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A última experiência de Gullit

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Na parte final de uma extensa entrevista exclusiva ao uefa.com, Ruud Gullit fala da sua experiência como treinador.

Na última parte de uma extensa entrevista exclusiva ao uefa.com, Ruud Gullit fala da sua experiência como treinador.

Por Pete Sanderson, Federico Rocha e Paul Nixon

Ruud Gullit não é homem de meias-palavras. Ele pode ser da terra dos moinhos pitorescos e das tulipas coloridas, mas um passo em falso e o holandês revela um temperamento tão estrondoso como os seus famosos remates.

Glória ao serviço da selecção
Quando Gullit foi nomeado treinador do Chelsea FC em 1996, muitos pensaram que se tornaria num dos maiores treinadores da modalidade. Não só tinha estado às ordens de um dos melhores treinadores de sempre enquanto jogador, como tinha sido o capitão de equipa na conquista do UEFA EURO '88 e era considerado um estudioso do futebol.

Conquista inédita
Quer tenha sido devido por motivos psicológicos, excesso de confiança ou simplesmente por mau timing, Gullit não conseguiu estar à altura das expectativas. No Chelsea, até teve um início perfeito, conquistando a Taça, tornando-se no primeiro treinador estrangeiro a conseguir o feito.

"Clube holandês"
"A vitória na Taça é a melhor recordação que guardo do Chelsea", diz Gullit ao uefa.com. "Mas o sonho desfez-se pouco tempo depois. Cedo se tornou claro que algumas das pessoas com quem trabalhava não me queriam lá. Não pelos resultados, mas porque ambicionavam a minha posição. Não me apercebi, porque essa não é a minha maneira de pensar. Demorei dois anos a recuperar e ainda hoje me sinto magoado".

"Mourinho é um homem especial"
Apesar de ter saído de Stamford Bridge pela porta pequena, Gullit ficou encantado por ver o Chelsea vencer o seu primeiro título em 50 anos, sob a liderança de José Mourinho. "Ele é um treinador excepcional – e um homem especial", considera Gullit. "Há uma magia à volta de Mourinho semelhante à que rodeia [David] Beckham. Não há dúvida que o Chelsea merece este sucesso".

"Mourinho é corajoso"
"Ele tem algo que todos queremos – é triste que as pessoas o ataquem pelo estatuto e pelo sucesso que alcançou” acrescentou. "Mas gosto dele, porque tem a coragem de dizer o que pensa – como todos os grandes desportistas –. Ele alcança quase sempre aquilo que afirma que alcançará".

"Expectativas elevadas" 
Depois da má experiência em Stamford Bridge, Gullit assumiu o cargo de treinador do Newcastle United FC, outro clube com expectativas elevadas, depois de muitos anos sem troféus. "Recordo com nostalgia os meus tempos no Newcastle, porque o apoio era enorme, mas as coisas não correram como tínhamos planeado", diz Gullit.

"Apoio dos adeptos"
”Não há dúvida que o Newcastle tem o potencial para se transformar num dos maiores clubes do Mundo – são muito apoiados pelos adeptos e merecem vencer, mas julgo que não me deram tempo suficiente para ter sucesso no clube”. Ainda acrescentou: “Quando saí, precisava de descansar. Afastei-me do futebol e experimentei uma vida normal - de repente, apercebi-me que o futebol não é a coisa mais importante do Mundo".

Grande personalidade
Gullit regressou ao futebol a época passada, com o Feyenoord, mas, mais uma vez, a sua saída foi prematura. O tempo dirá se esta foi a última vez que Gullit treinou uma equipa. Mas seria uma pena perder uma figura tão emblemática para o futebol, a quem ele deu tanto enquanto jogador. Uma coisa é certa – a sua habilidade e personalidade nunca serão esquecidas.

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