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Espanha e Grécia no palco de Linz

Na antevisão da final do Europeu de Sub-19, que é disputada na sexta-feira, ambos os técnicos teceram elogios mútuos.

Os seleccionadores de Espanha e da Grécia não se pouparam em elogios mútuos, na antevisão da final do Campeonato da Europa de Sub-19, que vai ser disputada na noite de sexta-feira, no Linzer Stadion.

Experiência espanhola
A Espanha é campeã em título e é a primeira equipa a disputar duas finais consecutivas de um Europeu de Sub-19. Os espanhóis contam com três títulos na categoria e venceram todas as finais que disputaram. Nas meias-finais, a equipa treinada por Juan Santisteban precisou de chegar até às grandes penalidades para eliminar a França, o país que conquistou o título em 2005. Depois de ter vencido o Campeonato da Europa de Sub-17, e de voltar a vencer o Europeu de Sub-19, a Espanha pode tornar-se no segundo país a vencer os dois campeonatos europeus reservados aos escalões jovens, à imagem do que fez a República da Irlanda há nove anos, quando venceu os Europeus de Sub-16 e de Sub-18.

Repetir 2004
Em contraste, a Grécia está a disputar a segunda final de um escalão de formação, depois de, em 1985, ter perdido, por 4-0, com a União Soviética, no Campeonato da Europa de Sub-16. O treinador Nikolaos Nioplias prefere repetir histórias bem mais recentes. "O UEFA EURO 2004™ funcionou como um exemplo para nós. Aquela equipa deu o exemplo, mostrando que nada é impossível. O nosso objectivo principal era alcançar as meias-finais, agora que o objectivo está alcançado, resta-nos tentar ganhar a final. Acreditamos em nós e o nosso objectivo passou a ser a conquista do título", explicou.

"Grande prestígio"
Com um palmarés bem diferente, Santisteban vai tentar conquistar o seu oitavo título num escalão de formação. Apesar de, há menos de três meses, ter levado a selecção espanhola de Sub-17 ao campeonato europeu, o experiente treinador de 70 anos evita entrar em euforias. "É difícil antever o que poderá acontecer, pois são duas equipas muito parecidas", explicou. "Vai ser um jogo difícil porque são conjuntos muito equilibrados. É bom estar na segunda final consecutiva de um Europeu de Sub-19, é muito prestigiante para a nossa federação. O mais importante é a qualidade das equipas, e ninguém arriscaria prever que estas duas selecções iriam conseguir alcançar a final".

Grandes ausentes
Ambas as formações não vão poder contar com os habituais capitães. O espanhol Javier Martínez e o grego Sokratis Papastathopoulos viram o segundo cartão amarelo do Europeu nas meias-finais e vão estar ausentes da final. Os gregos também não vão poder contar com Vassilis Pliatsikas, que foi expulso nas meias-finais, no trunfo por 3-2 sobre a Alemanha. Na equipa espanhola, Ángel Montoro viu o cartão vermelho no jogo com a França e será outro centrocampista indisponível, enquanto na baliza, Sergio Asenjo vai render Felipe Ramos, que sofreu uma lesão num tornozelo. "Esperamos encontrar alternativas", acrescentou Santisteban. "Será um teste para dois jogadores novos e espero que ambos possam dar uma resposta positiva. Estou impressionado com a Grécia, que é uma equipa com um excelente colectivo".

"Segundo treinador"
Nioplias, que em Fevereiro foi convidado pela federação espanhola para estudar os métodos de trabalhos nos escalões de formação, também lamentou as ausências. "São duas baixas muito importantes, especialmente a do nosso capitão. Ele é como um segundo treinador, porque motiva toda a equipa. É uma pena que os quatro jogadores não possam estar na final, mas espero que os substitutos estejam à altura. Ambas as equipas merecem estar aqui e, numa final, não há favoritos. Sofremos seis derrotas em dez jogos com a Espanha, mas isso tem pouca importância. O mais importante é a motivação que sentimos por termos conseguido alcançar a final. Naturalmente que ficaríamos ainda mais felizes se conquistássemos o título. É esse o nosso objectivo", concluiu o treinador grego.