Diaz dá título à Suécia no prolongamento

Suécia 1-0 Espanha (ap)
Malin Diaz marcou o único golo da final aos 108 minutos e deu à Suécia o primeiro triunfo num Campeonato da Europa Feminino de Sub-19.

O Campeonato Europeu Feminino de Sub-19 de 2012 teve quatro selecções estreantes, um novo mínimo de golos marcados e o primeiro triunfo da Suécia, para além da primeira ausência da Alemanha.

Malin Diaz marcou o único golo da final aos 108 minutos e deu à Suécia o primeiro triunfo num Campeonato da Europa Feminino de Sub-19.

A final foi emotiva e muito competitiva, ambas as equipas tiveram períodos de domínio, mas o jogo parecia caminhar para um desempate por grandes penalidade quando, depois de quase uma hora de pressão de Espanha, Elin Rubensson escapou pela direita. A sueca iludiu a marcação de Ivana Andrés e fez um cruzamento que Dolores Gallardo sacudiu para a frente de Diaz, que só teve de empurrar para a baliza deserta.

O seleccionador da Suécia, Calle Barrling, tinha qualificado o encontro da fase de grupos entre os dois países como um combate de pesos pesados e não foi preciso muito tempo para ver que este era o embate decisivo. Amanda Sampedro, Virginia Torrecilla e Alexia Putellas conseguiram recuperar das entradas duras, mas legais, das suecas, que apostaram nos desarmes para impedir a Espanha de gerir a posse de bola.

A Suécia tomou a iniciativa do jogo, com a irrequieta Diaz a avançar pela direita e Rubensson e Pauline Hammarlund sempre dispostas a desmarcarem-se nas costas da defesa. A Espanha recuou no terreno, susteve a pressão e começou a equilibrar o encontro. Um cabeceamento de Andrés foi interceptado sobre a linha de golo e Raquel Pinel, que foi titular três dias depois de ter sido decisiva como suplente no embate com Portugal, esteve duas vezes perto de marcar.

A Suécia perdeu Therése Boström a 11 minutos do intervalo, mas voltou a subir ao ataque, com Jennie Nordin a cabecear com perigo e Hammarlund a rematar ao lado. Rubensson, que brilhou em Antalya ao longo das últimas duas semanas como melhor marcadora da prova com cinco golos, sentiu grandes dificuldades e não conseguiu mais do que enviar uma bola ao poste. O final esteve mais de acordo com uma outra estatística pois, com apenas 25 golos marcados em 15 jogos, este foi o Europeu das defesas.

Com a bola jogada pelo chão, os sectores defensivos, reforçados pelos meios-campos, pareciam impenetráveis. As jogadas aéreas aumentavam a sensação de vulnerabilidade, especialmente para a Suécia. A meio do segundo tempo, Jessica Höglander conseguiu defender de forma espectacular um cabeceamento de Torrecilla, mas não conseguiu fazer nada cinco minutos depois, quando Putellas atirou ao poste na cobrança de um livre. A Espanha dominava o jogo mas Diaz, que herdou o nome do pai chileno, desferiu o golpe decisivo.

A Suécia, que tinha sido batida pela Inglaterra na final de 2009, terminou com o jejum e foi com o tema do filme Rocky que a jogadoras subiram a escadaria para receber o troféu.

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