Tudo em aberto para a Finlândia

Apesar da derrota frente à Inglaterra, reduzida a dez elementos durante grande parte do encontro, os jogadores da Finlândia sentem ter ainda tudo nas suas mãos para chegar às meias-finais.

Apesar de realizar uma boa exibição, a Finlândia acabou derrotada por uma Inglaterra reduzida a dez durante grande parte do jogo
Apesar de realizar uma boa exibição, a Finlândia acabou derrotada por uma Inglaterra reduzida a dez durante grande parte do jogo ©Getty Images

A derrota de segunda-feira diante de uma Inglaterra reduzida a dez elementos durante grande parte do jogo é apenas mais um exemplo das angustiantes derrotas e "ses" que têm marcado o futebol finlandês nos últimos anos a nível de selecções. Contudo, os pupilos de Markku Kanerva acreditam que ainda podem causar sensação no Grupo B da fase final do Europeu de Sub-21.

"Baralhados"
O sentimento de desilusão era grande entre os finlandeses no dia seguinte à derrota por 2-1 em Halmstad, mas o orgulho da equipa manteve-se intacto, depois de esta ter provado que é capaz de jogar de igual para igual frente a adversários mais cotados a este nível. "Sabíamos que temos capacidade de praticar um bom futebol, e foi isso que mostrámos frente à Inglaterra", referiu o defesa-central Jonas Portin. "Nos primeiros 30 minutos, em especial, colocámos os ingleses sob grande pressão - eles chegaram a parecer baralhados".

Fé na vitória
Acabou, contudo, por ser a selecção comandada por Stuart Pearce a inaugurar o marcador, contra a corrente de jogo, à passagem dos 15 minutos, por intermédio de Lee Cattermole. A Finlândia chegou ao empate através de uma grande penalidade convertida com êxito pelo capitão Tim Sparv, num lance de onde resultou ainda a expulsão de Michael Mancienne, por derrubar Berat Sadik. "Quando a Inglaterra ficou com um homem a menos sentimos que podíamos vencer", prosseguiu Portin, que vai deixar o FF Jaro para rumar ao Ascoli Calcio, do segundo escalão do futebol italiano, após o final do torneio. "Contudo, não tivemos capacidade de voltar a marcar e não conseguimos sequer o empate".

Nerovsismo
Portin alinhou ao lado do lateral Joni Aho no flanco direito da selecção da Finlândia, que admitiu ter tido de superar não só o nervosismo natural como a ameaça dos velozes ingleses James Milner e Gabriel Agbonlahor. "Estava nervoso no início do encontro, pois não sabia bem o que esperar", explicou o defesa do FC International Turku. "Depois, percebi que podia jogar como é habitual. Tivemos pela frente jogadores que actuam naquela que é, provavelmente a melhor Liga do mundo e foi satisfatório contactar que acabou por não haver muito a separar as duas equipas".

Tudo em aberto
Como todos os seus colegas, Aho ficou deliciado com o apoio dado à selecção finlandesa no encontro de segunda-feira, e espera que tal se repita no embate com a Alemanha, que empatou o seu jogo inaugural com a Espanha: "Disseram-nos que estavam lá 5.500 adeptos, mas quando cantaram o hino pareciam 20 mil. Com este apoio, acredito que podemos somar os três pontos no próximo jogo". Portin acrescentou: "Esperamos que a Inglaterra consiga também vencer os seus restantes jogos, deixando em aberto para as outras equipas a discussão do segundo lugar. Ainda está tudo nas nossas mãos".