A final mais aguardada
sábado, 24 de novembro de 2007
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A grande força da Espanha vai encontrar a perfeição defensiva da Itália na fascinante final do Campeonato da Europa de Futsal.
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A final de domingo do Campeonato da Europa de Futsal, entre a Espanha e a Itália, que vai decorrer em Gondomar, é um daqueles jogos em que não há favoritos e que opõe dois colossos da modalidade.
Campeões do Mundo
A Espanha tem-se revelado muito forte nos últimos anos e espera agora manter o título europeu, tal como logrou vencer a final do Campeonato do Mundo de 2004, ao bater a Itália, por 2-1. Mas foram os italianos a única equipa que conseguiu ganhar à Espanha durante o tempo regulamentar de jogo em toda a história da prova, ao vencerem por 2-1 em 2003, na meia-final do torneio que acabariam por ganhar, e ainda por 3-1, na fase de grupos, há dois anos. A Espanha, contudo, voltaria a conquistar o ceptro depois de a Itália ter perdido na meia-final com a Rússia, precisamente a equipa que bateu na sexta-feira, por 2-0, para chegarem à final.
Novo máximo
Esse foi o terceiro encontro consecutivo da Itália sem sofrer golos, um novo máximo em fases finais de europeus, e o único sofrido foi na sua maior goleada na prova, na vitória por 7-1 sobre a Roménia. "A Itália tem uma defesa muito forte”, disse o treinador da Espanha, José Venâncio, ao uefa.com. "Apenas sofreram um golo em quatro jogos. Isto diz tudo sobre a defesa deles. Sabemos que se quisermos vencer este Europeu vai haver fases de jogo difíceis. Não vai ser fácil”.
Reviravolta
Mas Venancio já teve a sua dose de sofrimento naquele que é o seu primeiro torneio desde que sucedeu em Setembro ao três vezes campeão da Europa, Javier Lozano. As esperanças da Espanha em chegar à meia-final a uma jornada do fim foram negadas por um golo da Sérvia, perto do final. A seguir, os espanhóis estiveram a perder com Portugal por 2-0 até cinco minutos do fim, mas lograriam empatar e levar a melhor no desempate por grandes penalidades. "Estamos muito contentes por estar na final, em especial depois de termos superado uma situação muito complicada, que nos deu uma grande força”, disse Venancio.
Honra
O seu adversário no banco, Alessandro Nuccorini, já viu muitas vezes a Espanha jogar nestes dez anos em que comanda a Itália, e revela a sua satisfação por a voltar a encontrar. "É uma grande honra jogar de novo com a Espanha, a campeã”, afirmou. "Na sexta-feira provaram o seu estatuto, dando a volta a uma desvantagem de dois golos, e mostraram o seu grande espírito. Quero agradecer aos meus jogadores por chegarmos à final. Já foi um grande feito estarmos aqui e vamos tentar ir mais longe”.
Perfeição
Nuccorini chegou a Portugal com vários jogadores lesionados, com destaque para Sandro Zanetti e o homem responsável pela vitória na final do Europeu de 2003 sobre a Ucrânia, Vinicius Bacaro. Mas com o seu regresso à melhor condição, a equipa tem estado perto da perfeição. O técnico confia nos seus jogadores para provarem que as previsões, de que esta disputadíssima final entre duas equipas que se conhecem muito bem, não será um jogo tenso e muito táctico, estão erradas. "As tácticas são muito importantes, mas os jogadores são mais”, disse Nuccorini. "A maneira como se sentem, a sua forma de reagir e a capacidade de lerem o jogo serão o mais importante”.