Sevilha bate Dnipro e faz história

FC Dnipro Dnipropetrovsk 2-3 Sevilla FC
Dois golos de Carlos Bacca ajudaram o Sevilha a conseguir o feito inédito de vencer pela quarta vez a competição.

Dnipro 2-3 Sevilha: a história em fotos ©Sportsfile

Sevilha bate Dnipro por 3-2 e soma quarta vitória na Taça UEFA/UEFA Europa League, feito inédito 
Equipa ucraniana coloca-se em vantagem aos sete minutos, mas consente reviravolta à meia-hora
Internacional polaco Grzegorz Krychowiak faz o empate para o Sevilha em Varsóvia
Ruslan Rotan repõe igualdade perto de intervalo e anula vantagem dada por Carlos Bacca 
Bacca bisa a 17 minutos do fim e decide partida para a equipa de Unai Emery

O Sevilla FC repetiu o triunfo de há um ano na final da UEFA Europa League, após derrotar o FC Dnipro Dnipropetrovsk por 3-2, tornando-se no primeiro clube a erguer por quatro vezes o troféu.

No entanto, a partida não podia ter começado melhor para o Dnipro. Fiel ao seu princípio de jogar no erro do adversário, a formação ucraniana colocou-se a vencer depois de Nikola Kalinić (79) combinar com Matheus, com o antigo jogador do SC Braga a devolver a bola para uma finalização de cabeça.

Todavia, o Sevilha não se deixou abater e, mantendo a pressão alta e uma circulação rápida de bola, depressa ficou perto de marcar: primeiro num remate de fora da área de José António Reyes (20) - que repetiu aos 27 – e depois numa grande defesa de Denys Boyko (24) a uma cabeçada de Grzegorz Krychowiak.

Na sequência do segundo remate de Reyes, que Jaba Kankava, desviou para canto, surgiu o empate, com o único polaco em campo – Krychowiak – a receber de Carlos Bacca e a bater o encoberto Boyko, num remate rasteiro.

Três minutos depois deu-se a reviravolta: Reyes, do meio-campo, desmarcou Bacca para o 2-1, após driblar o No71 ucraniano. Até então discreto na partida, Yevhen Konoplyanka deu vida à reacção do Dnipro e foi dele a resposta que conduziu ao empate, pelo caminho obrigando Sergio Rico (37) a uma grande defesa.

Aleix Vidal (42) quis imitar o ucraniano, mas a bola saiu por cima da barra, deixando aberta a porta para o momento de inspiração de Ruslan Rotan (44), na cobrança do livre directo que deu o 2-2.

Com apenas Daniel Carriço, dos quatro portugueses convocados, em campo, Beto e Diogo Figueiras, do Sevilha, e Bruno Gama, do Dnipro, viram a segunda parte iniciar-se com o estreante em finais mais pressionante, enquanto o Sevilha, vencedor em 2006, 2007 e 2014, queria o quarto título no jogo 50 de Unai Emery na prova, mas mostrava-se mais cauteloso.

Boyko (68) mostrou reflexos num canto de Ever Banega numa fase em que o Dnipro tinha dificuldade em ter a bola, mas nada pôde fazer quando Bacca (73) aproveitou uma perda de bola para bisar na partida, assistido por Vitolo. Boyko (80) negou depois o "hat-trick" ao colombiano.

Até final, Matheus (87) desfaleceu e teve que sair em maca, deixando o Dnipro com dez homens, enquanto o Sevilha seguia rumo à fase de grupos da UEFA Champions League de 2015/16.