Crónica e vídeo do Bósnia e Herzegovina 1-1 Itália (4-1 pen): anfitriões garantem apuramento para o Mundial nos penáltis
terça-feira, 31 de março de 2026
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O empate de Haris Tabaković no tempo regulamentar e o penálti decisivo de Esmir Bajraktarević apuraram a Bósnia e Herzegovina para o seu segundo Campeonato do Mundo.
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Esmir Bajraktarević converteu o penálti decisivo com que a Bósnia e Herzegovina bateu a Itália, que terminou reduzida a dez jogadores, para alcançar o Campeonato do Mundo pela primeira vez desde 2014.
Momentos-chave
15' Belo remate de Kean dá vantagem à Itália
41' Italiano Bastoni é expulso à beira do intervalo
51' Donnarumma nega empate a Alajbegović
79' Tabaković encosta para o empate
87' Donnarumma trava cabeceamento de Demirović
105 +1' Vasilj desvia remate de Esposito
Jogo em poucas palavras: anfitriões mais certeiros
Num encontro entre selecções em busca do seu primeiro apuramento desde 2014, os anfitriões entraram bem e foram premiados bem cedo, com Moise Kean a marcar o seu segundo golo no espaço de cinco dias com um belo remate de longe.
Sem se deixar abalar, a Bósnia e Herzegovina dominou boa parte do resto da primeira parte mas faltou precisão nas finalizações. No entanto, ganhou motivação adicional com a expulsão de Alessandro Bastoni aos 42 minutos, por falta sobre Amar Memić.
Gennaro Gattuso, seleccionador da Itália e campeão mundial enquanto jogador, em 2006, respondeu substituindo o avançado Mateo Retegui pelo defesa Federico Gatti, enquanto o homólogo Sergej Barbarez fez alterações ofensivas ao intervalo, colocando em campo Kerim Alajbegović e Benjamin Tahirović.
O guarda-redes italiano Gianluigi Donnarumma defendeu dois remates de Alajbegović, enquanto pelo meio Kean dispôs de uma rara ocasião pós-expulsão para os italianos, rematando por cima. A Bósnia e Herzegovina não desistiu e tal como frente ao País de Gales, nas meias-finais, quando empatou a quatro minutos dos 90, desta vez também guardou para o fim um golo salvador, quando aos 79 Haris Tabaković foi mais rápido a reagir ao cabeceamento de Edin Džeko que o Nº1 dos Azzurri travou em cima da linha.
Após Donnarumma ter evitado o golo a Demirović perto do final e Nikola Vasilj defender o cabeceamento de Pio Esposito no prolongamento, a equipa de Sergej Barbarez foi irrepreensível nas grandes penalidades, com Benjamin Tahirović, Tabaković, Kerim Alajbegović e Esmir Bajraktarević a facturarem, este último na tentativa decisiva.
Essa eficácia faltou aos italianos, com Pio Esposito a rematar por cima e Bryan Cristante a acertar na barra, confirmando a terceira fase final da prova falhada pelos Azzurri.
Estatística-chave: A Bósnia e Herzegovina perdeu apenas um dos últimos seis jogos caseiros, recuperando de desvantagem em três deles e marcando os seus últimos três golos em Zenica após os 78 minutos.
Reacções
Sergej Barbarez, seleccionador da Bósnia e Herzegovina: "Nunca tinha começado e terminado um jogo tão calmo quanto neste. Contra uma equipa de classe mundial que se defende bem mesmo com dez jogadores, deu para ver que acreditámos desde o primeiro momento. Vi isso nos olhos dos jogadores – gosto muito deles, são tipos com personalidade. Temos jogadores de quem nos orgulhamos e como consequência estamos dois anos adiantados em relação ao objectivo que tínhamos traçado [disputar um grande torneio de selecções]. Agora disse-lhes que temos de manter uma média de dois anos.
Nikola Vasilj, guarda-redes da Bósnia e Herzegovina: "Muito mérito para a equipa. Esta é uma formação realmente especial. Dois jogos como este, a recuperar de duas desvantagens. Defrontar um adversário deste calibre e criar tantas ocasiões de golo é algo que me deixa sem palavras. E além disso, a frieza que tivemos no desempate talbém é digan de registo. Aconteceu tudo tão rápido e foi uma sensação incrível. Acho que nenhum de nós ainda consegue acreditar no que acabou de acontecer".
Gennaro Gattuso, seleccionador da Itália: "Acabei de falar com a equipa. Só posso agradecer-lhes, pois há anos que não via a selecção jogar com tanta garra. Dói muito, mas temos de aceitar. Estou orgulhoso deles; dói e vai demorar a passar, mas há que seguir em frente. A nível pessoal, é um golpe duro. Isto é futebol: uma vezes faz-nos festejar, outras vezes faz-nos sofrer".
Equipas
Bósnia e Herzegovina: Vasilj; Memić (Burnić), Muharemović, Katić, Kolašinac (Alajbegović 46); Dedić, Šunjić (Tahirović), Bašić (Tabaković 46); Demirović (Hadziahmetović), Džeko, Bajraktarević
Itália: Donnarumma; Mancini, Bastoni, Calafiori; Politano (Palestra 46), Barella (Frattesi 85), Locatelli (Cristante 71), Tonali, Dimarco (Spinazzola 91); Kean (Esposito 71), Retegui (Gatti 44)
O que se segue?
A Bósnia e Herzegovina ocupa a última vaga no Grupo B do Campeonato do Mundo de 2026, no qual terá a companhia de Canadá, Qatar e Suíça no Grupo B.