Treinadores acreditam que esta é a "melhor final"

Dois registos imbatíveis vão ser postos à prova, com a Suíça, vencedora do Grupo A – e que ainda não sofreu golos – a defrontar a Espanha, sua homóloga do Grupo B e favorita à conquista do título de Sub-21.

As bandeiras dos finalistas no Aarhus Stadion
As bandeiras dos finalistas no Aarhus Stadion ©UEFA.com

Depois dos altos e baixos próprios de duas semanas de futebol, o Campeonato da Europa Sub-21 chega ao fim em Aarhus, este sábado à noite, com a "melhor final" possível.

Pelo menos é essa a opinião do treinador da Suíça, Pierluigi Tami, que espera que o jogo entre os vencedores do Grupo A e B, ambos invictos, represente a final ideal, no 16º e último jogo na Jutlândia. "Daquilo que vi neste torneio, penso que merecemos estar na final, e a Espanha também. Vi alguns dos seus jogos e é um finalista merecido," disse Tami, na véspera da final. "É a melhor final que os espectadores podiam esperar nesta competição."

O treinador da Espanha, Luis Milla, concordou com a avaliação do seu rival, descrevendo a Suíça como a "melhor equipa" que viu no torneio. "Não concede espaços na retaguarda, é rápida no ataque e um adversário que temos de respeitar. Vai ser um jogo difícil."

Milla elogiou a capacidade da Suíça em variar a sua forma de abordar os jogos, no entanto acrescentou que a estratégia espanhola não vai sofrer alterações. "Sabem muito bem em que áreas devem ser mais rápidos e quando devem fazer circular mais a bola. Mas vamos tentar impor o nosso estilo, com posse de bola e controlo do jogo."

Enquanto a Espanha procura o terceiro troféu na quinta final Sub-21 da sua história, esta é a primeira dos suíços. No entanto, a sua confiança não podia ser maior. Não só por ser a primeira equipa desde a França, finalista vencida em 2002, a alcançar a final com um registo 100 por cento vitorioso. Mais: é a primeira a chegar à final sem sofrer golos. No entanto, apesar de Tami reconhecer a "segurança" dada à equipa pelo capitão Yann Sommer, relegou para segundo plano a importância do recorde, ao afirmar: "Não vamos entrar em campo para tentar proteger isso, mas sim para tentar ganhar o jogo."

Apesar de encarar a Espanha como favorita, Tami acredita nas hipóteses da sua equipa. "Mostrámos qualidade na nossa forma de jogar, na abordagem – jogamos ao ataque, tentamos fazer algo positivo com a bola. Disse que a Espanha é favorita e mantenho a minha opinião, mas numa final as hipóteses de vencer são repartidas. É óbvio que quando existem duas equipas com estilos semelhantes, o jogo pode revelar-se bastante renhido, mas o nosso desafio é mostrar as coisas boas que já tínhamos feito nos quatro jogos anteriores, mas desta feita frente a uma equipa forte como é a Espanha."

Granit Xhaka já estará disponível, depois de ter cumprido castigo nas meias-finais, no triunfo sobre a República Checa, jogo em que Xavier Hochstrasser entrou para o seu lugar, e Tami sublinhou a importância do jovem médio, um dos quatro jogadores suíços que se sagraram campeões mundiais Sub-17 em 2009. "O Granit mostrou uma qualidade de jogo muito elevada, especialmente nos dois primeiros jogos, e é um jogador importante para nós," afirmou o técnico.

Por seu lado, Milla vai provavelmente repetir o "onze" inicial pelo quarto jogo consecutivo. E não vê motivos para mudar, citando a melhoria progressiva da sua equipa. "Amanhã vamos ser a formação que estão habituados a ver, sem alterações, porque progredimos muito desde o primeiro jogo, frente à Inglaterra. Melhorámos a qualidade de jogo e a capacidade de acreditar, como aconteceu frente à Bielorrússia, quando acreditámos até ao último minuto que era possível empatar. Espero ver a mesma Espanha dos últimos dias, igualmente com resultados positivos."

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