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Trio na luta pelas medalhas

Grã-Bretanha, Suécia e França são as selecções europeias que vão lutar pelo ouro no torneio olímpico de futebol, mas antes disso, a partir de quarta-feira, vão ter de disputar grupos complicados.

A Grã-Bretanha empatou 0-0 com a Suécia na estreia em jogos internacionais
A Grã-Bretanha empatou 0-0 com a Suécia na estreia em jogos internacionais ©Getty Images

Os dois únicos países europeus que conquistaram medalhas olímpicas no torneio olímpico de futebol feminino estão ausentes de Londres, mas os três representantes da UEFA têm ambições legítimas em lutar pelo ouro.

A Noruega garantiu o bronze em 1996, na primeira vez que a modalidade integrou o programa, tendo conquistado o ouro na edição seguinte, em Sidney, quando Alemanha somou a primeira de três presenças consecutivas no lugar mais baixo do pódio. Desta vez, Suécia e França garantiram a qualificação ao marcarem presença nas meias-finais do Campeonato do Mundo Feminino de 2011, fazendo companhia à anfitriã Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.

As britânicas vão disputar o primeiro jogo oficial da sua história e a seleccionadora Hope Powell convocou 16 jogadoras que orienta na selecção de Inglaterra e também a defesa escocesa Ifeoma Dieke e a atacante Kim Little. Ambas foram titulares no nulo com a Suécia em Middlesbrough, na sexta-feira, e não mostraram problemas de adaptação. Little deverá sentir-se perfeitamente integrada no quarteto atacante, pois deverá ter a seu lado Ellen White, Rachel Yankey e Kelly Smith - que está recuperada de um fractura recente numa perna -, são suas colegas de equipa no Arsenal LFC.

A formação da casa faz a estreia olímpica na quarta-feira, frente à Nova Zelândia, devendo ser batido em Cardiff o recorde de assistência num jogo internacional feminino em solo britânico, que nesta altura é de 29.092 espectadores. O grupo fica completo com as estreantes dos Camarões e com a selecção que conquistou a medalha de prata nos dois últimos jogos Olímpicos, o Brasil, de Marta. A centrocampista Jill Scott está ansiosa pelo pontapé de saída.

"Sentimo-nos muito honradas e privilegiadas por estar nesta posição, só pensamos em começar a jogar e em aproveitar esta experiência", explicou. "Estamos a adaptar-nos, mas não arrisco prever o que vamos sentir na quarta-feira. Neste momento estamos muito animadas."

A Suécia não pode contar com a atacante Lotta Schelin na quarta-feira, devido a uma lesão nos gémeos, mas deverá poder apresentar a ponta-de-lança como jogadora mais adiantada do 4-2-3-1 de Thomas Dennerby, para o embate com a estreante África do Sul. A Suécia é, a par dos Estados Unidos e do Brasil, um dos países que participou nos cinco torneios olímpicos de futebol feminino, mas, ao contrário dos representantes do continente americano, nunca conquistou uma medalha. O terceiro lugar no Campeonato do Mundo é uma motivação para as nórdicas, que vão disputar os últimos jogos oficiais antes de receberem o Campeonato da Europa Feminino de 2013.

A equipa de Dennerby também vai ter de medir forças com o carrasco das meias-finais do Campeonato do Mundo, o Japão, que viria a conquistar o título, e com o Canadá. "É fundamental pensar num jogo de cada vez. Foi por isso que estivemos tão bem no ano passado. Ninguém quer fazer um resultado pior que no último campeonato", sublinhou o seleccionador sueco.

França, que foi derrotada pela Suécia na discussão da medalha de bronze no Mundial, conseguiu desde então somar 17 vitórias consecutivas, incluindo o triunfo por 2-0 sobre o Japão na semana passada. Tendo em conta que a selecção de Bruno Bini é baseada nas jogadoras do Olympique Lyonnais que venceram as duas últimas edições da UEFA Women's Champions League, muitos consideram que esta será a competição em que as francesas se vão afirmar definitivamente como uma potência mundial.

As gaulesas vão ter um duro teste na estreia em Glasgow frente aos Estados Unidos, a equipa que fez ruir o seu sonho no último Campeonato do Mundo e a vencedora do outro em três das últimas quatro edições. A Coreia do Norte e a estreante Colômbia completam o Grupo G. Bini, que conta com que a experiente Sandrine Soubeyrand consiga recuperar de uma lesão, afirmou: "Estamos bem preparados, mas ainda não ganhámos nada. O público e a imprensa consideraram que o encontro particular com o Japão foi um bom teste, mas em competição é sempre tudo bem diferente."

Selecções europeias:

Grã-Bretanha e Irlanda do Norte (Grupo E)
Jogos: 25 de Julho v Nova Zelândia (Cardiff), 28 de Julho v Camarões (Cardiff), 31 de Julho v Brasil (Wembley)
Jogadoras mais importantes: Ifeoma Dieke (defesa, Vittsjö GIK), Fara Williams (média,  Everton LFC), Kelly Smith (atacante, Arsenal LFC)
Qualificação: País organizador

Suécia (Grupo F)
Jogos: 25 de Julho v África do Sul (Coventry), 28 de Julho v Japão (Coventry), 31 de Julho v Canadá (Newcastle)
Jogadoras mais importantes: Charlotte Rohlin (defesa, Linköpings FC), Caroline Seger (média, Tyresö FF), Lotta Schelin (atacante, Olympique Lyonnais)
Qualificação: Terceira classificada no Campeonato do Mundo Feminino

França (Grupo G)
Jogos: 25 de Julho v EUA (Glasgow), 28 de Julho v Coreia do Norte (Glasgow), 31 de Julho v Colômbia (Newcastle)
Jogadoras mais importantes: Sonia Bompastor (defesa, Olympique Lyonnais), Camille Abily (média, Olympique Lyonnais), Louisa Necib (atacante, Olympique Lyonnais)
Qualificação: Quarta classificada no Campeonato do Mundo Feminino

Os dois primeiros de cada grupo e dos dois melhores terceiros classificados passam aos quartos-de-final.

Quartos-de-final (3 de Agosto)
1: 1F - 2G (Glasgow)
2: 1G - 3E/F (Newcastle)
3: 2E - 2F (Cardiff)
4: 1E - 3F/G (Coventry)

Meias-finais (6 de Agosto)
Vencedor QF1 - Vencedor QF3 (Wembley)
Vencedor QF2 - Vencedor QF4 (Old Trafford)

Jogos de atribuição das medalhas (9 de Agosto)
Bronze (Coventry)
Ouro/Prata (Wembley)

Medalhados anteriores 
2008: EUA (ouro), Brasil (prata), Alemanha (bronze)
2004: EUA (ouro), Brasil (prata), Alemanha (bronze)
2000: Noruega (ouro), EUA (prata), Alemanha (bronze)
1996: EUA (ouro), China (prata), Noruega (bronze)

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