Fidler: O plano-chave para o sucesso de Inglaterra

Lois Fidler gostou do início rápido da sua equipa e que ditou uma vitória por 6-1 frente a Portugal e o apuramento no Grupo A, enquanto Susana Cova fez uma análise mais generalizada.

A Inglaterra de Lois Fidler terminou em segundo lugar no Grupo A, seguindo para as meias-finais
©Sportsfile

Lois Fidler, seleccionadora de Inglaterra 
Disse, no início do torneio, que somos uma equipa que tende a crescer neste tipo de ambiente. Estou muito satisfeita pela forma como elas encararam o desafio. Havia pressão, pois queríamos vencer. Não jogámos para o empate, apesar de termos a consciência de que seria suficiente.

Estou muito satisfeita pela forma como as jogadoras se exibiram e executaram a estratégia conforme lhes pedi. Fazê-lo de forma tão enfática contra uma selecção bem organizada e que nos podia causar problemas se não fossemos disciplinadas, é muito satisfatório. Era importante assumir o controlo do jogo desde o início e ir para cima delas, jogar o nosso futebol e controlando o tempo, tentando desfazer a sua qualidade enquanto equipa, em particular a partir da grande área.

Qualquer pessoa envolvida em torneios de futebol sabe que, para se ser o melhor e ter a oportunidade de jogar a este nível, temos de enfrentar boas selecções e estava à espera da qualidade que o Grupo B tem, fruto das selecções que o compõem. Se as adversárias fossem a Alemanha, a Espanha ou a Escócia seriam testes tão duros quanto estes foram.

Vamos estudar a Espanha e preparar a equipa de forma a elaborar uma estratégia de jogo que nos permita ter mais um desempenho positivo. Estou muito ansiosa por isso. Os nossos adeptos foram fantásticos. Disse, na primeira entrevista, que foi como se tivéssemos em campo um 12º jogador. Quero encorajá-los para que continuem a vir e a apoiar a selecção, isso significa muito para mim e ainda mais para as atletas, além de que é excelente para o perfil do futebol feminino em Inglaterra. Estamos a adorar e queremos que continue assim.

Susana Cova, seleccionadora de Portugal
Foi uma partida muito difícil. A Inglaterra mereceu a vitória, apesar das minhas atletas terem feito, individualmente, o que lhes foi pedido. Claro que não estávamos à espera deste desfecho. Cometemos demasiados erros na defesa e isso extravasou para o resto da equipa.

Não penso que a equipa estivesse nervosa, não foi essa, certamente, a principal razão para a derrota. Apenas uma das jogadoras titulares hoje, e que jogou apenas alguns minutos contra a Itália, mostrou algum nervosismo. O principal problema foram os muitos espaços que concedemos. Permitimos à Inglaterra resolver o seu jogo, principalmente quando ficámos com dez jogadoras. Deveríamos ter sido mais compactas e defender como equipa.

Desfrutámos imenso desta experiência e sabemos o quanto vai ser importante para o desenvolvimento destas jogadoras. Nas primeiras duas partidas estivemos equilibradas, mas a Inglaterra mostrou mais intensidade e havia uma grande diferença em termos físicos. Os resultados revelam que a Liga feminina em Portugal não é muito competitiva. A Inglaterra mostrou a sua coragem, velocidade e força.

Topo