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2013: Nadine Angerer

Publicado: quinta-feira, 1 de Agosto de 2013, 15.25CET
Nadine Angerer fez parte de três vitórias da Alemanha sem jogar, mas isso preparou-a para as duas fases finais seguintes e, em particular, para a emotiva final na Suécia.
por Paul Saffer
2013: Nadine Angerer
Nadine Angerer ©Getty Images
SSI Err
Publicado: quinta-feira, 1 de Agosto de 2013, 15.25CET

2013: Nadine Angerer

Nadine Angerer fez parte de três vitórias da Alemanha sem jogar, mas isso preparou-a para as duas fases finais seguintes e, em particular, para a emotiva final na Suécia.

A aprendizagem de Nadine Angerer como suplente de Silke Rottenberg na baliza da selecção feminina da Alemanha durou uma década. Mas isso também a deixou muito bem preparada quando chegou a altura para vestir a camisola número 1.

A estreia de Angerer pela selecção principal da Alemanha ocorreu a 27 de Agosto de 1996, num triunfo por 3-0 sobre a Holanda e, nesse ano, não sofreu qualquer golo nos quatro encontros realizados. Contudo, a presença de Rottenberg significava que, apesar de Angerer ter sido convocada para os EURO's de futebol feminino de 1997, 2001 e 2005, assim como para o Mundial feminino de 2003 – provas todas elas ganhas pela Alemanha – não jogou qualquer minuto, assim como nas caminhadas da Alemanha até às medalhas de bronze nos Jogos Olímpicos de 2000 e 2004.

Contudo, antes do Mundial 2007, com apenas seis internacionalizações, Angerer foi promovida à titularidade graças a uma lesão que acabaria por determinar o fim da carreira internacional de Rottenberg. Angerer aproveitou a sua oportunidade com grande estilo, estabelecendo um recorde por manter as suas redes invioladas enquanto a Alemanha revalidava o seu título. Quando chegou a sua oportunidade no UEFA Women's EURO 2009, que as germânicas também venceram, já era a titular indiscutível.

Todavia, a preparação para a edição de 2013, na Suécia, não foi tão tranquila. A Alemanha acolhera o Mundial 2011, mas deixara a prova nos quartos-de-final e Angerer – agora, a capitã de equipa – esteve parada durante a maior parte de 2012, devido a uma lesão nas cartilagens. Havia, por isso, dúvidas quanto à sua condição física. Mas, na fase final de 2013, ela dissipou-as todas.

A Alemanha começou lentamente, mas passou a fase de grupos com um jogo de avanço, após empatar 0-0 com a Holanda e goleado a Islândia por 3-0. Mas, já com a qualificação garantida, perderia com a Noruega por 1-0. Este seria o único golo que Angerer sofreria a caminho de igualar o recorde de cinco títulos europeus conseguido pela capitã anterior, Birgit Prinz.

Nos quartos-de-final, a Itália foi derrotada por 1-0, pese embora maiores dificuldades aguardassem as germânicas nas meias-finais. Frente a frente a Suécia, a maior favorita de muita gente a contrariar a supremacia alemã. As teutónicas tinham outros planos e venceram por 1-0, com Angerer e a sua defesa impenetráveis mesmo sob grande pressão.

Mas jogariam ainda melhor. A final terminou com 1-0 para a Alemanha, mas o resultado não conta tudo, uma vez que Angerer defendeu uma grande penalidade em cada parte. Primeiro, a remate de Trine Rønning e, depois, de Solveig Gulbrandsen. A capitã de 36 anos – que somava a sua 124ª internacionalização – festejou de forma efusiva cada defesa, assim galvanizando as suas companheiras de equipa. Angerer foi nomeada melhor jogadora em campo e, mais tarde, melhor jogadora do UEFA Women's EURO. A seleccionadora Silvia Neid explicou, depois, como o regresso à melhor forma da sua guarda-redes foi inteiramente merecido.

"Encontrei-me com a Nadine Angerer em Novembro e tivemos uma longa conversa", disse Neid. "Falámos que a condição física é importante se quisermos ser boas guarda-redes e ambas concordámos com isso. Reencontrámo-nos em Fevereiro e ela trabalhara bastante durante a pausa de Inverno. Era possível ver que ela estava muito melhor no que tocava à capacidade para saltar e em termos de flexibilidade física. Esta prova e este encontro são a recompensa por todo o trabalho aturado que teve que fazer durante o Inverno."

Quanto à própria Angerer, assinalou ter sido necessária alguma reflexão após a derrota com a Noruega, a primeira que vivera na prova, mesmo como suplente. "Sentámo-nos juntas e dissemos que não podia continuar assim", revelou. "Tínhamos várias jovens que foram lançadas às feras. Nem tiveram oportunidade de desfrutar da prova, nem de jogar talvez apenas dez minutos. Tiveram que assumir a responsabilidade logo desde o início e isso ajudou-nos a melhorar e, felizmente, acabou bem."

Última actualização: 18-12-14 22.19CET

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