Holanda soma terceiro título sub-17

Pela sexta vez em sete anos a final foi decidida no desempate por penalties e desta feita, em solo inglês, a Holanda levou a melhor para somar o seu terceiro título de campeã da Europa de sub-17.

Daishawn Redan (Netherlands)
©Sportsfile

Pela sexta vez em sete anos a final do Campeonato da Europa de Sub-17 da UEFA foi decidida num desempate por pontapés da marca de grande penalidade – e a Holanda mostrou aí maior firmeza, igualando assim o registo de três títulos de Espanha e Itália.

Numa final emocionante, diante da Itália, a Holanda marcou primeiro mas viu o adversário chegar ao empate a sete minutos do fim, levando a decisão para os penalties. Os holandeses foram, depois, superiores nesse desempate, vencendo por 4-1 – naquele que foi o seu terceiro triunfo consecutivo em desempates por penalties na prova, depois de terem também dessa forma deixado pelo caminho Irlanda, nos quartos-de-final, e Inglaterra, nas meias-finais.

A Holanda afirmou-se como candidata à conquista do troféu logo no seu primeiro jogo no Grupo D, ao despachar a Alemanha com 3-0, tendo Daishawn Redan assinado dois golos. Redan voltou, depois, a marcar ante a campeã em título, a Espanha, num jogo em que os holandeses triunfaram por 2-0, carimbando o passaporte para os quartos-de-final ainda com um jogo por disputar. A Espanha reagiu bem ao desaire ante a Holanda, impondo uma goleada de 5-1 à Alemanha, enquanto um bis de Brian Brobbey ajudou, depois, a selecção "laranja" a bater na terceira e última jornada uma Sérvia que já havia sido derrotada por espanhóis e alemães.

A outra equipa a somar por vitórias os seus três jogos na fase de grupos foi a Bélgica, que derrotou a República da Irlanda por 2-0, Bósnia e Herzegovina por 4-0 e Dinamarca por 1-0, terminando assim a sua campanha no Grupo C com sete golos sem resposta. Por seu lado, tanto a Bósnia e Herzegovina como a Irlanda derrotaram a Dinamarca, deixando tudo para decidir no seu frente-a-frente, na derradeira jornada. Troy Parrott, que já tinha sido o herói dos irlandeses com um remate de longe certeiro contra a Dinamarca, voltou a marcar, desta feita de livre directo, e a Irlanda derrotou os bósnios por 2-0.

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Outras selecções escandinavas tiveram melhor sorte no Grupo B, com a Noruega a terminar no primeiro lugar e a Suécia, com uma vitória por 1-0 sobre Portugal na terceira jornada, a ficar em segundo, ditando a eliminação da selecção portuguesa, campeã em 2016. Noruega, Eslovénia e Portugal somaram, todos, triunfos sobre a Eslovénia, com a Noruega a derrotar a Suécia e a empatar 0-0 com Portugal.

A selecção da casa, a Inglaterra, entrou bem no Grupo A, com vitórias Israel e Itália, ambas por 2-1, dando-se ao luxo de perder 1-0 com a Suíça na terceira jornada e, ainda assim, seguir em frente. Isto porque a Itália tinha batido a Suíça por 2-0 na jornada inaugural e as duas tinham derrotado Israel, com os "azzurri" a levarem a melhor no desempate a três graças à diferença de golos, à frente de ingleses e suíços, que dessa forma ficaram pelo caminho.

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Os quartos-de-final foram pautados pelo equilíbrio. A Itália afastou a Suécia com uma vitória por 1-0, a Inglaterra bateu a Noruega por 2-0, a Bélgica deu a volta ao resultado para destronar a campeã Espanha com um triunfo por 2-1 e a Irlanda levou a Holanda para os penalties. O irlandês Adam Idah permitiu a defesa de Joey Koorevaar logo na primeira grande penalidade e as suas selecções foram, depois, convertendo os respectivos penalties até que James Corcoran pareceu defender o disparo de Redan que daria o triunfo à Holanda. Porém, Corcoran mexeu-se antes do tempo, recebendo um segundo cartão amarelo por esse acto, e Redan, na repetição do seu penalty, perante o guarda-redes improvisado Oisin McEntee, não perdoou.

A Holanda voltou novamente a necessitar dos penalties depois de um nulo na semifinal com a Inglaterra. Dessa feita o desempate por pontapés da marca de grande penalidade foi até à morte súbita, onde Koorevaar travou o disparo de Folarin Balogun para dar aos holandeses um triunfo por 6-5, tendo os gémeos Jurriën e Quinten Timber apontado os dois derradeiros penalties da selecção "laranja". Na outra meia-final a Itália prevaleceu por 2-1 frente à Bélgica. Yorbe Vertessen, que marcou o golo que na altura valeu a igualdade no marcador aos belgas, e Edoardo Vergani, que assinou o tento da vitória italiana, chegaram ambos ao topo da tabela dos goleadores da fase final, com quatro golos cada.

À excepção de uma das finais desde 2012, ano em que foi abolido o prolongamento neste escalão etário, todas as outras foram decididas nos penalties e, uma vez mais, a decisão acabou por seguir para o desempate por grandes penalidades. Samuele Ricci e Alessio Riccardi, com dois golos soberbos no espaço de três minutos perto da hora de jogo ainda colocaram a Itália a vencer por 2-1, depois de Quinten Timber ter dado vantagem à Holanda, mas a 16 minutos do apito final Brobbey restabeleceu a igualdade. E, pelo terceiro jogo seguido, Koorevaar brilhou no desempate por penalties, desta feita parando os dois primeiros disparos dos italianos. Os pupilos de Kees van Wonderen triunfaram por 4-1, tendo convertido todas as 15 grandes penalidades que bateram na Inglaterra.

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