Ribéry "na lua" com vitória do Bayern

Franck Ribéry sentiu-se “na lua” depois de ter sido escolhido como melhor em campo na vitória do Bayern sobre o Chelsea, cujos jogadores mostraram-se orgulhosos do seu desempenho.

Depois de vencer o Prémio Melhor Jogador da UEFA na Europa, Franck Ribéry foi escolhido como melhor em campo
Depois de vencer o Prémio Melhor Jogador da UEFA na Europa, Franck Ribéry foi escolhido como melhor em campo ©Getty Images

Escolhido como o melhor em campo, Franck Ribéry disse estar “na lua” após coroar uma magnífica semana, na qual ganhou o Prémio Melhor Jogador da UEFA na Europa, com um golo na vitória do FC Bayern München sobre o Chelsea FC na SuperTaça Europeia. O guarda-redes Manuel Neuer revelou-se modesto sobre a sua contribuição decisiva no desempate nas grandes penalidades, ganha pelo Bayern por 5-4 depois do empate 2-2 obtido no final do prolongamento, situação que deixou Petr Čech e Gary Cahill abatidos.

Franck Ribéry, médio do Bayern
Eu estava realmente eufórico, mas hoje jogámos 120 minutos e ainda tivemos o desempate por penalties. Estou muito feliz pela equipa e pelo treinador, porque ele foi especial para ele [Josep Guardiola], principalmente devido à sua rivalidade com [José] Mourinho, mas tivemos a sorte do nosso lado.

É importante para Guardiola ganhar, conquistámos tudo na época passada, e não é fácil para ele dar seguimento a isso. Toda a equipa sente pressão, mas ela é maior para o treinador. Isto ajuda-nos e confere o ímpeto necessário, mas ele é um excelente treinador. Faz um óptimo trabalho e estamos satisfeitos com ele.

Manuel Neuer, guarda-redes do Bayern
Felizmente, no fim acabámos por ganhar, mesmo que tenha sido necessário muito trabalho. A equipa mostrou muita coragem. Mantivemos a pressão até ao fim, mas deu para ver que todos os nossos jogadores queriam ganhar, e isso teve um efeito positivo. Desta vez não foi o Chelsea que levou o jogo para penalties, mas sim nós. Felizmente, tudo correu pelo melhor nos penalties. É bom saber que contribui para a nossa vitória.

Philipp Lahm, defesa do Bayern
É fantástico. Foi a isto que nos propusemos e puderam ver que toda a equipa trabalhou até ao fim para garantir a conquista deste troféu. Agora somos a primeira equipa do Bayern a levar a SuperTaça para Munique, o que torna tudo ainda mais especial. Por vezes dificultamos as coisas a nós próprios, ao falhar no instinto finalizador que sabemos ter. Neste momento, precisamos de muitas oportunidades para marcar um golo, e sem dúvida que temos de melhorar nesse aspecto.

Petr Čech, guarda-redes do Chelsea
Foi um grande jogo, disputado sob uma atmosfera fantástica, para a qual contribuiu em muito a qualidade do futebol apresentado. As oportunidades de golo e os momentos de interesse mantiveram os espectadores presos ao encontro. Foi uma excelente ideia trazer a SuperTaça Europeia para Praga e foi tudo organizado de forma soberba. O estádio é mais atractivo para o futebol o que o do Mónaco, foi uma excelente opção por parte da UEFA. Toda a gente apreciou esta noite.

Foi especial para mim jogar em casa, sem defrontar uma equipa checa. Tratava-se de um estádio neutro, repleto de adeptos do Chelsea e do Bayern; foi pena não termos conseguido um desfecho diferente. Nunca é fácil quando se sofre um golo no último minuto, mas o futebol, às vezes, é assim. Há dois anos o resultado acabou por ser o contrário.

Gary Cahill, defesa do Chelsea
Estivemos bem, mas o futebol, por vezes, é cruel. Lutámos muito, em especial no prolongamento, mas não foi suficiente. Cheguei a pensar que o seria. É duro, sobretudo tendo sofrido o golo como sofremos. É preferível quando se sofre um golo num remate ao ângulo e se diz 'que grande golo, não podíamos fazer nada para o impedir'. Mas foi um golo que resultou de um mau domínio de bola, de um pequeno ressalto, e que acabou por trair todo o nosso esforço.

Mantivemo-nos fiéis ao nosso plano de jogo. Defrontámos um adversário repleto de jogadores de qualidade. A forma como eles avançaram sobre a nossa defesa chegou a ser, por vezes, temível, com muitas sobreposições sobre as alas, sobretudo através de [Arjen] Robben e [Franck] Ribéry. A certa altura parecia que estava a jogar novamente a final da Champions League [de 2012]. Penso que defendemos bem enquanto equipa, demonstrámos o espírito certo e ficámos a escassos segundos de erguer o troféu.

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