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Setúbal conquista Taça de Portugal

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O Vitória de Setúbal venceu a Taça de Portugal, batendo o Benfica por 2-1, depois de ter estado em desvantagem.

O Vitória de Setúbal conquistou a terceira Taça de Portugal da sua história ao bater o Benfica, por 2-1, na final realizada no Estádio Nacional, depois de ter estado a perder e impedindo, desta forma, o Benfica de conquistar a tão ambicionada ‘dobradinha’, uma semana depois de ter-se sagrado campeão da SuperLiga. Os sadinos voltam a festejar, 38 anos depois do último triunfo na competição.

Vitória Setúbal entra mais expedito...
O jogo iniciou-se com o Vitória de Setúbal instalado no meio-campo do Benfica, tendo, até, testado a atenção do último reduto encarnado através de uma sequência de cruzamentos para a área. Todavia, foi o campeão nacional quem abriu o activo e logo na primeira vez que passou a linha de meio-campo, quando estavam decorridos quatro minutos.

... mas o Benfica entra a ganhar
Nuno Gomes acorreu a um alívio da sua defesa, dando, dessa forma, início a um contra-ataque, gizado a toda a largura do relvado. O dianteiro captou a bola no lado esquerdo e solicitou Nuno Assis na zona frontal. O ex-vimarenense descobriu Geovani desmarcado no lado direito, endossando a bola para o brasileiro, que, por seu turno, se internou na área, onde foi derrubado por Moretto, quando tentava contornar o guardião seu compatriota. Chamado à conversão, o capitão Simão rematou rasteiro e colocado, fazendo a bola entrar junto ao poste direito da baliza sadina.

Alterações na defesa benfiquista
O primeiro remate de verdadeiro perigo do Vitória de Setúbal apenas teve lugar aos 12 minutos, por intermédio de Manuel José, mas o disparo do médio emprestado pelo FC Porto saiu direito às mãos de Moreira, chamado à titularidade das redes encarnadas em sequência da rotação de guardiões promovida por Giovanni Trapattoni ao longo da época. Igualmente por opção do treinador italiano, o grego Fyssas rendeu o francês Manuel Dos Santos no lado esquerdo da defesa. Forçada foi a ausência de Luisão do eixo dos benfiquistas, em virtude de uma mialgia de esforço. No seu lugar, apresentou-se o brasileiro Alcides.

Sadinos empatam
Após o golo madrugador, o Benfica fechou-se no seu meio-campo, permitindo que o Vitória se voltasse a aproximar da área encarnada, pelo que não estranhou a chegada do tento da igualdade. Estavam decorridos 25 minutos quando, na sequência de uma iniciativa individual de Jorginho em plena área, a bola sobrou para Manuel José, que rematou rasteiro de primeira. O esférico encontrou Ricardo Rocha no caminho e mudou de trajectória, entrando na baliza de um surpreendido Moreira, junto ao poste direito.

Benfica sacode pressão
Até ao intervalo, o Benfica somente no derradeiro minuto chegou com perigo à área sadina, quando, primeiro, Nuno Gomes tentou o desvio de calcanhar após passe de Simão, o qual, na jogada seguinte, rematou forte para uma defesa instintiva de Moretto. Já o Vitória causou bastantes calafrios ao último reduto dos campeões ao canalizar a maioria dos seus ataques pelo seu lado direito, procurando explorar a falta de velocidade de Fyssas.

Guarda-redes à prova
Na segunda parte, os primeiros minutos trouxeram um Benfica mais expedito relativamente ao primeiro tempo, mormente com a entrada de Manuel Dos Santos para o lugar do desinspirado Fyssas. O primeiro momento de perigo do segundo tempo surgiu somente aos 64 minutos, fruto de um remate de fora da área de Manuel Fernandes, ao qual Moretto correspondeu com uma boa defesa para canto. O Setúbal respondeu através de um remate de longe de Nandinho, que Moreira defendeu com segurança.

Meyong dá vitória ao Setúbal
A partir dessa altura, foi o Vitória Setúbal quem passou a jogar em contra-ataque, dando a iniciativa de jogo ao Benfica. A estratégia de José Rachão deu frutos aos 72 minutos, quando Ricardo Chaves ganhou espaço na zona frontal e rematou forte, para a defesa de Moreira. Mais lesto que os defesas do Benfica foi Albert Meyong, que acorreu rapidamente ao lance e recargou com êxito. O Benfica acusou sobremaneira o tento do dianteiro camaronês e nem mesmo as entradas de Mantorras e Delibasic trouxeram acutilância e esclarecimento ao futebol do Benfica, que perdeu, deste modo, a possibilidade de alcançar a ‘dobradinha’.

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