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Futebol atacante domina em Malta

Futebol atacante domina em Malta

©Domenic Aquilina

A anfitriã Malta teve bons momentos

Foram precisas apenas duas jornadas para o número de golos marcados ultrapassar o total da fase final do ano anterior, numa prova que terminou com quase o dobro dos tentos.

Até a selecção anfitriã, que foi obrigada a medir forças com três antigos campeões europeus do escalão, mostrou-se adepta da filosofia atacante. As fichas de jogo mostram derrotas pesadas para a equipa de Sergio Sedano, mas a análise das exibições dos anfitriões mostram um futebol atacante e fluído, só comprometido pelas falhas de concentração no outro extremo do campo. A campanha de Malta pode ser resumida num momento do segundo jogo, quando, depois de falhar uma boa oportunidade que podia ter reduzido a desvantagem para 3-4, consentiu o contra-ataque à Holanda que colocou o marcador em 2-5.

Este triunfo apurou os holandeses para as meias-finais, pois tinham começado com vitória por 3-2 frente à Turquia. A equipa de Hakan Tecimer esteve a ganhar por 1-0, graças a um remate certeiro do ponta-de-lança Enes Ünal, mas depois não conseguiu evitar sofrer três golos e a história repetiu-se três dias depois, frente à Inglaterra de John Peacock. Desta vez, no entanto, a posição dos turcos ficou fragilizada pela expulsão do médio-defensivo Hasan Özkan no último minuto da primeira parte, e três golos da Inglaterra após o intervalo confirmaram a eliminação precoce da Turquia.

Os jogadores de Inglaterra e Holanda cumprimentam-se após a final

Depois de chegar ao intervalo do encontro com Malta com 0-0 no marcador, a Turquia marcou quatro golos no segundo tempo e teve uma pequena consolação. Inglaterra e Holanda aproveitaram o confronto numa fase em que já estavam ambas apuradas para rodar jogadores. A equipa de Maarten Stekelenburg fez uma exibição mais sólida e venceu por 2-0. Os golos surgiram num remate de longa distância do defesa Calvin Verdonk e num canto curto que permitiu o remate de cabeça certeiro a Danny van der Moot, num dos tentos mais rápidos de sempre marcados por um suplente.

O Grupo B revelou-se bem diferente e só ficou decidido ao cair do pano, com Portugal a ser a excepção. A formação de Emílio Peixe beneficiou dos automatismos proporcionados por contar com 11 jogadores do SL Benfica e defendeu de forma eficaz, não sentindo também grandes dificuldades para penetrar nas defesas escocesa e suíça nos primeiros dois jogos. Os portugueses atacaram o suficiente para provocar erros que possibilitaram os triunfos por 2-0 e por 1-0, resultados que permitiram a qualificação para as meias-finais com uma partida por disputar.

Mas o segundo lugar estava em aberto. A Alemanha criou praticamente o dobro das oportunidades de golo da Suíça, esteve a vencer por 1-0, desperdiçou uma grande penalidade (bem defendida por Gregor Kobel) e, finalmente, empatou 1-1 frente a um adversário que actuou os últimos minutos com dez jogadores. E o encontro contra a Escócia foi semelhante. O conjunto de Christian Wück dominou nos remates, 21 contra seis, mas só três foram à baliza. Os germânicos sofreram o golpe fatal poucos segundos após o reinício, quando Scott Wright marcou o único golo do jogo, de cabeça.

Este resultado permitiu à equipa de Scot Gemmill necessitar apenas de empatar ante a Suíça, mas a tarefa não parecia fácil depois da equipa de Yves Debonnaire ter marcado um golo e desperdiçado várias oportunidades na primeira parte. A Escócia passou a jogar em 4-4-2 após o intervalo e apontou três tentos sem resposta, eliminando a Suíça e tornando irrelevante o resultado do encontro entre Portugal e Alemanha. Os teutónicos não tiraram partido das muitas alterações feitas por Emílio Peixe na equipa, fizeram apenas dois remates à baliza e acabaram batidos por 1-0.

©Domenic Aquilina

Dominic Solanke comemora um golo

Invicto e sem sofrer golos, Portugal fez uma excelente exibição na primeira parte da meia-final contra a Inglaterra, que perdeu muitas vezes a bola em situações delicadas. Os portugueses remataram três vezes ao ferro e chegaram ao descanso com um frustrante nulo no marcador, mas Peacock instigou a reacção dos seus pupilos na palestra ao intervalo. A decisão de colocar Dominic Solanke como jogador mais avançado rendeu frutos quando o atacante recebeu um passe longo de Taylor Moore com um pequeno toque de pé esquerdo e, de forma brilhante, rematou de pé direito para o fundo das redes. Patrick Roberts fez o segundo golo numa bela jogada individual culminada com remate colocado ao segundo poste. A Inglaterra viu-se, assim, recompensada pelo equilíbrio e pela determinação mostradas após o intervalo.

A outra meia-final ficou decidida quando a Holanda marcou dois golos em quatro minutos no final do primeiro tempo frente a uma equipa escocesa que nunca deixou de lutar para travar a maré "laranja". A goleada ficou consumada com mais três golos na segunda parte, em que os holandeses mostraram em todos os sectores maturidade e qualidade invulgares em jogadores tão jovens. Estava então montado o cenário para o segundo embate entre Inglaterra e Holanda no espaço de seis dias.

https://pt.uefa.com/under17/season=2014/technical-report/road-to-the-final/index.html#caminho+final