Villa feliz com "loucura" valenciana

Autor de um "hat-trick", David Villa descreveu o empate 4-4 do Valência frente ao Bremen como "o jogo mais louco" em que participou, depois de a equipa espanhola se ter apurado graças aos golos marcados fora.

Os jogadores do Valência felicitam David Villa
Os jogadores do Valência felicitam David Villa ©Getty Images

David Villa, autor de um "hat-trick", e o companheiro de ataque Juan Mata festejaram o jogo mais louco das suas carreiras, depois de o Valencia CF ter conseguido um empate 4-4 em casa do Werder Bremen. O resultado garantiu o apuramento para os quartos-de-final da UEFA Europa League graças ao maior número de golos marcados fora.

A vantagem do Bremen na eliminatória, fruto do tento marcado fora na semana passada, no empate 1-1 em Espanha, desapareceu logo aos três minutos no Weserstadion, quando Villa começou a construir o seu "hat-trick". Mata também facturou, Hugo Almeida reduziu para os anfitriões, mas Villa voltaria a marcar, dando uma convincente vantagem à formação da La Liga ao intervalo, por 3-1.

Depois de ter desbravado caminho para chegar à final da Taça UEFA na época passada, o Bremen regressou dos balneários determinado a discutir a eliminatória. Um penalty convertido por Torsten Frings, juntamente com um golo de Marko Marin, fizeram o 3-3, com cerca de 30 minutos ainda para jogar. Villa completou o "hat-trick", com um golo que se mostrou decisivo na eliminatória, mas o cabeceamento de Claudio Pizarro, aos 84 minutos, certamente assegurou um final emocionante.

"Foi o jogo mais louco em que alguma vez participei", confessou Villa, colega de Miguel e Manuel Fernandes, que adiantou que os oito golos não fizeram justiça ao desafio. "O resultado é um pouco curto – existiram muitas oportunidades, por isso podiam ter havido mais golos", disse. "Foi como regressar aos meus tempos de escola, em jogos com muitas oportunidades e golos".

O Bremen tinha ganho todos os jogos em casa na competição esta época, incluindo no "play-off", e o internacional espanhol, de 28 anos, claramente saboreou o feito da sua equipa em garantir a presença no sorteio desta sexta-feira. "Estou muito agradado com aquilo que alcançámos, porque se tratou de um adversário muito difícil e sabíamos que tinha participado na final da época passada. E estou feliz com os golos que marquei".

Mata partilhava do mesmo estado de espírito, resumindo os acontecimentos a "um jogo de força de vontade, e que era muito importante vencer, porque a primeira mão não correu bem", afirmou. "Não tínhamos receio, mas sabíamos que seria complicado, num ambiente adverso para os adversários. Foi o jogo mais louco em que participei. Tivemos que lutar para conseguir o apuramento".

O seu capitão, Carlos Marchena, foi muito mais pragmático, destacando que a regra dos golos fora, que estava do lado do Bremen no início da partida, virou-se a favor do Valência no espaço de poucos minutos. "Foi um jogo incrível", disse. "Mas em termos de resultado, o Valência controlou sempre os acontecimentos e passou à fase seguinte. Foi muito difícil, mas à medida que o tempo passava, tínhamos cada vez mais consciência que estaríamos nos quartos-de-final".