2015: Suécia faz história

Apoiada por um exército azul e amarelo na República Checa, a Suécia surpreendeu ao derrotar Portugal no desempate por grandes penalidades para reivindicar o primeiro título Sub-21.

Jogadores da Suécia comemoram o sucesso no Campeonato da Europa de Sub-21
©Getty Images

Suécia 0-0 Portugal (após prolongamento, 4-3 nos penalties)
Estádio Eden, Praga

Ostentando o único registo 100% vitorioso na fase de qualificação, a mais recente fornada de talento de Portugal – entre os quais, William Carvalho e Bernardo Silva - viajou para a República Checa entre os favoritos. E tão perto estiveram de assumir o manto de campeões europeus de sub-21 dos vizinhos ibéricos, a Espanha, campeã nas duas últimas edições, mas eliminada pela Sérvia nos play-offs de acesso à fase final. Essa derrota marcou o fim de uma série invicta de 35 jogos.

Os comandados de Rui Jorge, entretanto, igualaram a melhor campanha na competição, quando uma equipa que tinha Rui Costa e Luís Figo perdeu a final de 1994 para a Itália, mas não conseguiu superar o feito da geração de ouro no jogo decisivo de Praga. Desta vez, a Suécia negou-lhes o sucesso, reclamando um suado primeiro título graças a duas defesas de Patrik Carlgren no desempate por penaltis, que teve lugar na baliza em frente dos barulhentos adeptos suecos.

A equipa de Håkan Ericson já havia mostrado coragem ao classificar-se para a fase finais de forma dramática, derrubando a França nos play-offs depois de dar a volta a uma derrota por 2-0 na primeira mão pela. E só tinha conseguido o seu lugar na fase de qualificação graças a um golo do capitão Oscar Hiljemark aos 92 minutos do último jogo do Grupo 7 numa derrota por 4-3 frente à Turquia..

A Suécia começou começou a sofrer um golo e com menos um jogador (expulso) frente à Itália na estreia do torneio. No entanto, contra as probabilidades, deu a volta e marcou duaz vezes e garantiu o triunfo no jogo do grupo B. Portugal também teve sucesso na primeira jornada, derrotando a Inglaterra por 1-0, acumulando a 11ª vitória consecutiva na campanha.

Na segunda jornada, os anfitriões recuperaram em grande estilo da derrota na abertura frente à Dinamarca, esmagando a Sérvia por 4-0, graças sobretudo ao hat-trick do goleador Jan Kliment. Enquanto isso, o substituto Jesse Lingard marcou o golo decisivo para a Inglaterra frente à Suécia, a única derrota dos campeões na competição. No entanto, no Grupo A, a Alemanha alcançou o cume ao infligir a derrota mais pesada de sempre no torneio aos dinamarqueses (3-0).

Jess Thorup respondeu chamando oito internacionais seniores para a terceira jornada, com a Dinamarca a conseguir o seu lugar nas meias-finais - ao lado do segundo colocado, a Alemanha - com uma vitória sobre a Sérvia, por 2-0. No Grupo B, a Itália parecia ter evoluido após uma vitória dominadora sobre a Inglaterra. A Suécia parecia destinada a uma saída precoce, mas arrebatou o segundo lugar a dois minutos do fim, com Simon Tibbling a conquistar o empate (1-1) e a eliminar tanto a azzurrini como a Inglaterra, na fase de grupos, pela terceira vez consecutiva.

Três dias depois, Portugal chegou à final pela primeira vez em 21 anos, com cinco jogadores diferentes a marcarem para condenarem a Alemanha à sua mais pesada derrota de sempre na competição. A outra semi-final, um derby nórdico, prometeu outro encontro com Praga ao exército azul-e-amarelo – com a Suécia a abater a Dinamarca por 4-1, no Estádio Letná.

Isso significava que a Suécia e Portugal, apenas seis dias após a seu empate no Grupo B, se defrontariam mais uma vez, agora para decider o campeão. O jogo manteve-se sem golos após 120 minutos, o que significou que, pela primeira vez desde 2002, haveria uma primeira final que se decidiria no desempate por penaltis. O número 1 da Suécia, Carlgren, foi o herói, parando os remates de Ricardo Esgaio e William - mais tarde eleito o melhor jogador do torneio - para garantir o primeiro troféu oficial da UEFA para uma selecção nacional sueca. "É como um conto de fadas e é incrível", disse Ericson.

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