"Mestre" Lozano inspira Venancio
domingo, 25 de novembro de 2007
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O seleccionador espanhol não esqueceu o seu antecessor, Javier Lozano, isto após a conquista do Europeu de Futsal.
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O seleccionador da Espanha, José Venancio, que apenas assumiu o cargo em Setembro, não esqueceu o seu antecessor, Javier Lozano, isto após a sua equipa ter batido a Itália na final do Campeonato da Europa de Futsal de 2007. Venancio, que continua a orientar o Autos Lobelle de Santiago FS, vai dedicar-se exclusivamente à selecção no Verão. Já o treinador italiano, Alessandro Nuccorini, deixou escapar um desabafo: "Apenas nos resta esperar que um dia a Espanha não seja perfeita".
José Venancio, seleccionador da Espanha
Parabéns à Itália por ter feito desta final um grande espectáculo. Desempenharam o seu papel naquela que foi uma fantástica forma de terminar o torneio. Treinámos arduamente antes desta fase final, tendo levado a cabo um mês de intenso trabalho. Sentimos que estávamos preparados para a totalidade do torneio, quer a nível físico, quer a nível mental. Talvez não tenhamos começado da melhor maneira, mas penso que no fim ninguém ficou com dúvidas que fomos a melhor equipa. Admito que tivemos sorte nalguns momentos, especialmente na meia-final contra Portugal, jogo esse que podíamos perfeitamente ter perdido. Na final marcámos sempre nas alturas certas, isto do ponto de vista de um treinador. A Itália viu-se de repente numa situação completamente diferente, já que foi forçada a atacar e a ir em busca de um resultado melhor, sendo que a nossa superior condição física acabou por se impor. Na segunda parte, a Itália pareceu muito cansada. Quero dedicar este triunfo aos meus jogadores e agradecer à minha família pela paciência que demonstraram, mas penso que esta é a altura certa para dizer obrigado ao homem que me ensinou tudo, o meu mestre Javier Lozano. Trabalhei com ele durante 15 anos e tudo aquilo de bom que fiz neste torneio aprendi com ele. Ele deixou-me uma equipa fantástica. A partir de 30 de Junho, vou dedicar-me a este cargo a tempo inteiro.
Alessandro Nuccorini, seleccionador da Itália
Dou os parabéns à Itália, mas estou um pouco desiludido pela forma como jogámos, sobretudo depois da exibição que assinámos frente à Rússia, classificada por muitos como perfeita. Sei que a minha equipa deu o seu melhor, mas não estranhei o facto de termos acusado algum cansaço na segunda parte, isto porque este torneio tem sido muito exigente do ponto de vista físico. Foi uma nova experiência para os meus jogadores estarem em desvantagem, mas continuámos na luta até ao segundo golo apontado no início da etapa complementar. De repente a Espanha mostrou a classe que sabíamos que tinha e eles partiram para nove minutos de magia. Olhando para o futuro, penso que a minha equipa tem o talento necessário para vencer um torneio como este. Apenas nos resta esperar que um dia a Espanha não seja perfeita.