Valência conquista Taça UEFA

Valencia CF 2-0 Olympique de Marseille
O Valência conquistou a Taça UEFA, numa final que ficou decidida pouco antes do intervalo.

O Valência fez a festa em Gotemburgo
O Valência fez a festa em Gotemburgo ©UEFA.com

Depois do FC Porto ter conquistado o troféu na época passada, o Valencia CF foi o grande vencedor da edição deste ano da Taça UEFA, numa final disputada com os franceses do Olympique de Marseille, em Gotemburgo, na Suécia. Vicente e Mista foram os autores dos golos, num jogo que ficou marcado pela expulsão do guarda-redes francês, Fabien Barthez.

O conjunto espanhol partiu para este embate na tentativa de “vingar” as duas recentes derrotas nas finas da UEFA Champions League de 2000 e 2001, além de tentar garantir um importante troféu depois da última conquista europeia na Taça das Taças, em 1980. Por outro lado, o Marselha tinha pelo seu lado a motivação de se poder tornar no primeiro clube gaulês a vencer a prova, depois da vitória na Liga dos Campeões, em 1993, e da derrota na final da Taça UEFA, em 1999.

Nas respectivas ligas nacionais, as duas equipas tiveram sortes diferentes. Os valencianos sagraram-se recentemente campeões em Espanha, conquistando a segunda liga nos últimos quatro anos. Por outro lado, os franceses tiveram um início de temporada atribulado, contudo, o panorama alterou-se com a chegada de José Anigo, ocupando actualmente a sétima posição, quando ainda falta uma jornada para terminar a Ligue 1.    

Mesmo sem Pablo Aimar na equipa titular, devido a lesão, o Valência começou a partida da melhor forma, tendo desperdiçado uma boa oportunidade de golo logo aos 7 minutos, por intermédio de Albelda. Barthez opôs-se da melhor forma ao remate do espanhol.

Os minutos iniciais do jogo foram de completo domínio da formação ‘che’, com maior tempo de posse de bola. Contudo, os franceses responderam aos 15 minutos, com uma boa ocasião de Marlet, com um perigoso remate de cabeça, após cruzamento de Meriem do lado direito. Aos 22 minutos, o Marselha causou novamente perigo na grande área espanhola, na sequência de um novo cabeceamento, desta feita por intermédio de Beye, numa altura em que os franceses já tinham algum ascendente na partida.

O jogo atravessou em seguida uma fase menos interessante, de alguma contenção de ambas as partes. Contudo, um minuto antes do descanso, Curro Torres efectuou um cruzamento tenso do lado direito, Mista ganhou posição de remate e foi derrubado por Barthez no interior da área. Pierluigi Collina assinalou grande penalidade e deu ordem de expulsão ao guardião francês.

Chamado a cobrar o "penalty", Vicente não desperdiçou a oportunidade e inaugurou o marcador, batendo o guardião Gavanon, que entretanto tinha entrado para o lugar de Meriem. O Valência terminou o primeiro tempo da melhor forma, com mais um jogador em campo e com uma importante vantagem no marcador, um tónico importante para encarar a segunda parte com outra tranquilidade.

A turma comandada por Rafael Benítez, naturalmente confiante pelos acontecimentos no final dos primeiros 45 minutos, entrou decidida no segundo período da partida e procurou manter a posse de bola, trocando-a entre os seus jogadores. Os pupilos de José Anigo ainda tentaram reagir, mas nada podiam fazer face à superioridade dos espanhóis.

Aos 58 minutos, o Valência chegou ao segundo golo, na sequência de uma boa iniciativa de Vicente no lado esquerdo, que culminou com um cruzamento com as medidas certas para Mista, o qual, isolado, não teve dificuldades para bater o desamparado Gavanon. O desfecho da final de Gotemburgo começava, então, a ficar traçado, uma vez que o Marselha não parecia capaz de conseguir anular a superioridade dos campeões espanhóis, à excepção de algumas iniciativas do inconformado Drogba, que, aos 66 minutos, obrigou Cañizares a uma defesa apertada, na sequência de um livre directo.

Os marselheses ainda procuraram o golo nos minutos finais, tendo tido uma boa oportunidade aos 80 minutos, com um remate fortíssimo de N'Diaye. Cañizares afastou a bola com dificuldade. Os espanhóis controlaram o jogo nos últimos minutos e celebraram a vitória na Taça UEFA após o apito final de Collina, num jogo que acabou por ser marcado pelo lance da expulsão de Barthez.