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Estrelas do futuro

O uefa.com destaca dez pontenciais estrelas do futuro que estiveram em destaque durante a fase final do Campeonato da Europa de Sub-19, disputado na República Checa, no passado mês de Julho.

Richard Sukuta-Pasu esteve em grande pela Alemanha
Richard Sukuta-Pasu esteve em grande pela Alemanha ©Sportsfile

Este artigo foi publicado inicialmente em Julho de 2008.

Numa altura em que começa a assentar a poeira sobre os festejos da Alemanha na edição 2007/08 do Campeonato da Europa de Sub-19, os jogadores das oito selecções presentes no torneio estão de regresso aos clubes para prepararem uma nova temporada, sendo que todos eles esperam que a experiência das últimas duas semanas seja proveitosa para o futuro. O uefa.com escolheu dez jogadores que deram nas vistas na República Checa.

Mihail Aleksandrov (Bulgária)
O capitão da Bulgária foi um trabalhador incansável ao serviço da equipa. Apesar de estar colocado sobre a esquerda, estendeu a sua influência a todo o meio-campo, espreitando todas as brechas. Um jogador inteligente na condução da bola e dono de um pulmão inesgotável. 

Vlagyimir Komán (Hungria)
O capitão da Hungria actuou numa posição adiantada do meio-campo, nas costas do ponta-de-lança Krisztián Németh, e terá sido, provavelmente, o jogador mais perigoso da equipa quando descaiu para a esquerda ou para a direita, embora as suas investidas mais ameaçadoras tenham acontecido quando tentou a sorte pela zona central.

Ben Mee (Inglaterra)
O defesa-central do Manchester City FC foi a resposta para duas necessidades da Inglaterra neste torneio. Depois de o mau desempenho da defesa ter custado dois golos frente aos checos, Ben Mee foi chamado e ajudou a manter as redes invioláveis durante vários jogos. Também acabou com o jejum de golos da Inglaterra, ao marcar na terceira partida, com um cabeceamento certeiro frente à Grécia.

Fran Mérida (Espanha)
O médio cumpriu suspensão no jogo de estreia da Espanha, que ditou uma derrota contra a Alemanha, mas depressa fez sentir a sua presença, relevando-se o principal foco de perigo do ataque da selecção espanhola, em grande parte devido à invulgar destreza nos lances de bola parada. Realizou uma exibição particularmente inspirada frente à Bulgária, coroada com um belo golo, por sinal apontado com o seu pé mais fraco, o direito.

Tomáš Necid (República Checa)
Os quatro golos apontados por Tomáš Necid colocaram os checos no limiar da final do torneio. Transformou os livres e cantos de forma exemplar. Os seus dois golos diante da Inglaterra, na abertura da competição, ajudaram a colar o rótulo de candidatos aos anfitriões, e o seu cabeceamento, que ditou a igualdade no encontro das meias-finais, revolucionou completamente o jogo. Agora ao serviço do PFC CSKA Moskva, o avançado foi um perigo constante para os defesas.

Savio Nsereko (Alemanha)
Ao cumprir suspensão no jogo da final, depois de ter visto um cartão amarelo no derradeiro minuto, nos festejos da vitória frente aos checos, privou a Alemanha do seu enérgico contributo na esquerda do ataque. "Para mim, o melhor jogador do torneio foi Nsereko", afirmou o observador técnico da UEFA, Roy Millar. "Ele tanto pode ir para dentro e arrancar um golo com o seu pé direito, como descer pela esquerda e entrar nas costas dos defesas".

Stefano Okaka Cuka (Itália)
Não marcou no jogo da final, mas, mesmo assim, o número 9 não deixou de ser a referência do ataque da Itália. Alto, poderoso e incansável, o atacante da AS Roma foi uma barreira de energia que esteve na base de muitas segundas bolas ganhas pela turma transalpina. Okaka Cuka cumpriu todos os minutos de jogo depois de regressar à equipa, uma vez que não actuou na noite de abertura, devido a castigo.  

Kyriakos Papadopoulos (Grécia)
Talentoso "bebé" na equipa mais jovem do torneio, Papadopoulos fez esquecer os seus 16 anos com exibições autoritárias na retaguarda grega. Defesa-central ao estilo inglês, revelou um tempo perfeito de entrada aos lances e grande sentido posicional, como atesta o golo que evitou, em arriscado "carrinho", no jogo contra a Itália. A promessa do Olympiacos CFP comandou, ainda, a resistência frente aos checos, quando a equipa grega estava reduzida a dez unidades.

Silvano Raggio (Itália)
A Itália percebeu o que estava a perder quando Raggio actuou frente à Inglaterra, lançado na partida apenas ao intervalo. Suspenso no encontro de abertura, a âncora do miolo fechou todos os espaços aos voluntariosos médios ingleses. O jogador, de 19 anos de idade, também se aventurou no ataque e foi numa dessas incursões que realizou uma assistência perfeita para o golo da vitória na meia-final ante a Hungria.

Richard Sukuta-Pasu (Alemanha)
Richard Sukuta-Pasu emergiu como a chama do ataque germânico, tendo o seu ritmo e poder físico contribuído para que a Alemanha fosse coroada campeão da Europa. Apontou excelentes golos frente à Espanha e um deles revelou-se decisivo no derradeiro minuto da meia-final frente à República Checa. Também facturou na final, diante da Itália. Horst Hrubesch, treinador da selecção germânica, classificou-o como "um dos vencedores do torneio".