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Auge no momento certo

Publicado: Terça-feira, 30 de Junho de 2009, 0.02CET
Horst Hrubesch disse que a sua equipa atingiu o auge no momento certo, isto depois de se tornar a primeira selecção alemã a conquistar o Europeu de Sub-21, às custas da Inglaterra.
Auge no momento certo
A Alemanha festeja na posse do troféu, depois de uma vitória convincente ©Getty Images

Estatísticas dos jogos

AlemanhaInglaterra

Golos marcados4
 
0
Remates à baliza6
 
2
Remates para fora7
 
6
Cantos4
 
5
Faltas cometidas16
 
16
Cartões amarelos2
 
0
Cartões Vermelhos0
 
0

Classificação

Publicado: Terça-feira, 30 de Junho de 2009, 0.02CET

Auge no momento certo

Horst Hrubesch disse que a sua equipa atingiu o auge no momento certo, isto depois de se tornar a primeira selecção alemã a conquistar o Europeu de Sub-21, às custas da Inglaterra.

O treinador Horst Hrubesch disse que a sua equipa atingiu o auge das suas capacidades no momento certo, isto depois de se tornar a primeira selecção alemã a conquistar o Campeonato da Europa Sub-21, às custas da Inglaterra, com golos de Gonzalo Castro, Mesut Özil e Sandro Wagner (2), em Malmo. Apesar da desilusão provocada pela derrota, o treinador da Inglaterra, Stuart Pearce, elogiou os seus jogadores pelo bom trabalho desenvolvido nos últimos dois anos.

Horst Hrubesch, treinador da Alemanha
O que é que posso dizer? Estou orgulhoso da equipa porque jogou de forma convincente e ganhou categoricamente. Começámos bem e marcámos na altura certa. Fiquei preocupado ao intervalo por não termos feito um segundo golo, mas fiquei aliviado porque recomeçámos a partida com o mesmo ímpeto e marcámos novamente. Esse segundo golo libertou a equipa da pressão e tornou tudo mais confortável. O plano passava por evitar que a Inglaterra criasse perigo em lances de bola parada. A equipa exibiu-se no seu melhor na altura certa e fê-lo com categoria. Viram os meus jogadores a envergarem camisolas azuis e amarelas no aquecimento. Eles quiseram demonstrar o quanto gostaram do tempo passado na Suécia. Também eu demonstro respeito pela selecção sueca. Sempre pensei que seria melhor defrontar a Inglaterra na final do que os suecos. Como tive pouco tempo para preparar a equipa [depois de ter sido nomeado em Novembro], pensei que seríamos a equipa que ia improvisar mais ao longo do torneio. Não estivemos ao nosso melhor nível até este jogo. Ficámos aliviados por alcançar as meias-finais porque apenas tínhamos vencido a Finlândia. Mas depois dessa noite entrámos nos eixos. Cabe sempre aos jogadores conquistarem um troféu e tenho que lhes dar mérito por isso – tiveram apenas um pequeno período juntos, mas assumiram esta tarefa com elevada dedicação. Possuem um excelente espírito de equipa e obtiveram a recompensa. Temos bons jogadores jovens e isso deve-se à federação alemã, que tem investido cada vez mais para melhorar a situação. Existe muita cooperação entre a federação, as federações regionais, os clubes e a Bundesliga. O resultado é jogadores jovens, talentosos e brilhantes para o futuro.

Stuart Pearce, treinador da Inglaterra
Começámos bem, mas o primeiro golo talvez tenha sido contra a corrente do jogo. Alterou o rumo dos acontecimentos e serviu na perfeição os intentos da Alemanha, que pôde optar por uma postura mais expectante e apostar no contra-ataque, sendo que o golo depois do intervalo jogou ainda mais a seu favor. Dou os parabéns à Alemanha, porque vencer uma final, seja ela qual for, é sempre um feito assinalável – e vencer por 4-0 é ainda mais. Espero que os jogadores aprendam com esta experiência. Estão frustrados, mas estamos entre as duas melhores equipas da Europa e o nosso objectivo para daqui a dois anos é ser os melhores. Os castigos [do guarda-redes Joe Hart e dos avançados Fraizer Campbell e Gabriel Agbonlahor] não ajudaram à nossa tarefa, mas esta selecção contava com um lote de 23 jogadores e partimos para o desafio da meia-final com todos eles disponíveis. Ficámos privados de três para a final, mas isso não serve de desculpa. Temos que olhar para os aspectos positivos, já que 50 por cento destes jogadores podem alinhar na próxima campanha. Eles foram fantásticos e devo mencionar James Milner, Mark Noble, até mesmo Steven Taylor, que representaram os Sub-21 incrivelmente bem. É preciso seguir em frente. Fomos apanhados em contra-pé logo após o intervalo, quando tentávamos recuperar da desvantagem, mas talvez o resultado seja demasiado pesado. Se tivéssemos ganho, eu esqueceria o resultado rapidamente e o mesmo se aplica agora. Os jogadores estão tristes, mas vencemos 11 jogos, empatámos três e perdemos apenas um – o que constitui o melhor período de sempre da selecção de Sub-21. Foi um momento duro ver a Alemanha erguer o troféu diante de nós, mas o seu treinador e a equipa merecem todos os elogios, já que jogaram de forma astuta nos cinco jogos realizados. Tendo ganho ou não, é preciso olhar para os aspectos positivos que nos vão fazer melhorar enquanto país e equipa. Vou falar com todos eles sobre a forma como se portaram ao longo dos últimos dois anos. Vou dividi-los em dois grupos – àqueles que terminam a sua participação agora vou agradecer pelos serviços prestados; aos jogadores mais jovens, já que tenho de preparar esta equipa para o futuro, vou dizer o que espero deles. Não sou pessoa de virar a cara à luta. Perdemos e isso incita-me a ser melhor treinador.

Última actualização: 07-08-14 15.14CET

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