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Heynckes regressa transformado ao Bayern

Recordado como adepto da disciplina férrea na primeira passagem pelo Bayern, o Jupp Heynckes que vai voltar a treinar a equipa de Munique é agora uma pessoa mais madura.

Jupp Heynckes reinventou-se como um "estadista" e sereno do futebol alemão
Jupp Heynckes reinventou-se como um "estadista" e sereno do futebol alemão ©Getty Images

Genial e paternal, ao invés de frio e severo: Jupp Heynckes está irreconhecível quando comparado com a sua primeira passagem pelo FC Bayern München.

O treinador do Bayer 04 Leverkusen aceitou regressar ao Bayern este Verão, para substituir Louis van Gaal, que está de saída, com o campeão alemão a saber exactamente quem vai receber. Excepto que o veterano de 65 anos amadureceu com a idade.

Um famoso vídeo da televisão alemã, de 1989, resume na perfeição o "velho" Heynckes: Muito quieto no banco de suplentes, com a cara vermelha e tão tenso que mal consegue falar.

Ewald Lienen, que foi treinado por Heynckes no Mönchengladbach, recorda-se: "Ele colocava imensa pressão sobre si próprio, e quando estava descontente connosco conseguia ser muito cruel com os jogadores."

Uma passagem infeliz pelo Eintracht Frankfurt, em 1994/95, serviu para realçar a sua reputação de ditador. No entanto, a conquista da UEFA Champions League em 1998, pelo Real Madrid CF, parecia indicar uma mudança.

Em 2003 disse: "Neste momento mostro mais interesse pela vertente humana – foi isso que aprendi em Espanha." O antigo guarda-redes internacional alemão, Bodo Illgner, que trabalhou com Heynckes no Real, acrescenta: "O Jupp é o mesmo tipo de treinador que Vicente del Bosque, sereno e metódico. Não comanda com punho de ferro, como Fabio Capello ou José Mourinho."

Mas Heynckes voltou a reincidir a partir de 2000, depois de passagens falhadas por FC Schalke 04 (2003-04) e Mönchengladbach (2006-07).

No entanto, depois de ter garantido o regresso do Bayern à UEFA Champions League no final de 2008/09, granjeou mais elogios durante as duas épocas ao serviço do Leverkusen. O antigo director-geral na BayArena, Reiner Calmund, disse que Heynckes ficou "mais relaxado e menos autoritário".

O próprio Heynckes disse que essa mudança de atitude coincidiu com a doença grave da sua mulher. "Testemunhei uma doença que se prolongou por dois anos," recorda. "Durante esse período reflecti sobre tudo e ficou claro que certas coisas não são assim tão importantes."

"Mas não sou só simpatia," revelou. "O mais importante é ser genuíno. O meu currículo pode intimidar os jovens jogadores, mas é importante mostrar-lhes que podem falar comigo."