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Treinadores com novas responsabilidades

Treino de Treinadores

O 13º Fórum de Treinadores de Clubes de Elite da UEFA terminou com os técnicos de topo a falarem sobre como as suas exigentes funções estão em constante mudança.

Os treinadores presentes esta semana em Nyon, no 13º Fórum de Treinadores de Clubes de Elite da UEFA
Os treinadores presentes esta semana em Nyon, no 13º Fórum de Treinadores de Clubes de Elite da UEFA ©UEFA.com

Os treinadores dos principais clubes europeus reuniram-se com a UEFA para falar sobre o estado actual do futebol europeu ao mais alto nível - e reconheceram que os seus trabalhos, e as exigências que recaem sobre cada um - continuam a evoluir e a mudarem constantemente.

O 13º Fórum de Treinadores de Clubes de Elite da UEFA, que decorreu na Casa do Futebol Europeu, em Nyon, deu ao organismo que tutela o futebol no Velho Continente, assim como aos treinadores, uma valiosíssima oportunidade para discutirem-se as tendências do jogo e trocar pontos-de-vista quanto a vários assuntos que afectam o trabalho diário dos técnicos. Paralelamente, os técnicos - entre os quais Portugal esteve representado pelos estreantes André Villas-Boas (Chelsea FC) e Vítor Pereira (FC Porto), assim como por Jorge Jesus (Benfica) - puderam conhecer os seus homólogos fora da chamada "zona técnica" e falaram em conjunto sobre os assuntos que mais lhes importam.

O Fórum contou com a presença de uma constelação de estrelas do panorama internacional: Josep Guardiola (FC Barcelona), Sir Alex Ferguson (Manchester United FC), André Villas-Boas (Chelsea FC), Arsène Wenger (Arsenal FC), Roy Hodgson (West Bromwich Albion FC), Rémi Garde (Olympique Lyonnais), Didier Deschamps (Olympique de Marseille), Massimiliano Allegri (AC Milan), Ralf Rangnick (FC Schalke 04), Thomas Schaaf (SV Werder Bremen), Frank de Boer (AFC Ajax), Jorge Jesus (Benfica), Felix Magath (VfL Wolfsburg), Vítor Pereira (FC Porto), Mircea Lucescu (FC Shakhtar Donetsk), Unai Emery (Valencia CF), Roland Nilsson (FC København), Thorsten Fink (FC Basel 1893) e Rudi Garcia (LOSC Lille Métropole). O francês Gérard Houllier, que tem uma vasta experiência na UEFA Champions League, como treinador do Liverpool FC e Olympique Lyonnais, esteve presente na qualidade de observador técnico da UEFA.

Thomas Schaaf, treinador do SV Werder Bremen, sintetizou a opinião dos treinadores ao acolherem da melhor forma o propósito do fórum. "É sempre uma grande oportunidade poder vir aqui. É sempre especial", disse sobre o acontecimento. "Poder sentar-me aqui, com os meus companheiros de profissão a este nível, falar, trocar perspectivas e ideias sobre temas e situações que nos preocupam. O mais extraordinário é a abertura e a clareza nas discussões – são muito intensas – o principal é que todos tiramos vantagens deste encontro. Podemos assimilar experiências e tornarmo-nos mais cientes de coisas que talvez nos possam dar novos estímulos."

As conversas no fórum foram dos desenvolvimentos técnicos e tácticos da UEFA Champions League à importância das substituições durante os encontros, tendo abordado o impacto das lesões nos jogadores nas principais competições europeias de clubes - e às características e perfis que são exigidos aos treinadores de topo da actualidade.

"Há certamente diferenças relativamente ao passado, devido às alterações no ambiente em redor de um encontro", explicou o director-técnico da UEFA, Andy Roxburgh. "Há 20 anos, era mais fácil para os treinadores dizerem: 'Façam assim' e pronto. Agora, devido ao perfil dos jogadores, à sua fama, dinheiro e liberdade, temos de ser muito melhores em termos de comunicação - temos de ser capazes de convencer jogadores, imprensa e a administração de que aquilo que estamos a fazer é o que deve ser feito. E tudo se resume aos resultados - temos de ser capazes de nos adaptarmos e reagir às derrotas."

"Somos responsáveis por um sem-número de coisas, mas esta responsabilidade agora também envolve mais áreas, relativamente há alguns anos", acrescentou Schaaf. "Temos de lidar com assuntos que não estão directamente relacionados com o futebol ou com o que se passa no relvado. Falámos aqui bastante sobre quanto tempo temos disponível para fazermos o nosso trabalho e chegámos à conclusão que, de facto, não temos tempo suficiente - que uma sempre crescente parte desse tempo é-nos retirada para termos de trabalhar noutros assuntos. Todos são afectados por isso. Não há diferenças entre Itália, França ou Inglaterra. Todos reparamos que estes factores nos afectam a todos e que temos de lidar com eles."

Este enorme conjunto de ideias e propostas recolhidas será agora avaliada pela UEFA - enquanto, no relvado, concordou-se que a UEFA Champions League continuará a ser a principal referência. "A ideia geral", disse Roxburgh, "foi que a qualidade da UEFA Champions League da época passada era bastante elevada. Marcaram-se mais 35 golos do que na época anterior. Reparou-se que cada vez mais equipa tomavam a iniciativa nos respectivos encontros e que o estilo de jogo composto por um elevado ritmo com constantes trocas de passes se estava a tornar cada vez mais habitual. Foi uma bela reflexão do ponto de vista futebolístico. Mas, não tenhamos ilusões, os treinadores gostariam de ver ainda mais melhorias…"

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