O grande Ferenc Puskás
sexta-feira, 17 de novembro de 2006
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A Hungria escolheu Ferenc Puskás como o seu jogador mais valioso por ocasião do Jubileu da UEFA, em 2004. Conheça a carreira do melhor jogador húngaro de todos os tempos, que faleceu aos 79 anos, vítima de doença prolongada.
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O uefa.com relembra Ferenc Puskás, eleito pela Hungria como o seu Jogador de Ouro por ocasião do Jubileu da UEFA, em 2004.
Além de ter sido a estrela do Kispest Honvéd FC e do Real Madrid CF, Puskás levou o Panathinaikos FC à final da Taça dos Clubes Campeões Europeus como treinador e, mais recentemente, deu o seu nome ao Estádio Nacional da Hungria.
Os primeiros passos
A eleição de Ferenc Puskás como Jogador de Ouro do seu país não surpreende ninguém, uma vez que continua a ser o maior nome de sempre do futebol húngaro. Nascido em Budapeste, a 2 de Abril de 1927, o seu primeiro mentor foi o pai, um treinador do Kispest Athletic Club, onde Ferenc jogou sob nome falso - Miklós Kovács - até aos 12 anos, altura que perfez a idade suficiente para poder jogar.
Amigos de infância
Antes disso, conheceu o seu melhor amigo e futuro colega de selecção, József Bozsik, futebolista que conseguiria 101 internacionalizações contra as 85 de Puskás. "Tinha três ou quatro anos de idade quando Bozsik se mudou para o nosso bairro", explicou. "Não demorou muito até nos tornarmos amigos e desenvolvermos um sinal secreto - se batesse na parede significava: vamos jogar futebol".
Uma carreira recheada de títulos
Puskás foi abençoado com um dos melhores pés esquerdos da história do futebol mas foi a bola o seu verdadeiro amuleto da sorte: "Só fico calmo quando a tenho comigo". Com ela o avançado conquistou cinco campeonatos da Hungria ao serviço do Hónved, foi o melhor marcador da prova em quatro ocasiões, ganhou uma medalha de ouro Olímpica em 1952 e terminou em segundo lugar na fase final do Mundial de 1954, após a derrota surpreendente frente à Alemanha.
A vitória em Wembley
Puskás foi uma celebridade nacional e existe mesmo uma foto publicitária sua com os seus colegas, conhecidos como os 'Magiares Mágicos', a colocar as fundações do Népstadion, hoje o Estádio Ferenc Puskás. Esta equipa húngara ficou mais conhecida pela vitória por 6-3 sobre a Inglaterra em Wembley, a 25 de Novembro de 1953, durante a qual Puskás marcou dois dos seus 84 golos internacionais. Todavia, a equipa haveria de se desmembrar na sequência da Revolução de 1956, que aconteceu numa altura em que o Honvéd se encontrava a realizar uma digressão no estrangeiro.
À conquista da Europa
Pukás mudou-se nessa altura para o Real Madrid, onde cimentou o seu prestígio. A jogar ao lado de Alfredo Di Stéfano, Francisco Gento e Luis Del Sol, apontou 324 golos em 372 jogos pelo gigante espanhol - foi o melhor marcador da Primeira Divisão espanhola em quatro anos consecutivos -, venceu sete campeonatos em Espanha e a Taça dos Campeões Europeus em três ocasiões. Na final de 1959/60 apontou quatro golos na vitória, por 7-3, frente ao Eintracht Frankfurt.
O Major Galopante
Ao visionar as imagens televisivas desse jogo, torna-se claro que o "Major Galopante" não precisou de correr muito. Pelo contrário, jogou de forma lenta mas invariavelmente na direcção da baliza, antes de desferir remates de todas as posições, ângulos e distâncias possíveis.
Como treinador
Puskás deu por terminada a carreira em 1966. Acabaria por treinar equipas em Espanha, nos Estados Unidos, Canadá, Paraguai, Chile, Arábia Saudita e Egipto até que, em 1993, assumiu as rédeas da selecção da Hungria em quatro partidas. Contudo, o ponto alto da sua carreira de treinador surgiu na Grécia, ao serviço do Panathinaikos, clube que levou à final da Taça dos Campeões Europeus na época de 1970/71. Contudo, foi com os seus feitos dentro das quatro linhas que Puskás se tornou numa lenda do futebol.