André Vieli reforma-se após 31 anos na UEFA
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
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O mais antigo funcionário da UEFA, André Vieli, gestor sénior de publicações, reformou-se após 31 anos de serviço durante os quais cobriu inúmeros eventos memoráveis.
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Mais uma página da história da UEFA foi virada com a reforma, no final deste mês, do seu mais antigo funcionário, ao cabo de 31 anos, o gestor sénior de publicações André Vieli.
Nascido em Friburgo, na Suíça, André começou a trabalhar na UEFA em Setembro de 1982 como arquivista e editor. Antes fora estudante de História na antiga faculdade da sua cidade-natal e revelou-se desde cedo adepto atento do futebol. Antes de se juntar à UEFA escreveu para várias publicações e, durante um curto período de tempo, foi professor.
Durante a carreira na UEFA, foi responsável não apenas pela escrita como também pela edição e produção regular de publicações do organismo, como o Boletim da UEFA e o "UEFA Flash", além da actual publicação oficial mensal UEFA•direct, e de inúmeras reportagens da UEFA e publicações que fizeram a cobertura das muitas actividades em todo o cenário do futebol europeu.
O Presidente da UEFA, Michel Platini, elogiou André pela sua "paixão, rigor e devoção". E prosseguiu: "Não foi apenas profissionalismo, isto foi amor", acrescentou. "Uma história de amor que termina após mais de 30 anos."
"Contribuiu para a difusão da informação e dos esclarecimentos sobre as actividades da UEFA por toda a Europa e mais além, tendo promovido um vasto leque de competições europeias e também o trabalho das federações filiadas na UEFA", acrescentou o Secretário-Geral do organismo, Gianni Infantino. "A UEFA está-lhe grata pela sua lealdade e devoção e esperamos que nos próximos anos continue a desfrutar de um jogo que ama de forma tão óbvia." André foi defesa no Friburgo antes de abraçar a carreira de jornalista.
André, que passou a trabalhar na UEFA impondo-se a 100 candidatos, mudou-se com a organização das antigas instalações, na capital federal Berna, para as actuais, em Nyon, na zona oeste do país, em 1995. Para além da sua actividade nas publicações da UEFA, foi uma espécie de "homem dos sete ofícios" no departamento de imprensa da UEFA. Por exemplo, revelou-se afortunado quando, em missão de gestão dos repórteres fotográficos atrás da baliza, assistiu a um dos golos mais memoráveis, apontado pelo atacante da Holanda, Marco van Basten, num remate em arco, na final do Campeonato da Europa de 1988, em Munique, contra a URSS.
Cumpriu com a UEFA o caminho a partir de um corpo puramente administrativo até a organização empresarial dinâmica que é hoje, considera o ex-chefe de imprensa da UEFA, o falecido U. Rudolph Rothenbühler, e a sua assistente e colega de mais de 20 anos, Dominique Maurer, como as principais influências na sua carreira e vida profissional. Desde 1982 serviu quatro presidentes da UEFA - Artemio Franchi, Jacques Georges, Lennart Johansson e Michel Platini.
"Percebi que ser professor não iria ser a minha vida, por isso candidatei-me a trabalhar na UEFA", reflectiu. "O futebol mudou e a UEFA e as suas actividades de comunicação mudaram também, obviamente, desde os dias das máquinas de telex e de escrever. Ainda não consegui pensar a sério no momento da minha saída, porque mantive até agora o meu trabalho com as publicações."
André vai continuar a admirar os jogadores criativos e imaginativos como Lionel Messi, pois prepara-se para produzir um livro para a UEFA no âmbito das comemorações do 60º aniversário, no próximo ano. Espectador atento, vai continuar a seguir o destino de vários clubes, entre eles o FC Central, a equipa de Friburgo onde alinhou enquanto jovem e para a qual co-editou o livro do centenário do clube, em 2010.