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O "Haarlem globetrotter"

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Na primeira parte de uma extensa entrevista ao uefa.com, Ruud Gullit fala dos primeiros anos da sua carreira.

Na primeira parte de uma extensa entrevista ao uefa.com, Ruud Gullit fala dos primeiros anos da sua carreira.

Por Pete Sanderson

Ruud Gullit será dos primeiros a admitir que só quem experimentou o fracasso pode apreciar realmente o sabor do sucesso.

Carreira épica
A "Túlipa Negra" - que nasceu em Haarlem (na Holanda) e brilhou nos campeonatos holandês, italiano e inglês - pode ter bebido champanhe em alguns dos mais emblemáticos troféus do futebol, mas foi necessário um contratempo no início da sua carreira para que pudesse apreciar verdadeiramente o êxito que viria a alcançar mais tarde na sua carreira futebolística.

De Haarlem a Roterdão
"Tive a minha dose de desilusões”, disse Gullit ao uefa.com, relembrando os três anos que passou a tentar singrar no Haarlem FC, antes de mudar-se para o Feyenoord. "Só quando cheguei a Roterdão é que comecei a acreditar que podia chegar longe neste desporto. Antes jogava futebol a um nível pouco exigente, apenas para me divertir. Mas, quando me mudei para o Feyenoord, não só me apercebi de que tinha talento, como realizei o quanto queria chegar ao topo".

Atitude posta em causa
Bizarro é o facto de uma das horas mais negras de Gullit ter sido passada nos corredores de Portman Road - o recinto do Ipswich Town FC, de Inglaterra - onde foi rejeitado após um curto período de experiência, ainda como jovem, depois de Sir Bobby Robson ter posto em causa a sua atitude. Tal como John Barnes e Paul Gascoigne, que também foram dispensados pelo Ipswich quando eram jovens, o carismático jogador holandês levou pouco tempo até se começar a rir desta adversidade, tendo-se tornado, entretanto, num dos ícones futebolísticos da sua geração.

Os primeiros anos
"É duro tentar chegar longe no futebol quando se é novo", referiu. "Foi com a primeira chamada para uma selecção nacional jovem que me apercebi que podia mesmo jogar. Tive a sorte de trabalhar com excelentes treinadores desde tenra idade. Primeiro, quando tinha 16 anos, foi Louis van Gaal e, depois, contei com pessoas como Willem van Hanegen e Johan Cruyff para ajudarem a minha carreira a progredir".

Passagem para os grandes palco europeus
Ainda jovem, Gullit deixou a sua marca no De Kuip, antes de mudar-se para o PSV Eindhoven, onde conquistou dois títulos de campeão holandês, em 1986 e 1987. Naturalmente, o seu peculiar penteado começou a passear-se, também, pelos principais palcos europeus. Eram a plataforma ideal para o talentoso holandês, que viu a sua reputação crescer com a conquista do Campeonato da Europa de 1988.

Sucesso na selecção
"Não tivemos uma estreia positiva frente à Rússia e não nos apercebemos que podíamos ir até à final e vencer", disse Gullit. "Toda a gente apostava na Alemanha, porque eles eram fortes e jogavam em casa, mas nós provámos ser a melhor equipa da competição. Sabíamos que se conseguíssemos fazer a bola chegar ao [Marco] Van Basten, podíamos bater qualquer selecção".

Trio de ouro
Poucas equipas se podem orgulhar de ter tido um trio tão forte como Van Basten, Frank Rijkaard e Gullit. Rijkaard era uma rocha, Gullit um mágico e, no topo de tudo isto, Van Basten tinha um toque de ouro, como recorda o seu capitão: "Todas as bolas em que ele tocava davam em golo, pelo que eu só tinha de lhe entregar a bola".

Estar nas núvens
Depois de derrotarem a Alemanha nas meias-finais, Gullit marcou de cabeça o primeiro golo da vitória dos holandeses sobre a União Soviética por 2-0. O que aconteceu depois do apito final desse jogo ainda está bem presente na sua memória. "Quando levantas o troféu é como se tivesses algo dentro de ti a gritar", disse. "É incrível, ficámos nas núvens durante 24 horas". Na altura, ainda não o sabia, mas ia rapidamente habituar-se ao doce sabor do sucesso.

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