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Confrontos clássicos na Supertaça Europeia: surpresas, jogos com nove golos e dérbis

A prova que abre tradicionalmente a temporada europeia tem proporcionado muitas emoções ao longo dos anos.

Golos clássicos na Supertaça

A 51ª edição da Supertaça Europeia terá lugar em Salzburgo, na Áustria, a 12 de Agosto, com o Paris (vencedor da Champions League) a defrontar o Aston Villa (vencedor da Europa League).

Actualizações: Paris - Villa

Antes da partida, recordamos alguns dos confrontos mais memoráveis na competição ao longo dos anos. Qual é o seu favorito?

Galatasaray 2-1 Real Madrid (2000, Mónaco)

Depois de ter surpreendido o Arsenal na final da Taça UEFA, o Galatasaray voltou a causar sensação ao derrotar o Real Madrid, vencedor da Champions League e repleto de estrelas. Um penálti marcado por Mário Jardel e outro por Raúl González levaram o jogo para prolongamento, onde foi Jardel quem acabou por se revelar o herói: o avançado brasileiro deu o melhor seguimento a um cruzamento rasteiro e de Fatih Akyel para assinar o golo de ouro — a única vez em que a Supertaça Europeua foi decidida dessa forma.

Liverpool 3-2 Bayern München (2001, Mónaco)

O Liverpool resistiu a uma vigorosa reacção do Bayern e acrescentou mais um troféu à sua colecção, após conquistar a Taça da Liga Inglesa, a Taça de Inglaterra e a Taça UEFA na época 2000/01. Os Reds chegaram a uma vantagem de 3-0 graças a um remate à queima-roupa de John Arne Riise, a um belo golo de Emile Heskey e a um remate instintivo de Michael Owen. O Bayern criou um final de jogo tenso na sequência dos cabeceamentos certeiros de Hasan Salihamidžić e de Carsten Jancker, mas a equipa de Gérard Houllier aguentou firme para conquistar a segunda Supertaça Europeia do clube.

Atleti 4-1 Chelsea (2012, Mónaco)

Supertaça de 2012: Atlético 4-1 Chelsea

Radamel Falcao foi a grande estrela do jogo, tornando-se o único jogador a assinar um hat-trick numa edição da Supertaça Europeia disputada a um único jogo, inspirando o Atlético. Os três golos do avançado colombiano surgiram na primeira parte: um remate delicado por cima do guarda-redes para abrir o marcador, seguido de um segundo golo com efeito e um potente remate mesmo no final da primeira parte. Miranda marcou o quarto golo na segunda parte antes de Gary Cahill assinar o golo de honra para os Blues, mas é o nome de Falcao que ficará para sempre associado à última final disputada no Mónaco.

Barcelona 5-4ap Sevilla (2015, Tbilisi)

A final com mais golos da história da competição viu o Barcelona levar a melhor num encontro extraordinário contra o Sevilha. Curiosamente, os três primeiros golos foram todos marcados em livres directos: Éver Banega abriu o marcador com um remate com efeito, antes de Lionel Messi responder com dois tentos magistrais. Rafinha marcou o terceiro golo do Barça antes do intervalo e, quando Luis Suárez fez o quarto, parecia que o jogo estava decidido. Mas um remate à queima-roupa de José Antonio Reyes deu esperança ao Sevilha, antes de o penálti de Kevin Gameiro e o golo de empate de Yevhen Konoplyanka levarem este confronto emocionante para prolongamento. Pedro Rodríguez acabaria por ser o herói do jogo, aproveitando um ressalto aos 115 minutos e permitindo ao Barça triunfar numa disputa inesquecível.

Atleti 4-2ap Real Madrid (2018, Tallinn)

A primeira Supertaça Europeia entre equipas da mesma cidade deu origem a um clássico, com o Atlético a levar a melhor sobre o Real Madrid. Diego Costa marcou o golo mais rápido de sempre numa Supertaça Europeia com um remate fulminante aos 50 segundos, antes de Karim Benzema empatar de cabeça. Um penálti de Sergio Ramos na segunda parte deu vantagem ao Real Madrid, mas o segundo tento de Diego Costa levou o jogo para prolongamento, onde um golo espectacular de Saúl Ñíguez e um remate certeiro de Koke garantiram a vitória ao Atlético. Este jogo continua a ser a ocasião mais recente em que o detentor da Europa League triunfou sobre o vencedor da Champions League.

Liverpool 2-2ap Chelsea (5-4 nos penáltis, 2019, Istambul)

Liverpool - Chelsea: desempate por penáltis na Supertaça Europeia 2019

Apenas uma semana depois de se juntar ao Liverpool como jogador livre, o guarda-redes espanhol Adrián foi o herói inesperado dos Reds, quando a sua equipa derrotou o Chelsea no desempate por penáltis da primeira Supertaça Europeia inteiramente inglesa. Depois de os golos de Olivier Giroud e de Sadio Mané terem levado o jogo para prolongamento, o segundo golo de Mané foi anulado por um penálti de Jorginho, levando à segunda série de penáltis da história da Supertaça Europeia. Depois de as primeiras nove tentativas terem sido todas convertidas, Adrián defendeu o remate de Tammy Abraham com as pernas, gravando assim o seu nome nos livros de história do clube.