais para nomear qual o seu jogador que mais se notabilizara nos últimos 50 anos. A escolha da Holanda recaiu em Cruyff como Jogador de Ouro.

Após o final da carreira, Cruyff tornou-se treinador em 1985 e foi consigo no comando que o Ajax, dois anos mais tarde, venceu a Taça dos Vencedores das Taças. Em 1988, voltou a Barcelona para conduzir a equipa da Catalunha à conquista da sua primeira Taça dos Campeões em 1992.

Em Agosto de 2013, a Fundação Johan Cruyff recebeu um milhão de euros do Prémio de Solidariedade da UEFA Mónaco, que será utilizado para promover o bem-estar físico e mental dos jovens e crianças.

“É um grande privilégio entregar o Prémio Presidente da UEFA a Johan Cruyff, um dos verdadeiros grandes jogadores e embaixadores do futebol”, disse Platini. “Primeiro como jogador e depois como treinador, empenhou-se em entreter o público com a sua forma única de jogar.”

“Um futebolista fenomenal que maravilhou adeptos por todo o mundo com o seu encanto e estilo, o futebol tem sido a sua vida, desde os primeiros anos no Ajax até aos últimos sucessos no Barcelona e à memorável contribuição para a selecção holandesa. A consciência social de Cruyff reflecte-se hoje na formação aos atletas através do Instituto Cruyff e em inúmeros projectos acarinhados pela própria fundação por todo o mundo de apoio às crianças pobres e deficientes – usando o futebol como um meio para melhorar as suas vidas.”

“É uma honra receber este prémio e fazer parte de uma lista ilustre de nomes”, disse Cruyff. “Gostaria de partilhar este reconhecimento com as pessoas com quem trabalhei e com aquelas com quem ainda trabalho, que amam o futebol e estão dispostas a investir tempo e energia para que as coisas melhorem. Não apenas no futebol, mas também na organização que os rodeia, e no importante papel que o futebol tem na nossa sociedade.”

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