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Análise do Jogo Swissquote: Sevilha 3-1 Dínamo Zagreb

Os Observadores Técnicos da UEFA analisam o triunfo do hexacampeão sobre o Dinamo Zagreb, na primeira mão do "play-off" da UEFA Europa League.

Análise do jogo Swissquote: Sevilha 3-1 Dinamo Zagreb

O Sevilha, seis vezes vencedor da competição, começou a sua mais recente campanha na UEFA Europa League com uma vitória por 3-1 sobre o Dinamo Zagreb, na primeira mão do "play-off", na quinta-feira.

Vários golos no final da primeira parte foi um aspecto decisivo numa noite marcada por contributos significativos do veterano médio Ivan Rakitić e de Anthony Martial, novo avançado dos andaluzes, como destaca o painel de Observadores Técnicos da UEFA.

Como tudo aconteceu: Sevilha 3-1 Dinamo Zagreb

Golos

Resumo: Sevilha 3-1 Dinamo Zagreb

1-0: Ivan Rakitić (13, penálti)
O capitão do Sevilha enganou Dominik Livaković com um remate rasteiro, após ter começado a jogada que levou à marcação da grande penalidade. Depois de Jules Koundé ter ganho a bola no meio-campo do Sevilha, o passe longo de Rakitić serviu Martial para um remate que Livaković defendeu. Na recarga, Alejandro Gómez picou por cima do guardião e foi depois tocado por este.

1-1: Mislav Oršić (41)
Melhor jogador do Dinamo, Oršić marcou pelo quarto jogo consecutivo em todas as competições. Quando Diego Carlos deixou passar por cima o cruzamento de Stefan Ristovski, o oportuno Oršić recebeu no peito e rematou rasteiro junto ao poste.

2-1: Lucas Ocampos (44)
O veloz argentino culminou uma impressionante exibição ao apontar o segundo golo do Sevilha. A partir de um canto que não foi totalmente aliviado, Rakitić recolocou a bola na área, onde Josip Šutalo a desviou e deixou à mercê de Ocampos. O argentino remtou forte e ainda beneficiou de um desvio de Bruno Petković para bater o guarda-redes.

3-1: Anthony Martial (45+1)
O primeiro golo de Martial desde que chegou por empréstimo do Manchester United aconteceu após um contra-ataque fluído iniciado por Munir, que ganhou uma bola dividida à entrada da sua área. Seguiu-se um ataque rápido e com vários jogadores da casa. Ocampos conduziu o ataque e serviu Marcos Acuña na esquerda, que por sua vez colocou em Gómez à entrada da área. O jogador de 34 anos mostrou compostura e visão na assistência para Martial, que rematou rasteiro e cruzado, sem hipóteses para Livaković.

Tácticas

Sevilha

O Sevilha esquematizado em 4-2-3-1
O Sevilha esquematizado em 4-2-3-1

O Sevilha montou um 4-2-3-1 com Diego Carlos (20) a fazer parceria no eixo com Karim Rekik (4) e Koundé (23) a substituir Jesús Navas como lateral-direito (16). Sem o veterano jogador, o lateral mais impulsionador foi Acuña (19), que terminou a noite com cinco ataques – total superado apenas por Ocampos (5), no lado direito do ataque, e Marcial (22), ambos com sete.

Fernando (25) e Rakitić (10) jogaram como médios recuados, com Gómez (24) a mostrar a sua competência como médio-ofensivo, ladeado por Ocampos e Munir (11), cabendo a Martial ser o único avançado, muito móvel no terreno.

Dinamo Zagreb

Com a bola em sua posse, o Dinamo Zagreb apresentou-se em 3-4-3
Com a bola em sua posse, o Dinamo Zagreb apresentou-se em 3-4-3

Željko Kopić, treinador do Dinamo, manteve a defesa a três que implementou desde que chegou ao campeão croata, no início de Dezembro. Com muitos jogadores em zonas centrais, procuraram jogar em contra-ataque. Apesar de terem defendido em 5-4-1, quando em posse, a equipa mudava para 3-4-3, com os laterais Stefan Ristovski (13) e Petar Bočkaj (96) a avançarem e os alas Deni Jurić (39) e Oršić (99) a moverem-se para zonas interiores e servindo de apoio a Petković (21), o forte avançado dos visitantes que chamou a atenção pelos problemas que causou à defesa espanhola.

Destaques

Há oito anos Rakitić ergueu o troféu da UEFA Europa League, no seu último jogo durante a primeira passagem pelo Sevilha. Completa 34 anos no próximo mês, mas ainda assim mostrou a sua contínua importância para o Sevilla ao contribuir com experiência, conhecimento táctico e visão de jogo fantástica frente ao Dínamo. Deu o mote com o brilhante passe longo que lançou Martial, na jogada que viria a terminar com o penálti que o próprio croata converteu. Não foi a única vez que Rakitić procurou o passe longo para a corrida de Martial, que mostrou boa movimentação no ataque, bem como a forte técnica e capacidade de finalização que lhe renderam o primeiro golo desde Outubro.

O Sevilla é uma equipa sólida e trabalhada com mestria, mas na quinta-feira a característica pela qual se destacou foi a forma como jogou em contra-ataque, principalmente numa primeira parte em que o ataque às balizas se revezou a um ritmo intenso.

Tanto o primeiro como o terceiro golos surgiram de contra-ataques e a formação da casa terminou a noite com três golos num jogo pela primeira vez desde 24 de Outubro. Ocampos, com 20 passes no último terço, foi um dos seus jogadores mais brilhantes no ataque, chamando a atenção do Observador Técnico da UEFA pela sua capacidade de atacar a retaguarda do Dinamo.

Anthony Martial celebra após marcar o terceiro golo do Sevilha frente ao Dinamo Zagreb
Anthony Martial celebra após marcar o terceiro golo do Sevilha frente ao Dinamo ZagrebUEFA via Getty Images

O Dinamo chegou ao sul de Espanha com sete vitórias em oito jogos sob o comando de Kopić, e com Oršić em particular a atravessar excelente momento de forma, ele que marcou o golo da vitória frente ao West Ham em Dezembro. Móvel e tecnicamente dotado, o extremo-esquerdo teve mais remates (cinco) do que qualquer outro jogador em campo, começando com um de fora da área que Yassine Bounou desviou, logo aos nove minutos.

No entanto, o Dinamo pagou caro pela falta de concentração – e possivelmente por alguma falta de experiência – com dois golos sofridos num curto espaço de tempo após empatar. Sofreu mais um revés psicológico aos 53 minutos, quando Bounou fez uma brilhante dupla-defesa, negando o golo a Rasmus Lauritsen e Jurić. Há momentos definidores em todos os jogos e, na quinta-feira, todos penderam a favor do Sevilha.

Declarações dos treinadores

Julen Lopetegui, treinador do Sevilha
"Há jogos em que tivemos muito mais ocasiões do que hoje. É verdade que fomos mais eficientes nesse aspecto, mas houve momentos em que faltou calma. Talvez também tenha faltado um pouco de controlo na segunda parte; se isso tivesse acontecido, teríamos causado ainda mais estragos ao adversário. Em certos momentos não foi fácil, pois foi um jogo muito físico. Mas eles são muito perigosos no ataque e a eliminatória ainda só vai a meio".

Željko Kopić, treinador do Dinamo Zagreb
"A impressão que deixámos com a nossa exibição foi melhor do que o resultado final. Se tivéssemos sido mais calmos em alguns momentos teríamos conseguido um resultado melhor. Em alguns momentos-chave que decidiram o jogo não tomámos as melhores decisões. Acho que tivemos mais oportunidades claras do que o Sevilha, mas eles é que aproveitaram".

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