O UEFA.com funciona melhor noutros browsers
Para a melhor experiência possível recomendamos a utilização do Chrome, Firefox ou Microsoft Edge.

Luto por José Torres

Membros

O antigo ponta-de-lança do Benfica e da selecção portuguesa, José Torres, faleceu na sexta-feira à beira de completar 72 anos de idade e deixou de lutoo futebol lusitano.

José Torres (à direita) durante a final da Taça dos Campeões Europeus de 1963
José Torres (à direita) durante a final da Taça dos Campeões Europeus de 1963 ©Getty Images

O antigo ponta-de-lança do Benfica e da selecção de Portugal, José Torres, faleceu esta sexta-feira à beira de completar 72 anos de idade e deixou de lutoo futebol lusitano.

Esta lenda do futebol benfiquista e da selecção portuguesa debatia-se há vários anos contra uma doença e acabou por não resistir. O antigo atleta e treinador, natural de Torres Novas, despontou para a ribalta precisamente no emblema da Luz, para o qual se transferiu em 1959, com 20 anos, e acabaria por deixar o seu nome ligado a alguns dos mais marcantes momentos da história benfiquista, participando em três finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus (1963, 1965 e 1968). Conquistou nove campeonatos e seis Taças de Portugal. Passou ainda por V. Setúbal e Estoril-Praia, pendurando as "chuteiras" apenas aos 42 anos de idade, com a impressionante marca de 217 golos em 384 partidas.

Internacional português em 34 ocasiões, com destaque para a participação no Campeonato do Mundo de 1966, em Inglaterra, o "Bom Gigante", alcunha por que era conhecido, fez 14 golos por Portugal, acabando ainda por ocupar o cargo de seleccionador, levando a formação lusa à fase final do Campeonato do Mundo de 1986, no México.

"O futebol ficou mais pobre porque perde uma das suas referências na defesa de princípios e valores", afirmou o antigo jogador e treinador do Benfica, Toni. "Tive o privilégio de conviver com José Torres e ele foi importantíssimo para o Benfica e a selecção. Como homem representa os valores e princípios que defendia. Era amigo do seu amigo".

Gilberto Madaíl, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, lembrou, no "site" oficial da FPF: "Foi um jogador excepcional e um homem de grande coragem. Esteve directamente ligado a dois grandes momentos da nossa selecção. Como jogador, nunca esqueceremos o contributo que deu aos 'Magriços' na magnífica fase final de 1966, em Inglaterra. Como treinador, não poderei deixar de destacar a qualificação da equipa de todos nós para o Mundial de 1986".