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Confiança na força colectiva

Rui Bento, que como jogador integrou a mítica selecção campeã mundial de Sub-20 em 1991, prepara-se para orientar Portugal na fase final do Europeu de Sub-17 e confia na força colectiva da sua equipa.

Portugal festeja o apuramento em Sarajevo
Portugal festeja o apuramento em Sarajevo ©Fedja Krvavac

Portugal apresenta um bom registo de resultados a nível das selecções jovens, tendo conquistado o Campeonato da Europa de Sub-17 em 2003, mas o terceiro lugar na edição seguinte acabou por se revelar a última presença lusitana na prova em seis anos.

Esse período de ausência chegou agora ao fim com a qualificação para o torneio de 2010, no Liechtenstein, onde Portugal terá como adversários, num grupo extremamente complicado, as também antigas campeãs França e Espanha, e ainda a Suíça, a primeira oponente já na próxima terça-feira. Ainda assim, Rui Bento, antigo internacional português que assumiu o comando da selecção Sub-17 no arranque da temporada, naquele que é o seu primeiro trabalho a nível das camadas jovens depois de ter orientado as equipas principais de Académico de Viseu, Barreirense, Penafiel e Boavista, mostra-se extremamente entusiasmado com esta presença na fase final.

"Esta é uma das melhores selecções Sub-17 que Portugal apresenta nos últimos anos e a comprová-lo está o nosso apuramento para a fase final", salientou Rui Bento ao UEFA.com. "A nossa principal força é jogarmos realmente como uma equipa". O técnico, contudo, admite que o sorteio foi duro. "É um grupo muito forte, com grandes equipas", destacou. "Acredito que vamos assistir a grandes jogos e que será uma excelente experiência para os jogadores."

"Defrontámos por duas vezes a Suíça no último ano, no escalão de Sub-16; vencemos uma vez e perdemos outra. A França tem uma equipa muito forte, com bons e fortes jogadores. Há dois meses jogámos contra eles no Torneio do Algarve e levámos a melhor, mas trata-se de uma boa equipa."

Sobre a Espanha, adversária na terceira e última jornada do grupo, Rui Bento afirmou: "É sempre especial defrontar os nossos vizinhos. Já jogámos duas vezes contra eles, tendo vencido um encontro e perdido o outro. Trata-se de um grupo muito equilibrado, com todas as equipas praticamente ao mesmo nível."

Aos 37 anos, esta é, para Rui Bento, a sua primeira fase final de uma competição jovem como treinador, mas o agora técnico viveu vários eventos semelhantes enquanto jogador, antes de ter nascido qualquer dos atletas que agora orienta. Representou Portugal no Campeonato da Europa de Sub-18 de 1990 e, no ano seguinte, integrou a histórica selecção portuguesa que conquistou, em solo luso, o Mundial de Sub-20, ao bater o Brasil na final, em Lisboa, no Estádio da Luz, diante de 127 mil espectadores. Ao seu lado estavam nomes como Luís Figo e Rui Costa e, no lado contrário, estava Roberto Carlos.

Tal experiência permite agora a Rui Bento falar com conhecimento próprio da importância destas competições jovens. "O principal benefício que trazem é o facto de conferirem confiança para o futuro", revelou. Quanto ao seu papel como treinador, acrescentou: "Trabalho todos os dias para aumentar a confiança dos meus jogadores e tentar fazê-los ver a importância de representar a selecção nacional a este nível. Gosto de poder ajudar os jogadores a crescerem como futebolistas e como homens. Tento explorar ao máximo todo o seu potencial."