Pearce aliviado pelo triunfo sobre Gales

No final do "play-off" ante o País de Gales, o seleccionador inglês Stuart Pearce afirmou que a sua equipa dificilmente terá desafios tão complicados no próximo Europeu de Sub-21: "Foi o jogo mais difícil que tivemos".

A Inglaterra comemora o primeiro golo, marcado por Tom Huddlestone
A Inglaterra comemora o primeiro golo, marcado por Tom Huddlestone ©Getty Images

No final do encontro do "play-off" contra o País de Gales, o seleccionador da Inglaterra, Stuart Pearce, afirmou que a sua equipa dificilmente terá desafios tão complicados no próximo Campeonato da Europa de Sub-21, pois não foi além de um empate a duas bolas em Villa Park, conseguindo o apuramento com um resultado total de 5-4.

Espírito galês 
Depois da derrota por 3-2 na primeira mão, na última sexta-feira, o País de Gales ficou em desvantagem nos primeiros minutos, devido a um golo de Tom Huddlestone, mas conseguiu dar a volta ao marcador, através de Aaron Ramsey e Simon Church, ameaçando causar uma enorme surpresa. Um autogolo de Sam Vokes colocou o marcador em 2-2 ao intervalo, mas Huddlestone foi expulso no segundo tempo e os galeses dominaram o final do encontro, estando perto de forçar o prolongamento, mas o remate de Vokes foi devolvido pelo poste a cinco minutos do final.

"Teste complicado"
Com este empate, a Inglaterra prolongou a série de invencibilidade para 27 jogos, isto se não contarmos com a derrota no desempate por grandes penalidades frente à Holanda, nas meias-finais do Campeonato da Europa de Sub-21 de 2007. Porém, Pearce foi obrigado a reconhecer que a sua equipa nunca tinha estado tão perto de um desaire. "Este foi o teste mais complicado e conseguimos resistir a uma enorme pressão. O País de Gales colocou-nos muitos problemas nestes dois jogos e não penso que exista outra selecção na Europa capaz de testar de forma tão intensa os nossos limites físicos e psicológicos", explicou. "Estou muito, muito orgulhoso da minha equipa. Foi um embate tremendamente equilibrado, mas os jogadores mostraram um enorme carácter depois de a equipa ficar reduzida a dez elementos. Continuaramm a estimular os colegas e sinto-me honrado por trabalhar com eles".

"Formação"
Pearce tinha mais motivos para celebrar, pois três dos seus jogadores foram chamados à selecção principal para participarem no encontro de quarta-feira na Bielorrússia, a contar para o apuramento para o Campeonato do Mundo de 2010. O guarda-redes Joe Hart, o defesa David Wheater e o avançado Gabriel Agbonlahor deviam fazer companhia a Pearce, que também é adjunto de Fabio Capello, num voo para Minsk, mas Agbonlahor não fez a viagem devido a um estiramento nos adutores. "O meu trabalho é conseguir resultados, formar jogadores e levá-los até à selecção principal", declarou Pearce. "Será fabuloso se conseguir vencer um título, ao mesmo tempo que continuo a colocar jogadores de qualidade ao dispor do Fabio: seria a concretização total das minhas funções. É muito positivo que dois dos nossos jogadores tenham sido convocados para o jogo de Minsk, pois mostra a todos os outros que o sistema está a funcionar. Prova que há evolução".

Elogios aos galeses
Pearce também elogiou o seu homólogo, Brian Flynn, que não teve oportunidade de contar com diversos jogadores que, ao longo da época, foram chamados à selecção principal do País de Gales. "Fico triste por o Brian e a sua equipa não terem oportunidade de estar na fase final do próximo Verão, pois, com esta atitude, teríamos duas selecções que iriam dignificar o futebol das Ilhas Britânicas. Estes jogos foram uma excelente promoção dos Sub-21 e do futebol britânico. Ambas as equipas mostraram grande empenho e ambição de marcar presença numa grande competição internacional".