Gaitán: Benfica com pequena vantagem, mas preciosa

Nicolás Gaitán ficou satisfeito com a vitória fora do Benfica por 1-0, mas avisou que "a eliminatória ainda não está resolvida", enquanto Esteban prometeu que o AZ vai dar tudo em Lisboa.

Salvio festeja o golo com Maxi Pereira e André Gomes
Salvio festeja o golo com Maxi Pereira e André Gomes ©AFP/Getty Images

O SL Benfica deixou a Holanda com um sentimento de satisfação depois de ter marcado fora, não tendo sofrido golos.

Mas foi uma suada vitória, por 1-0, em especial na primeira parte, altura em que o AZ fez passar o ilustre visitante por um mau bocado, nesta primeira mão dos quartos-de-final da UEFA Europa League. 

Nicolás Gaitán, médio do Benfica
Foi um jogo difícil. Eles começaram bem e tiveram muito bem com a bola. No começo, passámos muito tempo atrás dela, sem muito sucesso. Mas aos 15, 20 minutos começámos a entrar no jogo e tudo mudou. Sabíamos que iria ser difícil, porque estudámos o AZ no vídeo e vimos que eram uma equipa talentosa. Assim, estamos satisfeitos por sair daqui com um bom resultado, apesar de sabermos que a eliminatória ainda não está resolvida.

Penso que marcámos um bom golo, podíamos ter marcado antes [por Óscar Cardozo] mas a bola veio para trás e o [Eduardo Salvio] acompanhou o lance e finalizou. Fez a diferença no encontro, apesar de a vantagem não ser muito confortável para o jogo da segunda mão. Temos que dar o nosso melhor em casa para seguir em frente.

Os nossos adeptos estiveram fantásticos. Vivemos o mesmo na ronda anterior em Londres [contra o Tottenham Hotspur FC]. É um sentimento de esperar que eles estejam sempre onde quer que joguemos, porque eles estão sempre lá e isso é muito moralizador.

Esteban, guarda-redes do AZ
Dominámos a primeira parte, pelo que sofrer um golo antes do intervalo foi como levar uma estalada na cara. Depois disso o Benfica jogou melhor. Se não tivessem marcado quando o fizeram, não estou a dizer que nós ganharíamos, mas que deveríamos estar na disputa pelo resultado. Provámos ainda que somos capazes de competir com uma equipa do seu nível.

Agora vamos a Portugal com o objectivo de jogar da mesma maneira que fizemos hoje. Não temos nada a perder. Não devemos ter receio de correr riscos. Prefiro perder por 3-0 lá e ter dado o nosso melhor, do que sair da prova sem pelo menos tentar seguir em frente.