Dez jogadores do EURO Sub-19 a seguir

O UEFA.com olha para dez dos jogadores que mais impressionaram na Hungria, entre os quais se incluem o melhor marcador Davie Selke e André Silva e Gelson Martins, de Portugal.

O ucraniano Bogdan Sarnavskiy defendeu uma grande penalidade na segunda jornada da fase de grupos
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Sinan Bytyqi (Áustria)
A importância de um jogador numa equipa pode muitas vezes ser deduzido a partir do número de vezes que os colegas o procuram e, no caso de Sinan Bytyqi, tal sucedeu mesmo muitas vezes. Passando-lhe a bola sabiam que dos seus pés poderia sair sempre qualquer coisa de novo: uma abertura de espaço, uma mudança de velocidade, uma variação de jogo. Efectivamente, variar o lado do jogo com inteligência foi algo que o médio-ofensivo do Manchester City FC melhor fez ao longo da prova, apenas uma das razões pelas quais tantas dores de cabeça deu aos defesas adversários.

Mijat Gačinović (Sérvia)
Gačinović é veloz, forte com a bola nos pés e procura constantemente o golo, o que faz dele um dos jogadores mais perigosos da Sérvia. Também os lances de bola parada por si cobrados constituíram uma ameaça constante, embora o remate falhado na meia-final, no desempate por pontapés da marca de grande penalidade, frente a Portugal, tenha deixado um sabor amargo naquela que foi uma prestação bem positiva ao longo da prova.

Joshua Kimmich (Alemanha)
Descrito pelo capitão Niklas Stark como "o cérebro da equipa", o médio do RB Leipzig ficou de fora do encontro da primeira jornada, mas depressa fez sentir a sua presença. Inteligente no controlo da bola e consciente sem ela nos pés, formou com Levin Öztunali uma parceria de enorme qualidade, que fez a Alemanha brilhar.

Gelson Martins (Portugal)
Com um excelente controlo de bola e atributos técnicos que chamam a atenção de qualquer um, é fácil perceber por que razão este extremo tem já uma cláusula de rescisão no valor de 45 milhões de euros no contrato de cinco anos que assinou com o Sporting Clube de Portugal no início deste Verão. O seu golo no triunfo por 6-1 de Portugal sobre a selecção da casa foi o exemplo perfeito da ameaça que constitui este indomável adolescente.

Michael Ohana (Israel)
Graças ao seu extraordinário controlo de bola, Ohana mostrou-se particularmente complicado de travar para as defesas contrárias na Hungria. O médio-ofensivo do FC Ashdod pode não ter conseguido marcar qualquer golo nesta fase final, mas todos os ataques perigosos de Israel passaram por si. Muitas vezes a arrancar de trás, o jogador de 18 anos foi ultrapassando vários adversários em drible a partir do seu meio-campo, em busca de um colega para servir ou tentando ele mesmo o remate.

Bogdan Sarnavskiy, guarda-redes da Ucrânia
Bogdan Sarnavskiy, guarda-redes da Ucrânia©Sportsfile

Bogdan Sarnavskiy (Ucrânia)
De longe o jogador ucraniano que mais brilhou. O guarda-redes do FC Shakhtar Donetsk efectuou uma série de defesas de grande classe, nenhuma delas mais importante do que a grande penalidade que defendeu, cobrada por Antonio Vutov, que segurou o triunfo na segunda jornada. Para além de mostrar sempre uma presença firme entre os postes, foi determinante na organização da sua defesa.

Davie Selke (Alemanha)
Um ponta-de-lança temível. Precisou de apenas 60 segundos para marcar frente à Bulgária na primeira jornada e não mais parou, voltando a encontrar o fundo das redes nessa partida e também frente à Sérvia, na segunda jornada, antes de inaugurar igualmente o marcador na meia-final, diante da Áustria. Poderoso e mortífero, os seus golos e a sua capacidade de trabalho foram vitais para o triunfo alemão.

André Silva após a derrota de Portugal na final
André Silva após a derrota de Portugal na final©Sportsfile

André Silva (Portugal)
Mostrou o quanto se soube adaptar àquilo que é hoje exigido a um avançado-centro. Actuando sobretudo como jogador-alvo, o futebol de contra-ataques rápidos que foi a imagem de marca de Portugal precisava de um finalizador e foi precisamente isso que o jogador do FC Porto, de 18 anos, foi, assinando cinco dos golos apontados pela sua selecção rumo à final. Para além de nunca tirar os olhos da baliza adversária, correu sempre de forma incansável para oferecer linhas de passe aos colegas, recuando mesmo frequentemente no terreno à procura da bola.

Radoslav Tsonev (Bulgária)
Tsonev foi crucial no meio-campo búlgaro. O seu poder de antecipação e a sua capacidade de posicionamento foram um elemento-chave para travar os ataques contrários. Sereno com a bola, os seus passes precisos deram início a grande parte dos ataques da sua equipa, que contudo acusou a ausência por lesão do irmão gémeo de Radoslav, Borislav.

Szabolcs Varga (Hungria)
O extremo do sc Heerenveen foi suplente utilizado nos dois primeiros jogos da Hungria, mas quando entrou em campo mostrou sempre ser capaz de trazer algo de novo ao jogo. Marcou de cabeça frente à Áustria e cruzou para o golo de Bence Mervó frente a Portugal. Foi, depois, titular no derradeiro jogo dos anfitriões, frente a Israel, e uma vez mais deu nas vistas, ao fazer a assistência para o golo de cabeça de Norbert Balogh que deu a vitória à Hungria.

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