Eyquem e Marley partilham espírito vencedor

Enquanto a orgulhosa Mo Marley admitiu que a Inglaterra não se sente derrotada, o treinador da França, Gilles Eyquem, elogiou a capacidade de trabalho da sua equipa, acrescentando: "Agora vamos festejar".

A selecção francesa comemora após a final de Llanelli
A selecção francesa comemora após a final de Llanelli ©Sportsfile

Gilles Eyquem, treinador da França
É um grande prazer, porque as raparigas esforçaram-se bastante para conseguir isto. Agradeço a todo o staff pelo seu trabalho incansável. É uma vitória da equipa, do grupo como um todo. É uma vitória muito boa, mas para um jogo bastante agradável são precisas duas equipas.

Dominámos a primeira parte, mas frente a uma equipa que defendeu tão bem, não conseguimos marcar. Tentámos jogar pelos flancos para conseguir ameaçar. Na segunda parte tivemos mais algumas dificuldades, fomos algo apressados. Tivemos que nos esforçar por forma a quebrar a resistência da defesa inglesa, eventualmente acabou por ser num lance de bola parada. Depois, apercebemo-nos que estavam cansadas e aproveitámos isso.

A Inglaterra optou por resguardar-se, ficando à espera da nossa iniciativa para depois atacar com jogo directo e passes longos. Trabalhámos bastante esse aspecto e não cometemos muitos erros. O nosso único verdadeiro perigo eram as bolas perdidas. Mas no global não creio que a Inglaterra nos tenha ameaçado verdadeiramente. Agora vamos festejar.

Mo Marley, treinadora da Inglaterra
É sempre difícil perder, mas de um ponto-de-vista técnico e de gestão, não sentimos verdadeiramente que tenhamos perdido. O facto de as raparigas terem chegado até à final, a forma como se portaram, como se exibiram ao longo de todo o torneio. Disse-lhes que estou muito orgulhosa delas e daquilo que alcançaram. Como é que saberíamos o que é ganhar um título? Nunca tínhamos chegado tão longe, e acabei de lhes recordar isso. Para nós, somos campeãs no nosso próprio direito.

Sabíamos, em teoria, que tínhamos uma equipa excepcionalmente forte, mas não sabíamos como ela se iria portar num torneio como este. E isso provavelmente viu-se no fim de contas. Provavelmente deixaram-se levar um pouco pela ocasião na primeira parte, mas creio que fomos a melhor equipa em campo na etapa complementar. A força da França, e o facto de as suas jogadoras serem mais desenvolvidas fisicamente do que as nossas, acabou por fazer a diferença.

As nossas não sabiam o que é disputar cinco jogos [num curto espaço de tempo]. Passar por quatro, e com a euforia de chegar à final, pode-se pensar que conseguimos correr durante todo o dia. Mas é quando se chega a uma final como esta, frente a uma equipa de topo, que nos apercebemos que a energia acaba por terminar. Penso que isso nos aconteceu hoje.

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