Sexto e talvez o melhor da Alemanha

Apesar dos desafios que constituíram Suécia, França e Noruega, uma Alemanha em transição e ferida por lesões mostrou novamente superioridade na conquista do sexto título seguido.

Nadine Angerer, que defendeu dois penalties na final, ergue o troféu
Nadine Angerer, que defendeu dois penalties na final, ergue o troféu ©Sportsfile

A Alemanha venceu o Campeonato da Europa Feminino. Esta frase poderia ter sido escrita em 2009, 2005, 2001, 1997, 1995 e – com triunfos da Noruega pelo meio – também em 1991 e 1989. No entanto, não é por aí que começa o relato do seu sucesso na Suécia.

A série de 12 anos sempre a vencer em todos os jogos do UEFA Women's EURO cessou quando, numa emotiva recuperação, as alemãs empataram 2-2 com a Espanha na qualificação. Depois, no primeiro embate na Suécia, aconteceu o nulo com a Holanda e acabou-se a tradição de não perder pontos desde a fase final de 1997, bem como o recorde de um ano sem derrotas quando enfrentaram a Noruega, na derradeira partida da fase de grupos.

Ainda assim, 11 dias mais tarde, a Noruega foi batida por 1-0 e a Alemanha sagrou-se novamente campeã. Tendo em conta que Birgit Prinz, Ariane Hingst e Kerstin Garefrekes se tinham retirado da equipa, e que Kim Kulig e Babett Peter estavam entre as seis principais lesionadas, muitos pensaram que este seria o ano em que a Alemanha cairia. Mas assim não aconteceu.

A anfitriã Suécia foi a mais apontada como capaz de destronar as germânicas. Houve apoio sem precedentes para as da casa e que resultou numa venda total de ingressos de 216.888 - 75.000 mais do que qualquer UEFA Women’s EURO anterior. Este envolvimento provinha do facto de Pia Sundhage ter assumido o comando da selecção no Outono de 2012 e da presença de Lotta Schelin no ataque.

Apesar de ter visto uma grande penalidade sua ser defendida diante da Dinamarca, Schelin não perdeu a forma e apontou cinco golos, suficientes para arrecadar confortavelmente a Bota de Ouro adidas. No entanto, quando as suecas defrontaram a Alemanha nas meias-finais, Schelin e a Suécia ficaram em branco e perderam por 1-0. Ainda assim, no intervalo da final, perante 41.301 pessoas, desfilaram em agradecimento aos adeptos.

Havia também quem apostasse na França, quarta classificada no Campeonato do Mundo 2011 e nos Jogos Olímpicos 2012, como a melhor selecção europeia. Com um registo perfeito na qualificação, as gaulesas foram a única selecção na Suécia a vencer todos os jogos do seu grupo, incluindo uma vitória por 3-0 que mandou para casa a Inglaterra, vice-campeã em 2009.

Favorita para eliminar a Dinamarca nos quartos-de-final, a França empatou 1-1 e acabou eliminada nas grandes penalidades, por 4-2, com Stina Pedersen, que já defendera penalties cobrados por Schelin e Kosovare Asllani no mesmo jogo, a ser novamente a heroína.

A caminhada da Dinamarca terminou também nas grandes penalidades  e por 4-2 diante da Noruega. Apesar de ter terminado líderes no seu grupo após bater a Alemanha, a Noruega não estava entre as favoritas, pois a sua qualificação estivera tão tremida que levou à troca do seleccionador e ao regresso de Even Pellerud, líder dos sucessos de 1989 e 1996.

A combinação de um núcleo de jogadoras experientes como Ingvild Stensland, Trine Rønning e Solveig Gulbrandsen com o talento das adolescentes Caroline Graham Hansen e Ada Hegerberg, ajudou as norueguesas a ser primeiras num grupo no qual também estavam a Islândia e a Holanda. Eliminou depois a Espanha e a Dinamarca nas grandes penalidades e ficou perto de destronar a Alemanha, em Solna. Mas Angerer, reserva nas vitórias em 1997, 2001 e 2005 antes de suceder a Silke Rottenberg a tempo de 2009, tinha outras ideias.

Topo