"Laranja" imparável chega à final
terça-feira, 6 de julho de 2010
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Uruguai 2-3 Holanda
Giovanni van Bronckhorst, Wesley Sneijder e Arjen Robben marcaram os golos que apuraram os europeus pela terceira vez para a final.
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A Holanda apurou-se para a final do Campeonato do Mundo pela terceira vez na sua história, primeira em 32 anos, ao vencer o Uruguai, por 3-2, na Cidade do Cabo e, com seis triunfos em outros tantos jogos na prova, igualou o resgisto do Brasil alcançado em 2002 na caminhada do "escrete" rumo ao pentacampeonato.
Finalista vencida em 1974 e 1978, a selecção "laranja" viu Diego Forlán responder ainda na etapa inicial ao tento inaugural do capitão Giovanni van Bronckhorst, mas dois remates certeiros no espaço de três minutos da segunda parte da autoria de Wesley Sneijder e Arjen Robben abateram os sul-americanos, vencedores da competição em 1934 e 1950. Apesar de Maxi Pereira ainda ter reduzido nos descontos, a Holanda garantiu a presença no encontro decisivo de domingo ante a Alemanha ou a Espanha. Além de ter mantido a senda 100 por cento vitoriosa dos holandeses em 2010 (dez jogos), o triunfo da equipa de Bert van Marwijk aumentou igualmente para 25 a série de desafios seguidos sem perder.
Coube ao conjunto da Europa a primeira ameaça, aos quatro minutos, num remate de Dirk Kuyt que saiu por cima da trave, após alívio deficiente do guarda-redes Fernando Muslera, mas o golo da Holanda não tardou. Aos 18, Van Bronckhorst – a disputar o 105º desafio internacional – desferiu um pontapé com o pé esquerdo muito longe do alvo e fez a bola entrar ao ângulo superior esquerdo da baliza adversária; Muslera bem se esticou, e tocou ainda ao de leve no esférico, mas este bateu na parte de dentro do poste antes de entrar nas redes dos sul-americanos.
Sem poder contar com Luis Suárez no ataque devido a suspensão (tal como Jorge Fucile, do FC Porto, substituído na lateral-esquerda pelo estreante Martín Cáceres, da Juventus), a formação comandada por Óscar Tabárez, que teve também o capitão Diego Lugano indisponível por lesão, viu o também portista Álvaro Pereira rematar fraco e à figura de Maarten Stekelenburg, antes de Muslera defender remate cruzado de Kuyt.
No entanto, na resposta, o Uruguai chegou ao empate por Forlán, aos 41 minutos. O avançado do Club Atlético de Madrid fugiu a Joris Mathijsen e fez o seu quarto golo na prova e o 27º pela "celeste" em 68 jogos, num remate de pé esquerdo de fora da área que bateu Stekelenburg, apesar de este ter tocado na bola.
O Uruguai esteve perto de virar o resultado seis minutos depois do intervalo. Khalid Boulahrouz – uma das três novidades de Van Marwijk nesta partida (as outras foram Demy de Zeeuw e Mathijsen) – fez um mau atraso para Stekelenburg, o guarda-redes conseguiu impedir Edison Cavani de marcar, mas a bola sobrou para Álvaro Pereira, que, de longe, tentou o chapéu, valendo Van Bronckhorst a evitar o golo de cabeça.
Forlán testou a atenção de Stekelenburg a meio da segunda parte e, no lado contrário, Robin van Persie assistiu Rafael van der Vaart, entrado após o reatamento para o lugar de De Zeeuw, mas Muslera negou os intentos do jogador do Real Madrid CF.
Os holandeses pressionaram e assinaram dois tentos no espaço de três minutos, aos 70 e 73: primeiro num remate de Sneijder (o seu quinto no torneio, a igualar o espanhol David Villa) que desviou em Maxi e enganou Muslera, e depois num cabeceamento certeiro de Robben, a dar sequência a cruzamento a preceito de Kuyt. Nos descontos, Mauricio Victorino marcou um livre curto para Maxi, o lateral-direito do Benfica flectiu para dentro e rematou em jeito para o fundo das redes já perto área, golo no entanto insuficiente para os uruguaios.