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Lendas do Porto recordam triunfo épico em 2003

Jorge Costa e Vítor Baía partilham com o UEFA.com as memórias da conquista da Taça UEFA em 2003.

Jorge Costa e Vítor Baía festejam a conquista da Taça UEFA em 2003
Jorge Costa e Vítor Baía festejam a conquista da Taça UEFA em 2003 Bongarts/Getty Images

Numa altura em que se assinala o 17º aniversário do triunfo do FC Porto na Taça UEFA de 2003, o UEFA.com falou com os dois capitães de equipa, Jorge Costa e Vítor Baía. A dupla recordou essa conquista em Sevilha, após uma final épica ganha pelos "dragões" frente ao Celtic, por 3-2, após prolongamento.

Sobre o começo dessa época dourada dos “azuis-e-brancos”, Vítor Baía afirmou que “foi muito emocionante e um sentimento de orgulho. Foi fantástico. Tivemos o privilégio e a sorte de fazer parte de um dos mais belos e marcantes momentos da história do FC Porto e também de a poder escrever, a letras de ouro”.

Resumo da final de 2003: Porto de Mourinho triunfa em Sevilha
Resumo da final de 2003: Porto de Mourinho triunfa em Sevilha

O percurso portista teve ainda o condão de lançar na ribalta José Mourinho, que se revelou decisivo na campanha do clube, com os capitães a salientarem a importância do seu treinador, à procura, também ele, da sua afirmação no panorama europeu.

A caminhada para a final de Sevilha teve alguns altos e baixos e Vítor Baía destaca um momento particular em que a mestria de José Mourinho ajudou a dar a volta a uma eliminatória que estava complicada, depois da derrota caseira do FC Porto no antigo Estádio das Antas, por 1-0, ante o Panathinaikos.

O FC Porto bateu o Celtic por 3-2 na final de Sevilha
O FC Porto bateu o Celtic por 3-2 na final de SevilhaPopperfoto via Getty Images

Baía recorda que o treinador se virou para um jogador português que actuava no emblema grego, Chaínho, e lhe disse para passar a seguinte mensagem para o resto da equipa: “Diz aos teus companheiros para se acalmarem porque nós vamos passar. Ainda precisam de ganhar a eliminatória. Nós vamos lá ganhar! Depois virou-se para os adeptos e disse-lhes para se acalmarem, que a eliminatória ainda não tinha terminado.”

E, com efeito, nada estava acabado. Revitalizados com os métodos motivacionais de Mourinho, os "dragões" protagonizaram uma espectacular reviravolta na capital grega. “Ele instalou uma atitude diferente nas nossas cabeças e deu a volta à nossa energia negativa”, explica Baía, transformando-a em algo de positivo e que fez a diferença em Atenas, onde o Porto viria a prevalecer por 2-0, após prolongamento.

Jorge Costa recordou a seguir a épica eliminação da Lázio nas meias-finais, iniciada com uma goleada por 4-1 no Estádio das Antas, numa partida em que o Porto se viu a perder logo aos seis minutos, afirmando a sua importância no patamar europeu. “Foi muito útil para a Champions League do ano a seguir. Fizemos um grande jogo contra uma excelente equipa, pois, como sabemos, e ainda é assim, quando uma formação italiana se encontra na frente do marcador tornam-se ainda mais perigosa.”

O Porto ganharia de forma concludente e o antigo defesa-central afirma que “este foi o jogo que fez a diferença e que nos marcou, ao mesmo tempo que nos mostrou que tudo era possível, que nos era permitido sonhar, pois penso que fizemos tudo de forma perfeita”.

Derlei logo após marcar o golo que valeu a vitória ao FC Porto
Derlei logo após marcar o golo que valeu a vitória ao FC PortoPopperfoto via Getty Images

A final, disputada no Olímpico de La Cartuja de Sevilha, foi um carrossel de emoções, com o Porto a ganhar vantagem por duas vezes e a ver o Celtic empatar logo de seguida, cabendo a Derlei resolver a contenda a cinco minutos do final do prolongamento.

Baía recorda que a “emoção da final foi indescritível e aqueles cinco minutos finais foram os mais difíceis da minha vida, porque sabíamos que eles iriam fazer tudo para chegar ao empate: iam jogar de forma mais directa”. Mas a confiança passada por Mourinho era muita: “Na minha cabeça só havia um pensamento: este é o nosso momento. Já tinha vencido a Taça [dos Vencedores] das Taças com o Barcelona, mas este [troféu], para mim e para os meus companheiros, era um sonho.”

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