O UEFA.com funciona melhor noutros browsers
Para a melhor experiência possível recomendamos a utilização do Chrome, Firefox ou Microsoft Edge.

Santos Tartu pronto para ir ainda mais além

Baptizado em honra do clube que deu a conhecer Pelé e com músicos, estudantes e guardas prisionais na equipa, o Santos Tartu anseia pela estreia na UEFA Europa League.

O Santos Tartu será um dos 18 estreantes na edição desta época da UEFA Europa League
O Santos Tartu será um dos 18 estreantes na edição desta época da UEFA Europa League ©Tartu FC Santos

Uma equipa amadora da qual fazem parte um médico, um agente imobiliário, vários estudantes e um guarda prisional - representando um clube baptizado em honra da formação do Brasil pela qual Pelé brilhou durante 18 anos - vai estrear-se esta quinta-feira nas competições europeias frente ao Tromsø IL, presente na fase de grupos da UEFA Europa League em 2013/14. Apresentamos-lhe o FC Santos Tartu.

O Levadia ergue a Taça da Estónia ganha frente ao Santos Tartu
O Levadia ergue a Taça da Estónia ganha frente ao Santos Tartu©Hendrik Osula

Fundado em 2006, o Santos Tartu disputa o terceiro escalão do futebol da Estónia e, por vezes, chega a ter menos de 15 jogadores presentes nos treinos. Orientado pelo lituano Algimantas Liubinskas, o clube garantiu um lugar na Europa graças à extraordinária campanha na Taça da Estónia, que só terminou com a presença na final, em Maio último, frente ao campeão FC Levadia Tallinn (derrota por 4-0).

A paixão dos jogadores pelo futebol supera as dificuldades impostas pelo trabalho do dia-a-dia, ainda que este os impeça, por vezes, de cumprirem os seus compromissos futebolísticos. "Infelizmente nem todos conseguimos treinar regularmente", explicou Timo Teniste ao UEFA.com, médio de 28 anos que disputou 68 jogos no escalão principal e cujo irmão Taijo, internacional pela Estónia, joga na Noruega, onde representa o Sogndal IL Fotball. "Geralmente temos entre 18 a 24 jogadores em cada sessão. Às vezes não são tantos, mas pelo menos 14 estão lá sempre", salientou.

"Na nossa equipa temos músicos, um médico e um especialista em logística, mas a profissão mais incomum é a de guarda prisional, sendo que há também vários estudantes. Muitos de nós jogamos juntos há vários anos e esse é apenas um dos nossos pontos fortes", concluiu Teniste.

"A atitude dos nossos jogadores é muito profissional", acrescentou Meelis Eelmäe, presidente do clube. "A maior parte deles opta mesmo por ter um emprego que não interfira com a prática do futebol. Não tememos ninguém e esta presença na Europa vai oferecer-nos uma experiência única. Isso é o mais importante para nós. Mas não queremos ficar por aqui. Queremos chegar ao escalão principal em dois anos e voltar às competições europeias em três."