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Crónica e vídeo do Bósnia e Herzegovina 1-1 Itália (4-1 pen): anfitriões garantem apuramento para o Mundial nos penáltis

O empate de Haris Tabaković no tempo regulamentar e o penálti decisivo de Esmir Bajraktarević apuraram a Bósnia e Herzegovina para o seu segundo Campeonato do Mundo.

Resumo: Bósnia e Herzegovina 1-1 Itália (4-1 g.p)

Esmir Bajraktarević converteu o penálti decisivo com que a Bósnia e Herzegovina bateu a Itália, que terminou reduzida a dez jogadores, para alcançar o Campeonato do Mundo pela primeira vez desde 2014.

Momentos-chave

15' Belo remate de Kean dá vantagem à Itália
41' Italiano Bastoni é expulso à beira do intervalo
51' Donnarumma nega empate a Alajbegović
79' Tabaković encosta para o empate
87' Donnarumma trava cabeceamento de Demirović
105 +1' Vasilj desvia remate de Esposito

Jogo em poucas palavras: anfitriões mais certeiros

Num encontro entre selecções em busca do seu primeiro apuramento desde 2014, os anfitriões entraram bem e foram premiados bem cedo, com Moise Kean a marcar o seu segundo golo no espaço de cinco dias com um belo remate de longe.

Como foi: Bósnia e Herzegovina 1-1 (4-1 pen) Itália

Sem se deixar abalar, a Bósnia e Herzegovina dominou boa parte do resto da primeira parte mas faltou precisão nas finalizações. No entanto, ganhou motivação adicional com a expulsão de Alessandro Bastoni aos 42 minutos, por falta sobre Amar Memić.

Moise Kean celebra um golo pela sexta internacionalização seguida, num total de oito remates certeiros
Moise Kean celebra um golo pela sexta internacionalização seguida, num total de oito remates certeirosGetty Images

Gennaro Gattuso, seleccionador da Itália e campeão mundial enquanto jogador, em 2006, respondeu substituindo o avançado Mateo Retegui pelo defesa Federico Gatti, enquanto o homólogo Sergej Barbarez fez alterações ofensivas ao intervalo, colocando em campo Kerim Alajbegović e Benjamin Tahirović.

O guarda-redes italiano Gianluigi Donnarumma defendeu dois remates de Alajbegović, enquanto pelo meio Kean dispôs de uma rara ocasião pós-expulsão para os italianos, rematando por cima. A Bósnia e Herzegovina não desistiu e tal como frente ao País de Gales, nas meias-finais, quando empatou a quatro minutos dos 90, desta vez também guardou para o fim um golo salvador, quando aos 79 Haris Tabaković foi mais rápido a reagir ao cabeceamento de Edin Džeko que o Nº1 dos Azzurri travou em cima da linha.

Haris Tabaković empata para os anfitriões
Haris Tabaković empata para os anfitriõesGetty Images

Após Donnarumma ter evitado o golo a Demirović perto do final e Nikola Vasilj defender o cabeceamento de Pio Esposito no prolongamento, a equipa de Sergej Barbarez foi irrepreensível nas grandes penalidades, com Benjamin Tahirović, Tabaković, Kerim Alajbegović e Esmir Bajraktarević a facturarem, este último na tentativa decisiva.

Essa eficácia faltou aos italianos, com Pio Esposito a rematar por cima e Bryan Cristante a acertar na barra, confirmando a terceira fase final da prova falhada pelos Azzurri.

Estatística-chave: A Bósnia e Herzegovina perdeu apenas um dos últimos seis jogos caseiros, recuperando de desvantagem em três deles e marcando os seus últimos três golos em Zenica após os 78 minutos.

Reacções

Sergej Barbarez, seleccionador da Bósnia e Herzegovina: "Nunca tinha começado e terminado um jogo tão calmo quanto neste. Contra uma equipa de classe mundial que se defende bem mesmo com dez jogadores, deu para ver que acreditámos desde o primeiro momento. Vi isso nos olhos dos jogadores – gosto muito deles, são tipos com personalidade. Temos jogadores de quem nos orgulhamos e como consequência estamos dois anos adiantados em relação ao objectivo que tínhamos traçado [disputar um grande torneio de selecções]. Agora disse-lhes que temos de manter uma média de dois anos.

Nikola Vasilj, guarda-redes da Bósnia e Herzegovina: "Muito mérito para a equipa. Esta é uma formação realmente especial. Dois jogos como este, a recuperar de duas desvantagens. Defrontar um adversário deste calibre e criar tantas ocasiões de golo é algo que me deixa sem palavras. E além disso, a frieza que tivemos no desempate talbém é digan de registo. Aconteceu tudo tão rápido e foi uma sensação incrível. Acho que nenhum de nós ainda consegue acreditar no que acabou de acontecer".

Gennaro Gattuso, seleccionador da Itália: "Acabei de falar com a equipa. Só posso agradecer-lhes, pois há anos que não via a selecção jogar com tanta garra. Dói muito, mas temos de aceitar. Estou orgulhoso deles; dói e vai demorar a passar, mas há que seguir em frente. A nível pessoal, é um golpe duro. Isto é futebol: uma vezes faz-nos festejar, outras vezes faz-nos sofrer".

Equipas

Bósnia e Herzegovina: Vasilj; Memić (Burnić), Muharemović, Katić, Kolašinac (Alajbegović 46); Dedić, Šunjić (Tahirović), Bašić (Tabaković 46); Demirović (Hadziahmetović), Džeko, Bajraktarević

Itália: Donnarumma; Mancini, Bastoni, Calafiori; Politano (Palestra 46), Barella (Frattesi 85), Locatelli (Cristante 71), Tonali, Dimarco (Spinazzola 91); Kean (Esposito 71), Retegui (Gatti 44)

O que se segue?

A Bósnia e Herzegovina ocupa a última vaga no Grupo B do Campeonato do Mundo de 2026, no qual terá a companhia de Canadá, Qatar e Suíça no Grupo B.