Marta e Boquete falam sobre o Tyresö

A aguardada estreia do Tyresö nas competições europeias acontece diante do complicado PSG, mas Marta e Verónica Boquete acreditam que a equipa da Suécia pode ir longe.

Marta e Boquete falam sobre o Tyresö
Marta e Boquete falam sobre o Tyresö ©UEFA.com

Passaram nove anos desde que o Umeå IK venceu pela última vez para a Suécia um título europeu, com as estreantes do Tyresö FF a afirmarem-se prontas para lutar por igual triunfo.

O investimento em nomes grandes como a avançada brasileira Marta – chave para o triunfo do Umeå em 2004 – e agora também na atacante espanhola Verónica Boquete fez o clube conquistar pela primeira vez a Liga sueca e agora estar pronto para o difícil duelo nos 16 avos-de-final, frente ao Paris Saint-Germain FC, clube que vai receber na próxima quarta-feira. Marta e Boquete acreditam que ter conquistado a Damallsvenskan prova que poderão ir longe na Europa.

UEFA.com: Tem o Tyresö valor suficiente para conquistar o troféu?

Marta: Penso que temos uma equipa com qualidade. Não estou a menosprezar a Liga francesa, mas a sueca é melhor. Aqui, disputámos partidas que, de modo geral, são mais agressivas. E isso, sem dúvida, vai ajudar-nos a atingir um nível mais elevado na Champions League.

Verónica Boquete: Queremos fazer uma boa campanha na Champions League. As melhores equipas da Europa disputam-na e o Tyresö fez por poder estar lá. Há dois ou três anos o clube era desconhecido pelo vai ser complicado defrontar clubes com uma história longa e experiência na Champions League, mas temos as jogadoras e a vontade para vencer. Temos o desejo de conquistar coisas grandes e sabemos que, apesar de muito competitiva, vencemos a Liga sueca.

UEFA.com: Quais foram as maiores qualidades da equipa na última época?

Boquete: A nossa forma de jogar. Aqui, na Suécia, estão habituadas a um estilo de jogo mas físico e a um futebol com bolas longas, uma forma de jogar mais intensa. O Tyresö tinha uma equipa que preferia jogar um tipo diferente de futebol, com maior circulação de bola. Gostámos de ter a posse, sentimo-nos bem quando temos a bola. Penso que isso fez a diferença, a diferença no nosso estilo de jogo.

UEFA.com: O que trouxe à equipa a escolha do treinador Tony Gustavsson?

Marta: Para uma equipa a competir na Damallsvenskan que é, neste momento, uma das melhores ligas, é preciso trabalhar e, na liderança, precisamos de um chefe. O Tony preencheu esse papel muito bem. Nós, as jogadoras, sentimo-nos muito seguras sobre o que tínhamos para fazer, pois ele conhecia cada detalhe do que era necessário para podermos jogar bem colectiva e individualmente.

UEFA.com: A Marta, conquistou a antiga UEFA Women's Cup, por duas vezes, pelo Umeå. Que estatuto tem esta competição a nível mundial?

Marta: Hoje em dia tem um perfil maior, hoje chama-se Champions League, enquanto no passado se chamava Taça UEFA, de modo que já [a torna comparável] à Champions League masculina. Hoje está ao mesmo nível, é considerada igual apesar do sexo diferente. Penso que isso é importante, confere um valor maior à competição.