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As finais europeias do Benfica

O Benfica está de volta às finais das competições europeias pela primeira vez em 23 anos e o UEFA.com recorda as oito anteriores, das quais apenas duas resultaram em vitórias.

José Águas ergue o troféu depois de o Benfica conquistar a Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1961
José Águas ergue o troféu depois de o Benfica conquistar a Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1961 ©Getty Images

Presença regular nas finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus na década de 1960, o SL Benfica vai voltar a disputar o encontro decisivo de uma prova europeia de clubes 23 anos depois, quando entrar em campo este mês para medir forças com o Chelsea FC na decisão da UEFA Europa League. O UEFA.com recorda as anteriores presenças das "águias" em finais.

1960/61 TCCE: vitória por 3-2 frente ao FC Barcelona
Depois de cinco anos de domínio do Real Madrid CF, o Benfica conseguiu finalmente tirar o título de campeão europeu de clubes aos "merengues". O troféu mudou-se de uma capital ibérica para outra após um jogo muito equilibrado, disputado em Berna. Sandor Kocsis e Zoltán Czibor apontaram os golos do Barcelona, mas tentos de José Águas e Mário Coluna para a formação treinada por Bela Guttmann e um golo de Antonio Ramallets na própria baliza, tiraram o troféu da mão dos espanhóis. As "águias" tinham levantado voo.

1961/62 TCCE: vitória por 5-3 frente ao Real Madrid CF
Ferenc Puskás assinou o seu segundo "hat-trick" em finais da prova pelo Real Madrid, mas foi ofuscado por Eusébio, que com dois golos em Amesterdão ajudou o Benfica a defender com êxito o cobiçado troféu. O Real, com Alfredo Di Stéfano, Puskás e Luis Del Sol no topo das suas carreiras, constituía um obstáculo de respeito para o Benfica. A formação portuguesa perdia por 3-2 ao intervalo, mas restabeleceu a igualdade por intermédio de Coluna antes de uma jovem estrela em ascensão, Eusébio, garantir o triunfo com dois remates sensacionais.

1962/63 TCCE: derrota por 2-1 frente ao AC Milan
Uma terceira presença consecutiva em finais para o Benfica, mas um desfecho diferente, no Wembley Stadium. O Milan, uma equipa repleta de jogadores de renome, como Gianni Rivera, Cesare Maldini e Giovanni Trapattoni, mostrou-se demasiado forte para as "águias", então orientadas por Fernando Riera. O jogo pode resumir-se a um duelo de pontas-de-lança, com José Altafini e Eusébio a assumirem o papel de principais figuras das respectivas equipas. E, se o português conseguiu inaugurar o marcador ainda no primeiro tempo, Altafini respondeu com categoria no segundo tempo, correspondendo da melhor forma a duas assistências de Rivera para oferecer a vitória à formação italiana.

1964/65 TCCE: derrota por 1-0 frente ao FC Internazionale Milano
Na sua quarta final em cinco épocas, o Benfica, agora sob as ordens de Elek Schwartz, sofreu frente ao Inter o mesmo desfecho que havia sofrido diante da outra formação de Milão, dois anos antes. Disputado em San Siro, num relvado encharcado e enlameado, este não foi um jogo para os mais puristas. O Benfica viu-se afectado pelas condições do terreno, que prejudicaram o seu tradicional estilo de jogo, baseado na troca de bola entre os seus jogadores, e o Inter acabou por ganhar vantagem perto do intervalo, por intermédio de Jair. Os italianos viram a sorte sorrir-lhes desde o momento que a UEFA decidiu que a final teria lugar no seu estádio.

Sir Matt Busby e Sir Bobby Charlton
Sir Matt Busby e Sir Bobby Charlton©Getty Images

1967/68 TCCE: derrota por 4-1 frente ao Manchester United FC (após prolongamento)
Depois de se ter tornado na primeira equipa a ganhar uma eliminatória graças à recém-implantada regra dos golos fora, frente ao Glentoran FC, logo na primeira ronda, o Benfica viu a sua sorte chegar ao fim na final de Wembley, precisamente onde, dois anos antes, Portugal sido derrotado pela Inglaterra nas meias-finais do Campeonato do Mundo. Uma grande defesa de Alex Stepney, perto do minuto 90, a remate de Eusébio, levou a decisão do encontro para prolongamento, depois de Bobby Charlton ter inaugurado o marcador para o United aos 54 minutos e de Jaime Graça ter restabelecido a igualdade para a turma lusa. Quando, no arranque do tempo extra, Charlton bisou diante dos pupilos de Otto Glória, a final pareceu ficar decidida, com golos de George Best e Brian Kidd a não serem mais do que a cereja no topo do bolo para o United.

1982/83 TU: derrota por 2-1 frente ao RSC Anderlecht (no total das duas mãos)
Quinze anos após a sua última presença em finais europeias, o Benfica regressou, mas voltou a não conseguir ultrapassar o derradeiro obstáculo. Orientada por Sven-Göran Eriksson, que na temporada anterior tinha levado o IFK Göteborg à vitória na Taça UEFA, a turma "encarnada" fez a "dobradinha" em Portugal, mas não conseguiu erguer o troféu na Europa. O Anderlecht tinha já deixado pelo caminho outra equipa portuguesa, o FC Porto, na segunda eliminatória, e começou a desenhar novo êxito quando um golo de Juan Lozano aos 38 minutos ofereceu aos belgas um empate 1-1 em Lisboa e um triunfo por 2-1 no conjunto das duas mãos da final.

1987/88 TCCE: derrota por 6-5 no desempate por penalties frente ao PSV Eindhoven (0-0 após prolongamento)
Atrás do seu terceiro título europeu de clubes, o Benfica acabou por se ver batido em circunstâncias desesperantes frente a uma equipa do PSV agraciada com uma excelente colheita de talentosos jogadores holandeses. Embora o grande "boom" desta geração "laranja" tenha acontecido com a vitória da Holanda no Campeonato da Europa de 1988, foi este triunfo da formação de Eindhoven a lançar as bases desse sucesso, em Estugarda, à custa de um Benfica treinado por Toni. Tratou-se de um jogo com poucos motivos de interesse, mas com um final dramático. Hans van Breukelen defendeu a grande penalidade cobrada por António Veloso e o Benfica perdeu, assim, a sua quinta final europeia seguida.

1989/90 TCCE: derrota por 1-0 frente ao AC Milan
Se 1988 pertenceu aos holandeses, poucas dúvidas houve de que 1990 era o ano da Itália, que não só foi palco do Campeonato do Mundo de futebol como viu as suas equipas ostentarem, em simultâneo, os três troféus europeus de clubes. Depois de Juventus e UC Sampdoria terem conquistado, respectivamente, a Taça UEFA e a Taça dos Vencedores das Taças, o Milan completou o feito sem precedentes frente a um Benfica novamente treinado por Eriksson. Um golo solitário de Frank Rijkaard chegou para bater as "águias" em Viena. A série de derrotas consecutivas do Benfica em finais europeias estendia-se, assim, para seis.

Legenda
TCCE: Taça dos Clubes Campeões Europeus
TU: Taça UEFA