O regresso de Anelka
quinta-feira, 10 de novembro de 2005
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Um golo à Costa Rica marcou o regresso de Nicolas Anelka à selecção francesa, depois de uma ausência de três anos.
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Na semana passada, tinham passado mais de três anos desde que Nicolas Anelka não era convocado para a selecção francesa. Esta semana, o goleador festejou o regresso à equipa nacional do seu país com um golo na vitória, por 3-2, sobre a Costa Rica, numa partida disputada na sua terra natal, a Martinica.
Reviravolta
Ao intervalo, a França perdia por 2-0 e enfrentava uma embaraçosa derrota. Mas cinco minutos após o reinício, Anelka, a cruzamento de Thierry Henry, reduziu a desvantagem, marcando, assim, o início da reviravolta francesa.
Elogios da imprensa
O jornal desportivo L'Équipe saudou o regresso do seu filho pródigo: "Anelka esteve muito em jogo, em especial na primeira parte, onde vinha atrás muitas vezes para ajudar os colegas".
Chamada surpresa
O avançado do Fenerbahçe SK, de 26 anos, não estava à espera da chamada da sua selecção para um jogo realizado no local onde os seus pais nasceram. "Não tenho quaisquer esperança em vestir a camisola do meu país para o Campeonato do Mundo", disse o antigo avançado do Arsenal FC, Paris Saint-Germain FC, Real Madrid CF, Liverpool FC e Manchester City FC no início da época. "Se não for chamado, não haverá qualquer problema".
O fim da espera
Mas depois de ter sido preterido para futuras escolhas após a recusa a uma convocatória de Jacques Santini para um jogo particular, em Novembro de 2002, Anelka foi a chamada-surpresa de Raymond Domenech, na quinta-feira passada. A saída, por lesão de David Trezeguet, na segunda-feira, nas vésperas da partida para as Caraíbas, fez com que Anelka, 27 vezes internacional, chegasse ao 28º jogo, três anos e meio depois. "Chamei-o para dar mais profundidade e controlo de bola no ataque", disse Domenech.
"Dez melhores"
Domenech, que juntara também, nos Sub-21, Anelka e Henry, provavelmente o seu melhor amigo na selecção, a par de Zinedine Zidane. "Ele está entre os dez melhores do Mundo", disse Henry antes do jogo. "Ele vem trazer algo mais à equipa", acrescentou o capitão Lilian Thuram. Anelka começou a justificar a escolha logo nos primeiros minutos ao de jogo, com duas oportunidades, graças às suas "constantes e incisivas movimentações, que poucos conseguem fazer a este nível no cenário europeu", disse o L'Equipe.
O golo, quatro anos depois
Com a França a perder por 1-0, um remate do atacante embateu no poste, após defesa do guardião da Costa Rica, mas, pouco depois, Anelka marcou o primeiro golo pelo seu país após o último, marcado na vitória por 5-0, sobre a Coreia do Sul, na Taça das Confederações, a 30 de Maio de 2001.
Aplausos
Com o seu pai na bancada, Anelka foi substituído, a 15 minutos do final, facto que mereceu um forte aplauso dos 17 mil espectadores que assistiram à partida, disputada no Dillon Stadium.
Sonho alemão
O seu substituto, Djibril Cissé, empatou, na primeira vez que tocou na bola, aos 80 minutos de jogo, confirmando que a escolha para se juntar a Henry e a Trezeguet no rol dos eleitos para o Mundial da Alemanha vai ser renhida. Ainda assim, Anelka provou esta quarta-feira que entrou na corrida por um lugar na Alemanha.