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Angerer surpreendida com o prémio

Publicado: Quinta-feira, 5 de Setembro de 2013, 18.17CET
Nadine Angerer falou ao UEFA.com sobre a surpresa de ter sido eleita pela UEFA a Melhor Jogadora do Ano na Europa, elogiou as outras nomeadas e referiu-se ao facto de ter atingido o pico aos 34 anos.
por Markus Juchem
de Nyon
Angerer surpreendida com o prémio
Nadine Angerer, Lena Goessling e Lotta Schelin ©UEFA.com
Publicado: Quinta-feira, 5 de Setembro de 2013, 18.17CET

Angerer surpreendida com o prémio

Nadine Angerer falou ao UEFA.com sobre a surpresa de ter sido eleita pela UEFA a Melhor Jogadora do Ano na Europa, elogiou as outras nomeadas e referiu-se ao facto de ter atingido o pico aos 34 anos.

Seis semanas depois de ter capitaneado a selecção da Alemanha na conquista do UEFA EURO 2013, Nadine Angerer foi anunciada como vencedora do primeiro troféu da UEFA para a Melhor Jogadora do Ano na Europa, tendo afirmado ao UEFA.com que recebeu esse prémio com surpresa. 

A mais recente distinção para Angerer, de 34 anos, surge depois de a guarda-redes ter conquistado pela quinta vez o título europeu, a segunda como titular. Na final contra a Noruega, em que a Alemanha prevaleceu por 1-0, Nadine defendeu dois penalties. Nomeada a melhor jogadora do torneio, Angerer recebeu o prémio da UEFA graças aos dez votos que lhe foram atribuídos por um painel de 18 jornalistas, à frente da compatriota Lena Goessling, do VfL Wolfsburg, com seis votos, e da sueca Lotta Schelin, do Olympique Lyonnais, com dois votos. 

Preparada para jogar agora na Austrália, ao serviço do Brisbane Roar, depois de ter saído do 1. FFC Frankfurt, Angerer falou ao UEFA.com após a cerimónia de entrega de prémios, em Nyon.

UEFA.com: Nadine, parabéns por ter ganho o troféu. Pode dizer-nos o que é que significa para si?

Nadine Angerer: Fiquei bastante surpreendida e significa muito. Trabalhei muito para isto. Quando se plantam sementes, fica-se feliz por a colheita ser boa. A melhor colheita foi o título no Campeonato da Europa. Agora, adicionando-lhe este troféu individual, estou muito orgulhosa, especialmente por ter sido nomeada ao lado de jogadoras de grande classe, como Lotta Schelin e Lena Goessling, que também ganharam títulos este ano. Enquanto guarda-redes, também estou muito orgulhosa.

UEFA.com: Como se sentiu quando ouviu Michel Platini dizer o seu nome e quando recebeu o prémio das mãos dele. Pareceu bastante surpreendida...

Angerer: Fiquei surpreendida, pois não estava à espera. Não preparei um discurso nem nada. Estava realmente feliz por me encontrar entre as últimas três. O desfecho da votação foi totalmente surpreendente e penso que todos notaram isso.

UEFA.com: Disse que a competição era forte. Pode dizer alguma coisa sobre as outras nomeadas, Lotta Schelin e Lena Goessling?

Angerer: Conheço Lena há alguns anos e é incrível ver como ela evoluiu. Há alguns anos, isso podia acontecer ou não, mas o certo é que Lena se saiu muito bem. Ela foi uma das razões pelas quais fizemos um Campeonato da Europa tão bom. Assumiu parte da responsabilidade. Ela controla o jogo. Pode decidir um jogo. Desenha boas jogadas. Penso que é por isso que é tão valiosa e merece por inteiro estar entre as três melhores.

Quanto a Lotta Schelin, conheço-a há dez anos. Já nos defrontámos muitas vezes. Enquanto guarda-redes, tenho de dizer que ela é uma avançada incrível. É muito dotada e joga a alto nível há muitos anos. Do meu ponto de vista, é difícil de parar e é imprevisível. É também uma excelente pessoa, com uma grande personalidade. Também mereceu estar aqui.

UEFA.com: Pode contar-nos como foi a preparação para o EURO? Já disse que mudou a rotina de treino...

Angerer: Sim, sou uma pessoa que gosta de ar livre e não aprecio ginásios e musculação. Precisava de fazer algo diferente. Podia fazer mais e tirar mais de mim própria. Foi então que aderi ao CrossFit e trabalhei muito nisso. Quando comecei, notei que podia ajudar-me a melhor a minha performance. Então, intensifiquei o meu treino. Depois, se não treinasse dois, três ou quatro dias, notava diferenças. Apercebi-me das mudanças no meu corpo. Tornei-me mais rápida. A minha capacidade de impulsão também mudou.

Antes do EURO, nos testes físicos com a selecção nacionais, tive os meus melhores resultados ao nível da impulsão. Com 34 anos! Lá se foram as discussões sobre a idade! Tive os melhores testes de resistência de sempre na minha carreira e sempre tive muita resistência. Reparei que podia aproveitar isso.

Última actualização: 20-12-13 9.18CET

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