Norueguesa Dekkerhus enfrenta apoio misto

A norueguesa Cathrine Dekkerhus está pronta para o jogo mais importante da sua vida, quando enfrentar a Dinamarca, na meia-final, mas metade da sua família vai apoiar o adversário.

Cathrine Dekkerhus (à esquerda) partilha uma piada com Elise Thorsnes
Cathrine Dekkerhus (à esquerda) partilha uma piada com Elise Thorsnes ©Sportsfile

É de esperar que uma jogadora tenha o apoio incondicional da sua família, antes de uma meia-final do UEFA Women's EURO, mas isso não é assim tão certo para Cathrine Dekkerhus. A centrocampista norueguesa vai disputar o jogo mais importante da sua vida frente à Dinamarca, na quinta-feira – e metade da sua família vai estar a apoiar o adversário.

"A minha mãe é dinamarquesa, por isso já estive na Dinamarca várias vezes e passei lá bons momentos", explicou a centrocampista. "Ela vai estar bastante entusiasmada. Não lhe agradou quando soube que íamos defrontar a Dinamarca, mas penso que vai ser engraçado. Toda a minha família está aqui, e vão assistir ao jogo. Existe uma divisão na minha família: o lado da minha mãe é muito vermelho e branco, por isso penso que vão todos apoiar a Dinamarca".

Nascida na Noruega, esta jovem de 20 anos apenas se estreou pela selecção principal em Janeiro deste ano, mas alinhou nos três jogos disputados no Suécia 2013 até ao momento, cumprindo os 90 minutos na crucial vitória sobre a Alemanha, no Grupo B. "Estou muito entusiasmada para amanhã", acrescentou. "Penso que vai ser uma partida renhida e difícil. Estamos cada vez mais fortes e penso que vamos levar a melhor sobre a Dinamarca graças à nossa velocidade e postura agressiva".

Uma de oito jogadoras do Stabæk FK na selecção de Even Pellerud – outra colega do Stabæk, Katrine Søndergaard Pedersen, faz parte da selecção dinamarquesa – Dekkerhus espera que o recente esforço das dinamarquesas dê vantagem à sua equipa no aspecto físico. A sua rival escandinava precisou de prolongamento e penalties, nos quartos-de-final, para eliminar uma selecção francesa amplamente favorita, e pareceu em dificuldades antes de garantir o triunfo.

"Foi um jogo muito disputado, e duro, para a Dinamarca", explicou Dekkerhus, que está a estudar Administração de Negócios e Economia no Colégio Universitário de Oslo. "Foi bom terem corrido durante 120 minutos. Ter que correr 30 minutos adicionais pesa nas pernas.

"Esperava que a Dinamarca pudesse vencer, pois sou meio dinamarquesa, como é óbvio, e nós conhecemos a Dinamarca muito bem. Pensamos que a Dinamarca é uma equipa forte, mas a França era um pouco mais. Possui muitas estrelas, por isso estamos felizes por defrontar a Dinamarca, mas vai ser um jogo muito difícil".

Tendo em atenção as suas raízes divididas, Dekkerhus também ficou agradada por ver três equipas escandinavas alcançarem as meias-finais – em contraste com o que aconteceu há quatro anos, quando apenas a Noruega representou uma região do globo à qual é tradicionalmente associada excelência no futebol feminino. "Espero que a Escandinávia esteja de regresso aos tempos áureos", disse. "É muito bom ter três selecções nórdicas nas meias-finais, por isso espero que o nosso futebol continue ao mais alto nível". Mesmo o lado dinamarquês da sua família não pode deixar de concordar com isso.

Topo