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Jogadoras europeias com 200 ou mais jogos na selecção

Caroline Seger terminou a carreira pela Suécia como detentora do recorde europeu de internacionalizações. Saiba quem tem 200 ou mais jogos.

Há sete jogadoras europeias com mais de 200 jogos pelo seu país
Há sete jogadoras europeias com mais de 200 jogos pelo seu país UEFA

Caroline Seger, a mais internacional jogadora europeia, terminou a carreira na selecção da Suécia com 240 jogos, em 2023.

Mmais de 20 jogadoras, incluindo sete europeias, alcançaram a marca dos 200 encontros e a capitã dos Países Baixos, Sherida Spitse, foi a mais recente a consegui-lo, no dia 24 de Junho de 2022.

Saudamos as sete duplamente centenárias, lideradas por Seger, que bateu o antigo recorde europeu de 214 de Birgit Prinz e Therese Sjögran em 2021. Spitse, a única das sete que ainda está agora que Seger pendurou as chuteiras, também ultrapassou essa marca.

Seger bate recorde de jogos

240: Caroline Seger (Suécia)

Única europeia no activo com mais de 200 jogos, a médio chegou aos 214 a 10 de Junho de 2021 na vitória amigável por 1-0 sobre a Noruega e bateu o recorde cinco dias depois contra a Austrália. Seger melhorou essa marca nos Jogos Olímpicos, onde, tal como em 2016, a Suécia conquistou a prata. Estreou-se pela Suécia em 2005, tendo participado no primeiro de cinco EUROs no final desse ano. Durante esse quinto Women's EURO 2022, passou para o top dez de todos os tempos com a atleta com mais internacionalizações.

Com o Mundial de 2023, soma 14 participações em grandes torneios, sendo cinco delas na competição mundial, onde foi três vezes terceira classificada. Na prova realizada na Oceânia, uma lesão limitou-a, disputando apenas três jogos, num total de cerca de 70 minutos e, apesar de ter defrontado a Suíça e a Itália na nova UEFA Women's Nations League, em Outubro, Seger anunciou a sua retirada da selecção no final de 2023.

O fantástico golo de Seger pela Suécia contra a Rússia em 2009

230: Sherida Spitse (Países Baixos)

Spitse estreou-se pelos Países Baixos a 31 de Agosto de 2006, diante de Inglaterra, em Londres e, quase 16 anos depois, chegou aos 200 jogos contra o mesmo país, em Leeds. O ponto alto da carreira internacional da médio foi a vitória na final do UEFA Women's EURO 2017 em Enschede, quando liderou as anfitriãs, com a capitã Mandy van den Berg no banco, e marcou de livre na vitória por 4-2, num jogo em que Spitse foi eleita melhor em campo. Spitse ajudou igualmente os Países Baixos a chegarem à final do Campeonato do Mundo Feminino de 2019 e, depois de ter falhado os Jogos Olímpicos de 2021 devido a lesão, disputou o seu sétimo grande torneio quando chegou aos quartos-de-final no Women's EURO 2022 e no Mundial 2023 e capitaneou também os Países Baixos na fase final da UEFA Women's Nations League, em Fevereiro de 2024.

O melhor de Spitse na final de 2017

214: Birgit Prinz (Alemanha)

A antiga recordista europeia com mais jogos (em igualdade) também tem o recorde de golos, 128, numa carreira que conta com a conquista de dois Campeonatos do Mundo da FIFA, cinco EUROs da UEFA e duas medalhas olímpicas de bronze. A dianteira e jogadora do torneio no Mundial de 2003, a atacante Prinz, foi a figura principal da selecção alemã que dominou a Europa, tendo assinalado a estreia em 1994 até se retirar em 2011. Actualmente, é psicóloga desportiva no TSG Hoffenheim e desempenha funções semelhantes na selecção da Alemanha.

Veja o golo fantástico de Prinz pela Alemanha em 2001

214: Therese Sjögran (Suécia)

Sjögran terminou o Campeonato do Mundo de 2015 igualando o recorde de internacionalizações de Prinz na Europa. A centrocampista participou em 11 grandes torneios, mas perdeu duas vezes em finais épicas para a Alemanha de Prinz, no EURO Feminino de 2001 e no Campeonato do Mundo de 2003, numa equipa fantástica com Sjögran a comandar. É directora desportiva do FC Rosengård, clube pelo qual jogava a sua boa amiga Seger quando superou a marca de Sjögran.

210: Katrine Pedersen (Dinamarca)

A defesa, que também actuou no meio-campo, tem uma carreira internacional que se estendeu de 1994 a 2013, quando se retirou devido à gravidez. A sua carreira no clube levou-a para a Inglaterra, Noruega, Suécia e Austrália, enquanto pela Dinamarca jogou em sete grandes torneios, tendo participado no seu primeiro Campeonato do Mundo em 1995, com 18 anos. Hoje é professora. 

204: Patrizia Panico (Itália)

Tal como Prinz (além de Julie Fleeting, da Escócia, e Carolina Morace, de Itália), Panico encerrou a carreira com mais de 100 golos internacionais e, após a retirada em 2014, 18 anos depois da estreia, parecia estranho não vê-la na frente de ataque – e a marcar – pela selecção italiana. Em 2017, tornou-se treinadora da selecção masculina italiana de Sub-16 e depois de Sub-15, tendo também orientado os Sub-21 antes de assumir o comando da equipa feminina da Fiorentina.

Goleadora mais velha no Women's EURO: Panico marca à Alemanha

203: Gemma Fay (Escócia)

A guarda-redes com mais internacionalizações, a nível masculino ou feminino, de sempre contou teve uma carreira internacional de 1998 a 2017. Durante esse período, a Escócia passou de uma selecção modesta a uma equipa que chegou a um grande torneio no UEFA Women's EURO 2017, onde Fay somou os últimos três jogos pela selecção. É agora uma figura destacada na federação escocesa de râguebi feminina.

Última actualização: 5 de Abril de 2024