Gabi e Gameiro sobre a força do Atlético, o Sporting e a Europa League

Gabi e Kévin Gameiro falam com o UEFA.com sobre o Atlético e a eliminatória com o Sporting e o francês recordou ainda o seu triunfo sobre o Benfica na final de 2014 da Europa League.

Capitão do Atlético, Gabi lembra que "no futebol actual, todas as equipas são capazes de criar dificuldades", antes de defrontar o Sporting
Capitão do Atlético, Gabi lembra que "no futebol actual, todas as equipas são capazes de criar dificuldades", antes de defrontar o Sporting ©Getty Images

Antes do embate desta quinta-feira com o Sporting, o UEFA.com esteve à conversa com dois jogadores do Atlético Madrid, o capitão Gabi e o avançado Kévin Gameiro, sobre as qualidades da turma madrilena, sobre a eliminatória com os "leões" e sobre como é trabalhar sob as ordens de Diego Simeone. O atacante francês recordou ainda outro embate com outra formação portuguesa, quando marcou o penalty decisivo do triunfo do Sevilha sobre o Benfica na final da UEFA Europa League 2013/14, uma das três ocasiões em que já conquistou esta competição.

Onde reside a força do Atlético

Apesar de ter ficado aquém das expectativas na UEFA Champions League esta temporada, o Altético segue no segundo lugar da Liga espanhola, apenas atrás do líder Barcelona, e é apontado como um dos favoritos a conquistar a UEFA Europa League. O capitão Gabi diz que o sucesso que o clube tem vivido nos últimos anos reside "sobretudo na qualidade individual e no sacrifício de cada jogador para perceber o que é jogar pelo Atlético".

"Quando vemos um jogador como Antoine Griezmann a recuar até à nossa área para defender, a trabalhar, a correr e a não dar nenhuma bola como perdida percebemos que sabe o que é o Atlético de Madrid, o que é jogar para a equipa. E com jogadores desse nível a darem sempre o seu máximo é difícil esta equipa perder", explica Gabi.

Trabalhar às ordens de Diego Simeone

Um dos grandes responsáveis por o Atlético se ter voltado a tornar numa equipa temível nos palcos europeus nos últimos anos, com a presença em duas finais da UEFA Champions League, é o treinador Diego Simeone. Gabi recorda a sua chegada ao clube: "Ele chegou numa altura difícil. Tínhamos sido eliminados da Taça de Espanha por uma equipa do terceiro escalão e, com a sua forma de trabalhar árdua, conseguiu unir toda a gente de forma a darmos a volta aos acontecimentos. Não só conseguiu isso, como levou o clube a conquistar troféus."

"Ele dá muitos conselhos aos jogadores e diz em que aspectos cada um pode melhorar. Trata todos da mesma forma e é muito comunicativo, explicando aos jogadores o que cada pode trazer à equipa".

A eliminatória com o Sporting

Afastado da UEFA Champions League na fase de grupos e transferido para os 16 avos-de-final da UEFA Europa League, o Atlético começou por afastar, nessa fase da competição, o Copenhaga, antes de deixar pelo caminho o Lokomotiv Moscovo nos oitavos-de-final. Agora segue-se o Sporting, nos quartos-de-final. "A verdade é que nunca prestamos muita atenção ao nome do nosso adversário. Seja o Sporting, o [Real] Madrid ou o Barcelona, penso que temos capacidade para derrotar qualquer equipa. Porém, não nos esquecemos que, no futebol actual, todas as equipas são capazes de criar dificuldades. Precisamos, pois, de estar concentrados e fazer o nosso trabalho como sempre fazemos. Naturalmente, espero que consigamos passar à próxima ronda", refere Gabi.

Já o avançado Kevin Gameiro espera dificuldades. "Vai ser um jogo complicado. Eles são uma equipa muito boa", salienta o francês. "Não podemos relaxar e teremos de estar concentrados no nosso objectivo. Acima de tudo, temos de evitar ao máximo que eles marquem em nossa casa, tentar vencer e, depois, se for preciso, marcar os golos fora necessários para ultrapassarmos esta eliminatória. Sei que todos nos apontam como os grandes favoritos a vencer esta competição, mas há ainda muitas equipas de qualidade em prova".

Kevin Gameiro e a UEFA Europa League

Gameiro sabe do que fala. Ao serviço do Sevilla FC conquistou por três vezes a UEFA Europa League. Mas um triunfo em particular não lhe sai da memória, curiosamente frente a outra formação portuguesa. "Diria que esta é a minha competição. Diria que, de certa forma, este troféu é um pouco meu. A primeira vez que o conquistei, vencemos o Benfica na final no desempate por penalties e fui eu que acabei por converter a grande penalidade decisiva. É um momento que vou guardar comigo para sempre! Espero voltar a conquistar a competição esta época, mas ainda há um longo caminho pela frente. Ainda só estamos nos quartos-de-final".

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