Controlar a ansiedade

Carlos Carvalhal espera “controlar a ansiedade” do Sporting frente ao Atlético depois do nulo em Madrid, enquanto Quique Flores quer "estar preparado para todas as situações”.

O Sporting durante um treino
O Sporting durante um treino ©Getty Images

O treinador do Sporting, Carlos Carvalhal, espera “controlar a ansiedade” da sua equipa na recepção desta quinta-feira ao Club Atlético de Madrid, por ocasião da segunda mão dos oitavos-de-final da UEFA Europa League, depois do nulo verificado na capital espanhola na semana passada, enquanto o homólogo Quique Sanchéz Flores avisa: “Temos de estar preparado para todas as situações”.

“Antes do primeiro jogo, queríamos que a eliminatória fosse disputada até ao último segundo e vamos consegui-lo”, disse Carvalhal, que não poderá contar com Yannick Djaló devido a lesão e terá de efectuar alterações na defesa, uma vez que Tonel e Leandro Grimi estão suspensos, enquanto Daniel Carriço tenta recuperar a tempo de um problema na coxa esquerda. Carvalhal acrescentou: “Este jogo vai ser diferente do de Madrid. O Atlético vai apostar no contra-ataque, onde é muito forte. Este tipo de abordagem não é estranho, pois quem cá vem joga sempre assim. A maior diferença está na qualidade dos jogadores do Atlético. Vamos jogar contra uma grande equipa que fez grandes resultados ultimamente, vencendo o [FC] Barcelona por 2-1, o Valência [CF] por 4-1, apurou-se na Turquia, ante o Galatasaray AŞ e venceu no fim-de-semana com menos um. Esperamos um estádio com muitos adeptos, vamos tentar controlar a ansiedade e o adversário”.

Do lado do Atlético, Quique Sanchéz Flores, que tem a equipa na máxima força (o português Tiago não pode actuar na Europa pelos "colchoneros"), espera “um Sporting diferente”, que “vai tentar ter mais posse de bola e criar espaços na nossa defesa. O técnico que na época passada esteve ao serviço do Benfica, rival citadino dos "leões", continuou: “Temos de jogar com precaução e estar preparados para todas as situações. Haverá momentos para tudo, tanto para contra-atacar como para ter a bola. Para nós não interessa quem joga. Importa é quem actuar o faça com confiança e bem. Não pensamos em jogar com mais ou menos avançados independente de ser o Diego Forlán ou o Kun Agüero”.